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Por: Museu da Pessoa, 29 de abril de 2003

Raízes do Petróleo.

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Raízes do Petróleo.

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Meu nome é Antonio Roberto Cunha Menezes. Nasci em 30 de setembro de 1951, em Salvador.

A minha história com a Petrobras começa antes do meu ingresso, quando começou a instalação da refinaria, aqui na Bahia, e meu pai foi trabalhar lá. Nós fomos acompanhando meu pai, em 1956, mas, eu só comecei a trabalhar na Petrobras a partir de 2 de janeiro de 1973.

Toda aquela parte da instalação da vila, a ampliação da refinaria, tudo aquilo eu vivi. A princípio, a vida era muito difícil e os trabalhadores eram atraídos por causa do salário. A gente não tinha estrada de acesso, ia através do massapé. Às vezes, ia no lombo do burro e até o burro atolava. Do outro lado da região está instalada a refinaria, separada por um rio chamado Mataripe. Na verdade, é um braço de mar, onde atracavam os saveiros que iam levar ou trazer material para Salvador. A gente morava do outro lado, num lugar chamado Niterói, por coincidência imitando o Rio de Janeiro e a cidade de Niterói. Então a gente atravessava de canoa. Para compensar tudo isso, a Petrobras começou a dar vantagens, as casas que foram construídas para os americanos que vieram montar a refinaria. Depois eles foram embora e aquelas casas foram distribuídas entre os cargos de maior relevância dentro da empresa. Assim eu vivi muitos anos na vila de Niterói. Existiam escolas, que a Petrobras sustentava, dos dois lados: a Escola Reunida de Niterói e a Escola Reunida de Mataripe. Depois, vim morar na Vila de Mataripe. Foi lá que eu cresci e vi a refinaria. Corri muitas vezes, à noite, por causa de incêndio. Quando começava a apitar, dava três apitos de recado, de força de alerta. Todo mundo saía correndo do jeito que estava. A gente via muita gente lá de camisola, cueca, pijama, correndo pelo meio da rua, porque fazia medo mesmo. Os nossos pais corriam para a refinaria, para ajudar a apagar o incêndio, e nossas mães corriam conosco para fora da refinaria, da vila, porque era muito...

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