Nome do Projeto: Memória Petrobras
Depoimento de: Orcalino de Carvalho
Entrevistado por: Márcia de Paiva
Local da gravação: Cubatão / SP
Data: 22/09/2004
Realização Museu da Pessoa
Entrevista nº: PETRO_CB660
Transcrito por Flávia de Paiva
P/1 – Boa Tarde!
R – Boa tarde!
P/1 – Gostaria de começar esta entrevista pedindo que o Senhor nos dissesse seu nome completo, data e local de nascimento.
R – Meu nome é Orcalino Almeida de Carvalho. Eu nasci em Piatã, Salvador, Bahia em 9 de dezembro de 1929.
P/1 - Seu Orcalino, como se deu o seu ingresso na Petrobras?
R - Bom, em 1950 veio a comissão do CNP para Cubatão, e, a seguir, foi formada a Comissão de Construção da Refinaria de Petróleo de Cubatão. Eu conhecia Cubatão como o quintal de casa, como se diz. E eles estavam com dificuldade de arrumar uma canoa para fazer o mapeamento da área - porque tinha umas lagoas imensas aqui onde estão as unidades - e eu conheci um senhor que até chamava ele de “meu compadre”, seu Pedroso, era muito meu amigo. Então, o Coronel Baran fez um documento pedindo emprestado a ele uma canoa - ele era possuidor de uma canoa -para trazer até a Refinaria e fazer o mapeamento da área. E eu fui o portador dessa carta, que desapareceu da Casa da Memória. Eu estava até comentando agora com a Lídice nesse momento. Aquela carta era um documento preciosíssimo pra gente e desapareceu. Então, ele emprestou a canoa, foi feito o mapeamento, os topógrafos e os engenheiros viram tudo o que era necessário. E eu, que estava com eles, continuei. Já entrei assim, de cara, sem teste nenhum, já fiquei com eles trabalhando. Foi o um primeiro emprego na Petrobras e meu último emprego também. E por aí fiquei.
P/1 - E quando o senhor entrou, o Senhor foi trabalhar aonde?
R - Eu fui trabalhar com o pessoal de almoxarifado, porque estava sendo criando o almoxarifado. Inclusive, de início, foi dentro de um tanque. Não tinha os prédios ainda e já havia um...
Continuar leituraNome do Projeto: Memória Petrobras
Depoimento de: Orcalino de Carvalho
Entrevistado por: Márcia de Paiva
Local da gravação: Cubatão / SP
Data: 22/09/2004
Realização Museu da Pessoa
Entrevista nº: PETRO_CB660
Transcrito por Flávia de Paiva
P/1 – Boa Tarde!
R – Boa tarde!
P/1 – Gostaria de começar esta entrevista pedindo que o Senhor nos dissesse seu nome completo, data e local de nascimento.
R – Meu nome é Orcalino Almeida de Carvalho. Eu nasci em Piatã, Salvador, Bahia em 9 de dezembro de 1929.
P/1 - Seu Orcalino, como se deu o seu ingresso na Petrobras?
R - Bom, em 1950 veio a comissão do CNP para Cubatão, e, a seguir, foi formada a Comissão de Construção da Refinaria de Petróleo de Cubatão. Eu conhecia Cubatão como o quintal de casa, como se diz. E eles estavam com dificuldade de arrumar uma canoa para fazer o mapeamento da área - porque tinha umas lagoas imensas aqui onde estão as unidades - e eu conheci um senhor que até chamava ele de “meu compadre”, seu Pedroso, era muito meu amigo. Então, o Coronel Baran fez um documento pedindo emprestado a ele uma canoa - ele era possuidor de uma canoa -para trazer até a Refinaria e fazer o mapeamento da área. E eu fui o portador dessa carta, que desapareceu da Casa da Memória. Eu estava até comentando agora com a Lídice nesse momento. Aquela carta era um documento preciosíssimo pra gente e desapareceu. Então, ele emprestou a canoa, foi feito o mapeamento, os topógrafos e os engenheiros viram tudo o que era necessário. E eu, que estava com eles, continuei. Já entrei assim, de cara, sem teste nenhum, já fiquei com eles trabalhando. Foi o um primeiro emprego na Petrobras e meu último emprego também. E por aí fiquei.
