Projeto: Memória da Petrobras
Depoimento de Paulo Souza
Entrevistado por Ana Bonjour e Eliana Santos
Madre de Deus 7/10/2004
Realização Museu da Pessoa
Entrevista PETRO_CB578
Transcrito por: Maria Luiza Pereira
P/2 – Boa tarde
R – Boa tarde.
P/2 – Gostaria de começar essa entrevista pedindo que o senhor nos fornecesse o seu nome completo, data e local de nascimento.
R – Paulo Márcio Batista e Souza, 5/7/1958, nasci em Salvador, Bahia.
P/2 – O senhor poderia contar para a gente como que foi o seu ingresso na Petrobras e como foi?
R – Eu cursava na Escola Técnica Federal da Bahia, fazia o curso de instrumentação e no sétimo semestre, que era o período de estágio, consegui um estágio na Refinaria Landulpho Alves. Fui apresentado, é até um fato curioso, fui apresentado pelo superintendente aqui do terminal, que na época era o Dr. Renato Nogueira Cardoso e por intermédio dele eu consegui esse estágio. Ao chegar lá, o chefe de instrumentação, na época Dr. Airton ________, ele comentou que não tinha experiências felizes com o pessoal da Escola Técnica, porque as pessoas, ao sair da escola, achavam que iam chegar lá, iam ter um cargo melhor, um cargo de gerência. Mas, na verdade não era, a gente ia entrar como instrumentista e tinha que realmente “pegar no pesado”. Como o pessoal não se adaptava muito, ele disse que o estágio só foi dado porque foi um pedido de um superintendente. Porque minha mãe trabalhava aqui, aposentada aqui do terminal e fez esse pedido. E meu estágio, eram quatro meses. Eu disse: “Tudo bem!”, não respondi nada e fui trabalhar. Quando passaram dois meses, ele me chamou na mesma sala e me disse que após eu acabar o estágio a refinaria ia me contratar e eu fiquei feliz e, a partir daí, graças a Deus, as pessoas começaram, da Escola Técnica, a ter o caminho natural de ir para a refinaria, quer dizer, foi quebrado um paradigma negativo e graças a Deus, eu fiz parte disso e a gente...
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Depoimento de Paulo Souza
Entrevistado por Ana Bonjour e Eliana Santos
Madre de Deus 7/10/2004
Realização Museu da Pessoa
Entrevista PETRO_CB578
Transcrito por: Maria Luiza Pereira
P/2 – Boa tarde
R – Boa tarde.
P/2 – Gostaria de começar essa entrevista pedindo que o senhor nos fornecesse o seu nome completo, data e local de nascimento.
R – Paulo Márcio Batista e Souza, 5/7/1958, nasci em Salvador, Bahia.
P/2 – O senhor poderia contar para a gente como que foi o seu ingresso na Petrobras e como foi?
R – Eu cursava na Escola Técnica Federal da Bahia, fazia o curso de instrumentação e no sétimo semestre, que era o período de estágio, consegui um estágio na Refinaria Landulpho Alves. Fui apresentado, é até um fato curioso, fui apresentado pelo superintendente aqui do terminal, que na época era o Dr. Renato Nogueira Cardoso e por intermédio dele eu consegui esse estágio. Ao chegar lá, o chefe de instrumentação, na época Dr. Airton ________, ele comentou que não tinha experiências felizes com o pessoal da Escola Técnica, porque as pessoas, ao sair da escola, achavam que iam chegar lá, iam ter um cargo melhor, um cargo de gerência. Mas, na verdade não era, a gente ia entrar como instrumentista e tinha que realmente “pegar no pesado”. Como o pessoal não se adaptava muito, ele disse que o estágio só foi dado porque foi um pedido de um superintendente. Porque minha mãe trabalhava aqui, aposentada aqui do terminal e fez esse pedido. E meu estágio, eram quatro meses. Eu disse: “Tudo bem!”, não respondi nada e fui trabalhar. Quando passaram dois meses, ele me chamou na mesma sala e me disse que após eu acabar o estágio a refinaria ia me contratar e eu fiquei feliz e, a partir daí, graças a Deus, as pessoas começaram, da Escola Técnica, a ter o caminho natural de ir para a refinaria, quer dizer, foi quebrado um paradigma negativo e graças a Deus, eu fiz parte disso e a gente venceu e o pessoal da Escola Técnica realmente começou a fazer parte lá, da refinaria.
