P - Então, eu queria que o senhor falasse o seu nome completo, data e
local de nascimento.
R - O meu nome é Paraguaçu Antônio Ramos do Nascimento. Eu nasci no dia
7 de novembro de 1953. Sou aposentado, metalúrgico aposentado. Hoje
represento o Sindicato Nacional dos Aposentados. Mesmo aposentado, eu
acho que a gente continua na luta por melhores salários, melhores
condições de emprego e melhores situações de vida para o povo
brasileiro. E, independente de hoje estar aposentado, continuo na luta
pelos movimentos primeiro de maio em vista de (trecho inaudível) o
melhor para o povo trabalhador. O nosso país hoje, a vista que desde a
revolução de 64 nós tivemos uma série de perdas. Eu acho que o momento
é agora. A partir do momento que nós temos um governo que é nosso, eu
acho que nós temos que reivindicar todas as perdas que nós tivemos lá
atrás, na época da repressão, na época da ditadura. Então, o povo
brasileiro tem que mostrar que está vivo, que está defendendo os seus
interesses, seja por melhor qualidade de vida, por melhores empregos,
por melhores situações nos próprios locais de trabalho. Hoje o nosso
movimento, a CUT abriga comissão de fábrica dentro das empresas. Por
que? Para movimentar o trabalhador brasileiro para poder reivindicar as
suas perdas e as suas condições de trabalho.
P - Qual foi a primeira vez que o senhor participou de um primeiro de
maio? O senhor se lembra?
R - Olha, já faz muito tempo. Se eu for bem lá pra trás, foi logo
depois do movimento militar, logo após a repressão, logo após a
ditadura. Tanto é que todos os anos participo. Então já vai pra mais de
25 anos dentro deste movimento.
P - E qual era a diferença desses primeiros de maio, logo depois da
implantação da ditadura, pra o primeiro de maio como hoje aí, no regime
democrático?
R - Hoje, no regime democrático, está...
Continuar leitura
P - Então, eu queria que o senhor falasse o seu nome completo, data e
local de nascimento.
R - O meu nome é Paraguaçu Antônio Ramos do Nascimento. Eu nasci no dia
7 de novembro de 1953. Sou aposentado, metalúrgico aposentado. Hoje
represento o Sindicato Nacional dos Aposentados. Mesmo aposentado, eu
acho que a gente continua na luta por melhores salários, melhores
condições de emprego e melhores situações de vida para o povo
brasileiro. E, independente de hoje estar aposentado, continuo na luta
pelos movimentos primeiro de maio em vista de (trecho inaudível) o
melhor para o povo trabalhador. O nosso país hoje, a vista que desde a
revolução de 64 nós tivemos uma série de perdas. Eu acho que o momento
é agora. A partir do momento que nós temos um governo que é nosso, eu
acho que nós temos que reivindicar todas as perdas que nós tivemos lá
atrás, na época da repressão, na época da ditadura. Então, o povo
brasileiro tem que mostrar que está vivo, que está defendendo os seus
interesses, seja por melhor qualidade de vida, por melhores empregos,
por melhores situações nos próprios locais de trabalho. Hoje o nosso
movimento, a CUT abriga comissão de fábrica dentro das empresas. Por
que? Para movimentar o trabalhador brasileiro para poder reivindicar as
suas perdas e as suas condições de trabalho.
P - Qual foi a primeira vez que o senhor participou de um primeiro de
maio? O senhor se lembra?
R - Olha, já faz muito tempo. Se eu for bem lá pra trás, foi logo
depois do movimento militar, logo após a repressão, logo após a
ditadura. Tanto é que todos os anos participo. Então já vai pra mais de
25 anos dentro deste movimento.
P - E qual era a diferença desses primeiros de maio, logo depois da
implantação da ditadura, pra o primeiro de maio como hoje aí, no regime
democrático?
