sobre a coleção

criada em: 23/11/2025

Esta coleção reúne as vozes de 19 pessoas que carregam, em suas mãos e memórias, a força de uma das mais antigas profissões da humanidade: a pesca artesanal. São relatos vindos da Baixada Santista — Cubatão, Santos, Guarujá e São Vicente — e das comunidades rurais de São Luís do Maranhão — Cajueiro, Camboa dos Frades, Taim, Rio dos Cachorros e Ilha do Medo — além de duas pessoas trabalhadoras do Porto de Santos. Histórias de quem vive entre águas, ventos, marés e saberes transmitidos de geração em geração.

Aqui se cruzam diferentes artes de pesca, modos de vida, trajetórias de homens e mulheres que transformaram o mar, os rios e os manguezais em sustento, identidade e território.
Ao narrar suas experiências, eles revelam a complexidade e a beleza de um ofício que molda comunidades inteiras, sustenta culturas e constrói laços profundos com a natureza.

Mas esta é também uma coleção marcada pela urgência.
À medida que grandes portos avançam, a poluição cresce e a dragagem altera o fundo do mar, o peixe diminui — e com ele, a viabilidade da pesca artesanal. O que se registra aqui não é apenas memória; é testemunho vivo de uma atividade que resiste, mas que se vê ameaçada em seu próprio futuro.

Ao reunir estas narrativas, o Museu da Pessoa preserva não só histórias individuais, mas um patrimônio coletivo que merece ser ouvido, valorizado e defendido.
São vidas navegando entre passado e presente, oferecendo ao Brasil e ao mundo o retrato de uma cultura que não pode desaparecer com as marés.

Esse projeto foi viabilizado pelo Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC 235372), por meio do Ministério da Cultura, com patrocínio da VLI e realização do Museu da Pessoa.