P/1 - E quando o senhor entrou, o Senhor foi trabalhar aonde?
R - Eu fui trabalhar com o pessoal de almoxarifado, porque estava sendo criando o almoxarifado. Inclusive, de início, foi dentro de um tanque. Não tinha os prédios ainda e já havia um tanque; deixaram uma placa aberta e o almoxarifado montado dentro de um tanque. Eu fui distribuir material de almoxarifado.
P/1 - O Senhor que trabalha aqui desde o início, conta como foi esse princípio, esse crescimento..
R - O princípio foi muito, digamos, penoso para o trabalho que nós fizemos aqui. Porque era uma mata inculta. Nós tínhamos aqui um manguezal com mosquitos e cobras. Era uma coisa realmente fantástica!
P/1 - Aparecia cobra, de vez em quando?
R - Nossa! Até depois de inaugurada a Refinaria, ainda apareceram cobras aqui nas oficinas. Veja bem, é aquela luta do homem e da máquina contra os elementos. Foi uma coisa fantástica! Tinha que ter muita vontade de trabalhar mesmo pra vencer tudo aquilo. Tinha que ser aguerrido, ter galhardia para poder chegar no final, como foi o caso.
P/1 - O Senhor tem alguma história marcante dessa época? Curiosa, engraçada, que tenha te marcado?
R - Eu tenho bastante histórias interessantes. Uma delas foi a vinda do Getúlio Vargas aqui. Ele veio em 1953, aí já foi mais tarde um pouco. Mas foi marcante porque eu sempre fui um fã de Getúlio Vargas, admirador, tá? E quando ele assinou a Lei 2.004, em 03 de outubro de 1953, a partir dali então, o homem passou a ser meu ídolo, porque já era, e aí então! E que é que eu fiz? Com a vinda dele aqui, eu preparei e fiz um soneto pra ele - tá até aqui com a menina. E ofereci a ele mesmo, e ele me abraçou e sorriu. Quando ele viu o nome dele dentro da composição do soneto, ele me abraçou com um sorriso muito feliz. Puxa, aquilo me marcou demais. E curiosa, eu tenho uma interessante. O nosso restaurante era aqui no pé da serra e ao lado, ficavam dois cemitérios - o normal, da cidade de Cubatão e o israelita, que até o pessoal de São Paulo vinha ser sepultado aqui. E havia muita lama. Uma menina chamada Terezinha Dantas, amiga nossa, que foi trabalhar na pagadoria, vinha descendo e saiu da trilha normal pro restaurante e caiu no atoleiro. (risos) E ficou enterrada na lama, tiveram que puxá-la. Foi muito interessante. Isso também está numa história da Casa da Memória. Mas então foi muito curioso isso aí, viu?
P/1 - Como é que é essa história a Casa da memória? Conta pra gente um pouco, como começou...
A casa da memória, eu vou explicar pra você como foi interessante. Antes de trabalhar aqui eu já chamava Refinaria, porque eu morava em Cubatão e eu escutava aquele falar e o povo falava em usina: “vai vir usina pra cá e tal”. Mas deixa isso, já estou na Refinaria; vou falar da Casa da Memória. Aí eu comecei a juntar tudo que era de Petrobras. Tudo que era petróleo e Petrobras eu fui juntando, juntando. Até as explosões que houveram mais tarde aqui, eu guardei pedaço de vala que quebraram. Guardei comigo, na minha casa. Eu era apaixonado. Ali onde foi (feita) a Casa da Memória, era chamada de “Alvoradinha”. Foi a primeira construção de alvenaria criada dentro da Empresa. Ali foi a central de concreto, depois supervisoria de turno, foi enfermaria e, por último ficou sob a supervisoria do (COTUN?). Com a desativação do (COTUN?) o Artur, que já era superintendente, ficou sem saber o que fazer com aquela casa. Mas queria preservar porque era a primeira construção de alvenaria e era chamada de Alvoradinha, né?