R - Hoje, no regime democrático, está mais fácil. Está precisando é o
povo se mobilizar. O povo trabalhador, eu acho que a partir do momento
que ele vá no sindicato, eu acho que ele tem que sempre procurar, de
centralizar nos seus sindicatos. Para quê? Para formar uma união com o
trabalhador. É uma comparação muito clara. Aquilo é uma romã. Você vê
uma romã. Uma romã, um carocinho não é nada. Mas a união de todos os
carocinhos forma um universo. Eu acho que o trabalhador brasileiro está
precisando disso, se motivar no próprio chão de fábrica, procurar se
esclarecer das políticas sindicais e conhecer os seus direitos. Assim
como ele sabe as obrigações dele, também tem que saber os direitos
dele. Então a questão de brigar. Mas o povo trabalhador, o povo
brasileiro que não sabe a capacidade que tem em termos de união. Uma
andorinha só não faz verão. Eu acho que quanto a grupos, a movimento
sindical dentro do país, eu acho que nós temos que se unir cada vez
mais e um trabalhador só não faz verão. Então a pessoa tem que se
juntar e juntar à própria categoria, se juntar ao sindicato, fortificar
o sindicato. Porque muitas vezes o trabalhador brasileiro: “Pô, mas o
sindicato não faz nada.” Mas o sindicato, realmente, o sindicato não
faz nada pela categoria. Quem faz é a categoria, a partir do momento
que ela esteja mobilizada pela comissão de fábrica. Então essa é uma
das metas da CUT é mobilizar os trabalhadores no chão de fábrica.
P - Eu queria que o senhor contasse uma história que o senhor já
viveu, passada num primeiro de maio. Uma história de luta, uma história
de alegria, uma história romântica.
R - Posso, o primeiro de maio, na minha categoria, principalmente
(trecho inaudível) hoje, na Baixada Santista. Eu trabalhei na Companhia
Siderúrgica Paulista, na Cosipa lá. Nós tivemos muitas lutas lá dentro.
Também depois da ditadura, o primeiro de maio que marca muito foi o
primeiro de maio comemorado após a ditadura, porque logo após a
ditadura, a Cosipa foi uma das primeiras empresas que, após o movimento
militar, foi uma das primeiras empresas que fez a paralisação, que fez
greve. Tanto é que, na ocasião, mesmo dirigentes sindicais queriam
voltar pra dentro da área. O que me emocionou muito, esse movimento nós
conseguimos colocar todos os dirigentes sindicais que estavam fora da
usina, após cantar o Hino Nacional nós colocamos todos os dirigentes
sindicais pra dentro da empresa. Que aí no caso foi a categoria [que]
colocou os dirigentes sindicais pra dentro da empresa pra reivindicar
salários nossos que a empresa não estava cumprindo. Então este foi o
primeiro de maio que motivou muito. Inclusive, até o Presidente do
Sindicato dos Metalúrgicos hoje se encontra nesse movimento. Ele
chama-se Uriel Vilas Boas, que é o Presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos da Baixada Santista, inclusive ele deve estar por aqui
hoje. Ele veio junto com a gente, subiu com a gente no ônibus. Ok?
P - E, terminando, ano que vem são 120 anos do primeiro de maio. O
que representa o primeiro de maio pra classe trabalhadora?
R - Eu acho que (trecho inaudível), uma glória. Pelo menos a classe
trabalhadora sabe que o primeiro de maio representa o trabalhador
brasileiro. Então eu espero, como sindicalista, que o ano que vem nós
estejamos mais unidos. Com toda essa reforma que nós passamos no
Congresso Nacional, que o ano que vem seja um motivo que nós tivemos
pra comemorarmos com mais emoção pelo fato do povo brasileiro estar
unido. Assim como nós colocamos o Presidente da República que é nosso.
Eu acho que o povo brasileiro também tem que se conscientizar. Puxa
vida, nós temos um Presidente da República que é nosso. Então, nada
mais nós nos unirmos pra ajudar esse Presidente da República a governar
essa nação. E sem o trabalhador brasileiro, ele não consegue governar
sem a nação. Então o povo, ele está lá representando o povo. Por sua
vez o povo também tem se conscientizado que nós temos um dirigente lá
em cima. Então, precisamos da força do povo aqui embaixo. Ok?
P - É isso aí. Muito obrigado.
Recolher