Tenho uma amiga que vive me provocando com minha tendência de explicar os fatos científicamente e buscar explicação para tudo no meu universo. Sei lá de onde veio essa curiosidade enorme, talvez seja para tentar inserir sentido lógico num mundo criativo aonde as coisas são muito mais sentidas que catalogadas. Ai como me incomoda essa coisa de catalogar os momentos, os fatos e as pessoas. Coisa chata! Bom, investigar é até um pouco mais divertido, e aí entra numa coisa de explicar conceitos.
Mal sabe ela que ao falar de Raios Gama em Violetas do Campos , tudo que lembrei foi uma tarde com minha cadelinha Fé, numa praia em Lake Tahoe. Entre a grama cheia de margaridas do campo, ficamos lendo, ouvindo o vendo e tomando um bom vinho que estava na minha mochila. E como se cataloga um momento desses? Bom acho que só dizendo: sentindo a presença de Deus.
Andar descalça entra as margaridas do campo ruma a um refrescante mergulho num Lago Sagrado cercado por montanhas não tem Polaroid que explique. Ao entrar na água senti todo o meu corpo sendo abençoado por um milagre de vida como se estivesse voltando a essência, algo que minha memoria com tantos catálogos tinha quase esquecido, mas minha essência jamais o faria.
Após o mergulho o calor do sol me secando e mudando suas cores ao se por dando lugar a uma enorme lua que fez do meu lago um pote de prata, me fez pensar que até podem catalogar os fatos e momentos , mas aquele ultimo suspiro meu e da Fé em sincronicidade, me dizia que a vida é muito mais que um simples catálogo científico