P/2 – O senhor pode contar os locais que o senhor trabalhou, os setores, como que é o seu local de trabalho hoje?
R – Eu passei dois anos na refinaria e aí recebi o convite de vir aqui para o terminal. Aceitei, né, que os meus pais trabalhavam aqui, na época, hoje aposentados e vim para cá, para o terminal, em 79. E até hoje, realmente, eu só tive dois lugares: foi na refinaria e aqui no terminal. Realmente o trabalho nosso, a gente tenta fazer o melhor possível, pois a gente passa a maior parte do tempo aqui e, realmente, vir para um lugar que você não esteja bem, esteja com problemas realmente fica difícil, então a gente participa sempre de programas: conversar com as pessoas, discutir os problemas que ela, por ventura tenha em casa ou aqui mesmo, que estejam afetando o rendimento profissional, a gente faz aqui o ambiente como se fosse uma família e aí faz com que a gente se sinta bem, mesmo em momentos difíceis. Nós aqui, a gente semeia muito a união, né, o trabalho em equipe e realmente, nós aqui trabalhamos aqui pensando sempre no próximo, a gente não fica muito “egoisticamente” só pensando no nosso lado, a gente aqui, até para você vê um exemplo, para promover as pessoas a gente se reúne e a gente pelo mérito das pessoas, a gente mesmo indica. Então, a gente faz parte dessa indicação, inclusive a muito tempo a gente já faz parte disso, a gente pega as pessoas e não deixa que por outros interesses ou por outras atitudes que o cara fique fazendo favores à chefia ou, como é que a gente chama aqui, né, os “puxa-saco”, a gente evita essas coisas, a gente faz com que o cara vá por mérito. Isso é uma coisa que a gente se orgulha até hoje de realmente... e a gerência aqui tem sempre aceitado nossas opiniões, então, as pessoas aqui vão por mérito e sabem que são reconhecidas. Então, esse ambiente é muito bom, isso aqui.
P/1 – O senhor pode contar para a gente alguma história importante que tenha marcado o senhor, que o senhor tenha vivido aqui, durante esse tempo na empresa, ou engraçada... não sei?
R – É, tem várias, tem várias. Eu tenho uma aqui que, não sei se foi 85, só sei que foi uma greve que aconteceu e ela demorou mais ou menos uns 15 dias e eu participando da greve, né, eu estava lá fora e tal, com todos. E antes da greve estourar, a gente sempre teve um bom relacionamento com a gerência, com o superintendente e acesso, a gente conversava tranqüilamente. E nesse intervalo da greve, o pessoal lá, a gente lá e naquela confusão toda, quando a gente retorna da greve, que a gente foi lá para o coisa... foi lá para o vestuário, passou o dia de tarde, o dia que a gente estava tomando banho e o vestiário tinha, mais ou menos, umas 30 pessoas, por azar meu eu vinha na frente, o pessoal vinha para pegar o ônibus e eu vinha na frente. E, aí, a janela da superintendência abre, era o superintendente. Na época, Dr. Hélio Carneiro. Ele olha para mim: “- Paulo Márcio!” -“Diga!”
“- Enquanto você estava fazendo greve, eu estava lendo a sua revista aqui, viu, a Veja.” Aí jogou a revista, eu parei a revista, disse: “- Oh, obrigado, viu?”