P/1 - Alvoradinha em homenagem ao Alvorada?
R - Não, porque o nome já era anterior ao Alvorada lá de Brasília, né? O nome já vem de 55 pra cá e o outro foi em 60. Aí, conversando com o Artur, o superintendente, “vamos criar um museu, e tal. Agora, colocar o que aí dentro?” Eu disse: “olha, Artur, você sabe que eu tenho tudo da Petrobras e pode contar comigo. Eu posso te emprestar da minha casa pra vocês. Tirar do meu acervo alguma coisa e trazer.” Ele disse: “você tem alguma coisa?” Eu disse; “tenho. Inicialmente, eu posso trazer, digamos mil peças.” Ele me olhou: “mil peças?” Eu não trouxe mil. Trouxe 712 peças da minha casa pra Casa da Memória. Então, criamos, eu trabalhei com ele, a Terezinha, esposa dele, a Lídice e tal. E a Casa foi criada, montada e, pra gente, aquilo era a “menina dos olhos” viu?
P/1 - E aí o que é que tinha?
R - Tinha tudo. Fotografias de desde a terraplanagem da área até as Unidades atuais, sistemas de funcionamento, produção da Refinaria, os derivados de petróleo - todos por ordem, praticamente, que nós tínhamos - um painel ao lado, feito por mim, mostrando que antigamente, no início, nós tirávamos de um barril, quatro produtos diferentes. E naquela data, em 86, na inauguração da casa, nós estávamos tirando 32 produtos do mesmo barril. Quer dizer, isso foi uma coisa super grandiosa, né, de quatro para 32. Tinha também um painel que mostrava a nossa Unidade de (eteno?) que ia ser demolida - não porque nós deixávamos de fabricar o (eteno?), tínhamos é um processo mais moderno com menos despesa, entendeu? Então, ela estava sendo desativada e eu fiz um painel muito lindo.
P/1 - Tudo isso organizado pelo Senhor?
R - É, de modo geral, eu estava sempre na frente, criando as coisas. E eu sou cheio de idéias também, independente de tudo isso. Então, a casa da memória funcionou de 1986 a .., uns nove anos mais ou menos ela funcionou. Aí deu cupim na estrutura da casa de uma forma que não deu mais para recuperar. Ela foi demolida, o material foi recolhido para um depósito, e agora parece que estão trabalhando para reerguer essa casa novamente. E nós vamos fazer isso aí, com todo o carinho. Só que agora, eu vou trazer muito mais material. Porque, o filé mignon mesmo da Petrobras, eu não emprestei, está na minha casa. Lá, eu tenho um museu que dá prazer se ver. Por minha conta, sem a Petrobras me ajudar em nada, todo ano eu faço exposição da Petrobras. Todo ano, em 16 de abril, eu faço exposição na Ponta da Praia, em Santos. Isso já vai para 12 anos. Todo ano eu monto a exposição - cada vez mais bonita. Tenho o Livro de Visitas da exposição, tenho tudo. Isso pra mim é um orgulho. Se chegar na minha garagem hoje: “puxa, não é possível que o homem tem tudo...” Uma vez, o superintendente (Alfenis?) foi na minha casa, antes da Casa da memória, eu mostrei pra ele todo o meu acervo e ele disse: “Orcalino, não é possível! Nós temos que ter alguma forma de aproveitar isso aqui, mostrar para alguém. Aqui está privativo para sua família e pra você olha ou contemplar. Alguém tem que ver isso. Isso aqui merece um museu.” E o Artur veio com a idéia de criar o museu, então, pra nós foi ótimo, foi maravilhoso.
P/1 - tem que botar a casa para funcionar de novo, não é?
