Álvaro Fernandes de Oliveira nasceu no Morro de São Carlos, no Rio de Janeiro, em 3 de fevereiro de 1934;
Era um menino brincalhão e inteligente;
Jogava bola de gude, bilboquê, futebol de bola de meia e andava de pernas de pau;
A infância foi tumultuada porque perdeu o pai cedo;
Era o mais velho de 5 irmãos;
Parou de estudar na 4ª série para trabalhar e ajudar a mãe;
Era guloso e gostava de comer de tudo, principalmente feijão com arroz;
A mãe cozinhava em fogão de serragem;
A mãe lavava roupa pra fora e passava com ferro a carvão;
Álvaro entregava as roupas aos clientes. Ia de bonde e não pagava a passagem;
Começou a trabalhar aos 11 anos num salão de cabeleireiro como ajudante;
Servia cafezinho e recebia gorjetas;
Gostava de sair nas Pastorinhas e arranjava namoradas;
Ele nunca tocou nenhum instrumento musical, mas tinha um amigo que tocava bandolim nas costas;
Sempre gostou de cantar e dançar bolero;
Ama o Carnaval e antigamente costumava sair no bloco vestido de saia com uma rosa na cabeça;
Casou 2 vezes. No primeiro casamento teve 2 filhos. Era novo e deu um passo errado;
O filho dele mais velho tem mais de 50 anos;
A segunda esposa é baiana e ele teve mais um filho;
A vida foi difícil. Dormiam no chão. Depois ganharam uma cama. Ele fez o estrado que forrava com papel. Ele é romântico, de vez em quando dá um rosa pra esposa;
Antigamente andava de terno. Ele foi ao cinema com a esposa e começou a chover. Ele tirou os sapatos e pendurou no pescoço;
Ele torce pelo Flamengo. Um dia levou a esposa e o filho bem pequeno ao Maracanã pra ver um Fla x Flu. O estádio tava lotado e ele passou um sufoco;
Ama morar no Rio de Janeiro. Nunca saiu daqui. Tem vontade de conhecer a Bahia;
É aposentado da Comlurb e sente orgulho de ter faltado só 1 dia de trabalho;
Se sente satisfeito com a vida e realizou o sonho de ser um bom cidadão brasileiro.