Aí, eu peguei a revista, ele fechou a janela de bravo. Quando eu olhei, estava todo mundo olhando para a minha cara(riso): “- Rapaz, o que que está...” eu disse: “- Rapaz, eu não sei, porque...” Porque eu fazia assinatura da revista, ela chegava na secretaria, não estava para receber e ele ficou lendo.(riso) Quando o pessoal viu que ele estava lendo a minha revista e durante uma greve, quer dizer, é um momento de conflito, ninguém acha que... “Pô, o cara tá...”, eu tirei essa abertura de ele estar lendo uma revista minha e ele, né, nessa brincadeira. E o pessoal disse: “- O contra-cheque está aí dentro, os seus dias estão pagos...” eu disse: “- Não, eu posso abrir a revista.” E, na verdade, não tinha nada, ele só dando, se acabando de dar risada lá dentro.(riso) Porque ninguém ia imaginar que, num momento daqueles, teria esse tipo de relacionamento e eu estava na frente quando o pessoal... Parecia até o filme de Charlie Chaplin. Ele vem, tem uma manifestação atrás dele, quando ele estava andando sozinho, que ele vira a rua, aí a manifestação vem atrás, quando a polícia veio, vê ele na frente. Aí, tampa-lhe o “cacete” nele, quer dizer, ele... Então, eu estava na frente... foi um momento assim, realmente engraçado, após essa greve, porque as pessoas sabem, acreditam no meu caráter e eu estava lá e não tinha nada disso, mas foi, realmente, ele fez de propósito para o pessoal não pegar ele no pé.(riso) Realmente, foi uma cena que ele fez. Ele conta hoje aí, as pessoas também lembram, foi muito engraçado aquilo. Teve uma também, a gente fez uma manifestação aí, o GDP, é, (Sade?) hoje, a gente fez a manifestação, estava lá fora, após a manifestação lá acabar, foi votado que a gente entrasse com um caixão e saísse de sala em sala enterrando o GDP que a empresa estava querendo propor. As pessoas não estavam, nós não estávamos acreditando naquilo, né, não tínhamos confiança que aquilo ia funcionar. E a gente saiu com o caixão e parecia um enterro realmente, o enterro do GDP e aí o pessoal cantava, né: “- Glória, glória, aleluia enterremos o GDP.” E o cara gritava, o coro atrás: “- Aleluia, irmão!” E nós fomos gritando de sala em sala e o pessoal só olhando.(riso) Quando acabou, creio que isso foi em 95; 94 para 95. Quando acabou, as pessoas anotaram quem estava participando e depois nós fomos chamados pelas nossas chefias e teve punição por isso, a gente tomou suspensão de 1 dia, até 5 dias, quem participou. Inclusive agora, está num acordo para que se pague, para que se reveja essas punições e os dias parados da greve, eu acredito que a gente agora vai, vai ter realmente, essa anistia aí, dessa suspensão. Mas foi também, um fato também que marcou, né, como alguns outros também, mas esses dois...
P/2 – E o que que era o GDP, porque que vocês não queriam?
R – Era a gestão de desempenho. A empresa traçou alguns valores e... porque nunca teve como agora; agora está tendo esse trabalho de novo, mas está tendo uma melhor divulgação, melhor participação da gente, inclusive participando, então a gente acredita mais, como a coisa veio unilateralmente, ficava aquela desconfiança de que aquilo ali... para que seria aquilo ali? para prejudicar? Então, a gente tinha muito receio, né, da intenção desse programa. Então, teve essa repercussão negativa para a gente, a gente realmente reagiu porque não acreditava. Porque todo trabalho, todo plano que a empresa faça, ela tem que participar com os empregados, tem que ser uma coisa participativa, discutindo e tal. E aí não tem plano que dê errado, porque se você participa daquilo, quando vier você aceita porque você participou. Então, se vem uma coisa determinada, que a gente sem saber como é que vai funcionar, qual é a garantia daquilo, a gente fica realmente com medo, né?
P/2 – E hoje, o senhor falou que é esse GDP é o quê?
R – Sade.
P/2 – É o Sade.
R –Ele é o Sistema de Avaliação e Desempenho.
P/2 – E como que vocês vêm assim...?
R – Por isso que eu estou falando; hoje ele já é mais divulgado, ele é mais participativo, a gente dá idéia, a gente opina, a gente acredita mais hoje porque ele envolveu a classe trabalhadora, a coisa não veio assim.
P/1 – Mas como que ele funciona?