R - Se Deus quiser. Nós vamos fazer isso aí. Inclusive, eu fiquei sabendo que a nova seria, eu fui visitar o local, do outro lado do rio, onde nós tivemos uma escola industrial. Mas, veja, para entrar na Refinaria hoje é muito burocrático. E tem que ser por causa do negócio da segurança, né? Você tem que se identificar aqui, e papapapa, e chegar até aqui. E pra ir até a Casa da memória que seria passar por toda a Refinaria, passar por asfaltos e almoxarifados e ir até lá ficava quase invisitável. Eu falei “não, pra isso eu não vou colaborar com vocês. Se a casa for montada aqui na frente, num lugar acessível, onde as pessoas possam vir aqui, o filho que teve o pai trabalhando e quer ver a fotografia do pai, uma viúva que o marido trabalhou. Puxa vida, uma casa naqueles confins não tem visitação. Vamos montar aqui.” Parece que está sendo organizado isso aí para criar uma casa aqui na frente. Aí eu estou feliz, né?
P/1 - Senhor Orcalino, quais foram as principais conquistas do Sindicato?
R - Do Sindicato? O Sindicato, no início, tinha uma finalidade realmente de sindicato trabalhista. Então, ele brigou muito por tudo, para que a Petrobras fosse a Empresa que é, tivesse um sindicato forte, que gritasse por tudo e fizesse algo em prol do trabalhador, para ele ter conforto, ter o social, ter tudo. Mas, depois, o Sindicato com a CUT e com a política entrando, ele deturpou um pouco. Mas ele fez muita coisa. O sindicato trabalhou muito. E nós confiávamos no Sindicato e as reivindicações feitas pelo Sindicato, pelo grupo, eram sempre atendidas porque o Sindicato nosso era muito forte. Era muito forte.
P/1 - Tem alguma outra história que o Senhor gostaria de deixar registrada?
R - É, eu gostaria de deixar registrado que eu não fui somente um funcionário da Refinaria, um trabalhador. Era um cara apaixonado pela Empresa. Era não, sou apaixonado. Se eu ficar um mês sem vir na Refinaria, em casa, a minha esposa começa a dizer: “vai na Refinaria, pelo amor de Deus! Seu mau humor, seu mal estar é porque não vai...Vai na Refinaria.” Eu chego a chorar, quando eu estou lá fora sem vir aqui muito tempo.
P/1 - Quando o Senhor se aposentou?
R - Eu me aposentei em 88. Mas, mesmo assim, eu não me desliguei muito da Empresa, porque saindo daqui, eu fui para a Ambep, ser delegado da Ambep. Depois fiquei um ano e meio na Ambep. Sai da Ambep, fui para Diretor de Relações Públicas do Cep 2004 que é da Petrobras. E estou até hoje como Diretor, né? Então, eu estou sempre em contato com a Refinaria, com o pessoal da Refinaria, estou sempre vindo aqui, estou sempre aqui com a Cláudia, com o pessoal, vindo visitar. Nós tínhamos uma sala aqui em cima do restaurante, que é do Cep (Clube dos Empregados da Petrobras).
P/1 – Cep?
R - É. Cep. É o clube. Então, nas terças e quintas feiras, vem uma moça de lá, fazer divulgação aí dentro. E eu estou começando a vir com ela também agora porque isso é um modo de matar, pra mim, a saudade, estar aqui com o pessoal, com os meus amigos - que eu tenho muitos conhecidos aqui ainda. Aliás, eu conheço todo mundo, porque eu sempre fui muito de falar e estar aqui. Eu chegava num setor, muitos tinham uma plaquinha “Proibida a entrada de estranhos”. Eu não sei para quem era dirigido aquilo. “Eu sou um funcionário, eu não sou um estranho.” Eu chegava e entrava. O cara me olhava assim e eu não tomava conhecimento. Eu entrava mesmo. Eu queria estar tomando conhecimento de tudo o que se passava. Eu achava que a Empresa fosse minha. Parece incrível! Eu tinha a Empresa como sendo minha. Era uma coisa. Mexia com a Petrobras, mexia comigo. É dela, é meu. Tanto que as placas que ela ganhou do Exército Brasileiro, Aeronáutica, Marinha e diplomas de Prefeituras - Cubatão, Santos, São Paulo - como homenagem, como eles não cuidavam e eu cuidava do Museu e das coisas da Petrobras, eu pegava e levava para mim. Eu tenho tudo comigo. A Petrobras não tem nada e eu tenho tudo isso. É dela, mas está comigo.
