A crise dos sistemas de saúde tem levado gestores e especialistas a repensar onde os recursos devem ser aplicados. Para Hans Dohmann, investir apenas na construção ou ampliação de hospitais não resolve os principais problemas do setor, já que essas estruturas são voltadas principalmente para casos complexos e de alta gravidade. Quando o sistema se organiza apenas em torno do hospital, ele tende a se tornar mais caro e menos eficiente para atender as necessidades reais da população.
Segundo Hans Dohmann, muitos dos gargalos da saúde poderiam ser reduzidos com investimentos mais robustos em atenção primária, prevenção e acompanhamento contínuo dos pacientes. Modelos que fortalecem unidades básicas, equipes de saúde da família e serviços próximos da comunidade conseguem resolver grande parte das demandas antes que elas evoluam para quadros que exigem internação hospitalar.
Para Hans Dohmann, o futuro da saúde passa por um sistema mais integrado, que combine atendimento territorial, tecnologia e acompanhamento constante da população. Esse modelo tende a reduzir internações evitáveis, melhorar indicadores de saúde e tornar o sistema mais sustentável, ao direcionar os hospitais para o tratamento de casos realmente complexos.