R – Ele traça metas e você vai negociar com o seu gerente, ele chega para você e traça algumas metas que você tem que fazer até um determinado período. E você pode ao mesmo tempo achar que vai fazer, ou não. Caso você ache que não tem condições você explica porque, se precisar de material, de infra-estrutura, de mais gente, aí você passa e é negociado. Então, não é nada imposto, é uma coisa altamente negociada, democrática e fácil de aceitação, porque a gente acredita porque está participando e não está nada assim, aquela obrigatoriedade, aquela imposição, então hoje é mais fácil e está realmente, hoje tem uma aceitação, as pessoas já participaram, já concordaram e estamos já na fase já final, que é esse ano agora.
P/1 – Senhor Alberto, o senhor é do sindicato, é sindicalizado?
R – Paulo Márcio, Alberto num...
P/1 – Ah! Desculpa, é Paulo.
R – Paulo. Alberto foi o outro, que ele saiu.
P/1 – É, o que saiu.
R – Se eu sou sindicalizado? Sou sim, sou sindicalizado.
P/1 – Desde que entrou?
R – Desde que eu entrei, 77.
P/2 – E como que o senhor vê a relação do sindicato com a Petrobras?
R – (Pausa) Eu estou um pouco decepcionado, porque como foi um governo que foi... um governo do PT, eleito por nós, a gente ficou com muita esperança de que este diálogo se tornasse um diálogo mais próximo, sem muitos embates, né? Pelo que a gente vê, não sei se por pressão externa, mas o próprio governo, como a direção da Petrobras, temos alguns avanços, mas parece que continua ainda com algumas coisas como aconteciam anteriormente, né, no próprio governo de FHC, nós tínhamos aí problemas, hoje, de multar um sindicato; quer dizer, coisas absurdas que a gente criticava e as pessoas que estão hoje na direção da empresa, que eram contra, hoje praticando; quer dizer, há uma decepção nessa coisa de valores, a gente acredita naquilo, a gente tem ideologias, a gente tem valores morais que se pregava e hoje algumas coisas fogem do que a gente imaginava, essa relação. Claro! Nada tem que ser fácil, tem a sociedade, a gente vive num país que, realmente, passa fome, pessoal miserável e realmente, o petroleiro ele está acima da média, mas também, pelo próprio trabalho que nós executamos. Felizmente para a gente, infelizmente para quem não trabalha na Petrobras; quem trabalha em área de risco tem toda... praticamente, aí se expõe a vida, você vê plataformas aí com problemas; quer dizer, que realmente temos que ser remunerados pelo nível de trabalho que a gente a gente participa, que é muito arriscado, perigoso. E aí tem que lutar pelos nossos direitos e a gente vê que a Petrobras poderia estar, assim, sem esses embates, podia, realmente, negociação de alto nível, estipular valores que não precisa ser, que se pede assim, que às vezes passa um pouco, mas, também, não precisar ter esse conflito todo para se chegar a alguma coisa, como está acontecendo hoje aí, inclusive, refinarias paradas, né, uma coisa que a gente nunca esperaria numa administração do PT. Mas a gente vai tentando para ver se melhora isso aí.
P/2 – E tem alguma outra história que você queira contar para a gente, de luta mesmo, do próprio sindicato, que o senhor tenha vivido, ou não?
P/1 – Que marque o senhor?
R – (Pausa) Você fala só sobre o sindicalismo ou alguma coisa assim...
P/2 – Não, qualquer história que o senhor vivido, que o senhor ache que é importante registrar.