P/1 - Para montar esse museu.
R - Quer dizer, só que estando comigo, tudo isso ficou conservado e está a disposição dela a hora que ela quiser. Eu tenho feito algumas outras entrevistas, eu sai em algumas revistas, e falo sempre disso. A hora que a Petrobras quiser tudo isso realmente, vamos botar no Museu para que fique em exposição para todos contemplarem isso. É muito gostoso. Aqui perto do lago, tem um caso interessante. Eles estavam fazendo um plantio de árvores, de um setor chamado SSA, que era a prefeitura da Refinaria. Ela cuidava das ruas, arborização e tal. Começaram a fazer o plantio e eu vim, em pessoa, e plantei uma árvore ali. Essa árvore cresceu e hoje é linda. Então, eu saía do restaurante, todos os dias, e já vinha com caderno e caneta. Eu saía do restaurante e sentava embaixo da minha árvore, na minha Refinaria, e ia escrever poesia. E era tão comum, que eu passei a chamar aquele local de santuário. E, até hoje, eu tenho saudade dali.
P/1 - É como a sua casa também, não é?
R - É, exatamente. E até hoje eu tenho saudade e até hoje eu estou sempre aí fazendo poesia, escrevendo. Gosto de escrever sobre a Refinaria, tudo. Aposentei em 88, mas eu não perdi o contato com a Empresa. Estou atualizado em tudo que acontece. Tudo que ela está criando, eu quero estar por dentro. Porque eu não sei se é no sentido de egoísmo, de querer aparecer talvez até, eu digo sempre: “eu admito que tenham mais pessoas que saibam tanto de Refinaria de Petróleo como eu. Mais do que eu, não aceito.” Porque, independente de conhecer refino e manutenção, eu conheci a prospecção. Eu pedi para fazer estágio na Bahia, acompanhando gravimetria e sismografia, como tirar o petróleo do chão. Eu conheço todo os esquemas; como descer uma sonda até o poço, encontrar, fazer uma explosão subterrânea para o sismógrafo registrar, eu conheço os sistemas da Petrobras. Então, ninguém conhece mais do que eu. Eu sei tudo.
P/1 - Senhor Orcalino, o Senhor sempre se preocupou em preservar essa memória da Empresa, eu gostaria de perguntar, então, o que o Senhor acha da iniciativa da Petrobras e do Sindicato estarem promovendo esse Projeto Memória?
R - Eu achei isso muito bom, porque tem muita gente além de mim, que tem documentos e fotografias guardadas em casa e que não foram entregues na Casa da memória e ninguém tomou conhecimento. E, talvez com esse Projeto, eles levem até as pessoas que estão fazendo o trabalho e fotografem isso novamente, escaneiem. De alguma forma vai aparecer. Isso aí é história. E a gente passa mas a história fica, né? O povo sem história é povo sem memória, não é, com certeza, isso é verdade. A memória tem que estar presente em tudo.
P/1 - Queria agradecer a sua participação.
R - Já?
P/1 - E vamos ver se depois a gente consegue fazer uma outra entrevista. Muito obrigada.
R - Eu é que agradeço. Estou muito feliz de estar aqui com vocês. Quando se trata de Petrobras, eu não me pertenço. Eu sou da Empresa. Eu tenho algumas folhas impressas, num total de 25 - se eu soubesse que ia ser isso eu tinha trazido para vocês verem - onde eu digo do meu amor pela Empresa, que eu me fragmentei em pedaços para ficar, em cada canto da Refinaria, um pouco de mim, para ter saudade daqui e as pessoas também saberem que eu estive aqui. É isso aí, gente. Eu fico contente. O trabalho de vocês merece elogio. E vamos tocar o barco.
P/1 - Obrigada.
R - Ok.
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