R – Bom, registrar é o seguinte; inclusive nesse trabalho que está se fazendo agora de memória, nós também estávamos preocupados com isso e fizemos algumas coisas aqui, a nível de Terminal. É... nós tínhamos como marco lá no Mirim, onde os navios atracam, era o busto do almirante que deu nome a esse terminal, que é Almirante Alves Câmara. Então, este busto estava todo perdido, todo destruído; âncora e tal e ele foi ministro da marinha e baiano, por sinal, por isso que o terminal ficou o que é: Almirante Alves Câmara. Nós recuperamos esse busto, pintamos todo, fizemos a recuperação, tiramos fotos, era uma memória que quase que estava praticamente perdida. A gente foi, inclusive, verificar quem era, que poucas pessoas, às vezes, conhece, você vê lá o busto, mas ninguém as vezes sabe quem é. Então, essa preocupação da gente, que coincide com esse trabalho de vocês, que é excelente, que é memória, é, a gente recuperou ele e, aqui também no nosso terminal, aqui no Suape, nós tínhamos aí um marco de 25 anos do terminal que foi inaugurado em 81, ele também estava todo destruído, nós recuperamos ele todo, tentamos trazer até o projetista que fez, mas ele estava impossibilitado, não deu para a gente se comunicar porque ele estava numa fazenda, não deu... para tentar trazer ele, porque ele ia participar do que ele fez e ver que não ficou, a coisa não ficou jogada; quer dizer, apesar de ter, mas a gente recuperou para mostrar para ele que as pessoas que estão aqui, estão também preocupadas em deixar memória viva, né, para as pessoas saberem o que é que está acontecendo ali, porque a gente passava ali e ninguém sabia que marco era aquele de 25 anos de aniversário do terminal; quer dizer, as pessoas não se preocupam, vão esquecendo. A gente recuperou, pintamos ele todo, está todo bonitinho agora, então... para mostrar que a gente está preocupado realmente com o passado e com...
P/1 – Tem uma comissão para isso?
R – Não, não tem comissão para isso, foi uma coisa individual, é, uma coisa individual... aí, tivemos apoio da gerência, aí começamos a pegar as pessoas. Mas não há comissão propriamente para isso, inclusive, dentro desse trabalho, a gente estava querendo fazer uma salinha de memorial, né, com fotos, que tem muitas fotos antigas, depoimentos de empregados, de aposentados. Para exemplificar, eu cheguei aqui, quando eu estava aqui em 79, só na parte elétrica nós tínhamos 22 petroleiros; quer dizer, primeirizados,né, hoje nós só temos três primeirizados; quer dizer, as pessoas todas ou se aposentaram, ou foram embora e tal. Então, isso aí também é memória; quer dizer, aquelas pessoas que foram tem muito há falar para a gente aí, né, como é que foi, como é que começou, né, as lutas que eles tiveram. Então é interessante, a gente vai fazer isso aí, a gerência está comprometida com a gente, nós vamos aí, botar para funcionar isso aí.
P/2 – E falando em memória, o que o senhor achou de ter participado desse projeto, contribuindo com o projeto Memória dos Trabalhadores? Só para fechar para a gente.(riso)
R – (riso) É, exatamente. Eu estou muito satisfeito porque, justamente, vem de encontro ao que a gente já estava fazendo aí. E, talvez agora, até com mais incentivo porque tem esse trabalho de vocês que a Petrobras está dando força, incentivando, então vai fazer com que a gente, realmente, pegue os nossos projetos aí, coloquemos em prática, porque é importante as pessoas, inclusive, quando a gente faz aqui, as vezes, festa de fim de ano, de confraternização, que nós chamamos os aposentados, colegas nossos que saíram daqui, eles ficam muito felizes pelo próprio convite de estar participando e também chegar nas instalações e vendo coisas que eles fizeram que nós estamos preservando e melhorando. Então, para eles, isso é muito bonito e para a gente também, que um dia vai sair, sabe que este trabalho vai ser continuado; quer dizer, nós não vamos ficar no esquecimento; as obras, o que foi feito e a preocupação até com as pessoas que saíram, a gente tem até essa preocupação também, porque, as vezes, tem muitos colegas lá fora que estão passando por problemas e a gente também precisa de um trabalho de acompanhamento para não deixar também que as pessoas fiquem, né, que comecem a ficar esquecidas, bebidas, drogas, essas coisas a gente está muito atento aqui para isso. E com esse trabalho aí, eu acho que dá mais força para que a gente amplie esse trabalho e para essas pessoas que estão lá fora a gente vê como é que está se passando, como é que está vivendo para que possamos ajudá-las, porque, futuramente, vamos ser nós que estaremos lá.
P/2 – Tá ótimo senhor Paulo, muito obrigada.
P/1 – Obrigada.
R- Tá bom. Tá bem. Obrigada a vocês também.(riso)
(Fim da fita Mpet/TMadre 005)
(sade?)
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