O médico e gestor de saúde Hans Dohmann analisa como as doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e obesidade, passaram a representar um dos maiores desafios econômicos para o sistema de saúde brasileiro. Ele destaca que a alta prevalência dessas condições pressiona fortemente o orçamento público e privado, ampliando custos com acompanhamento contínuo, tratamentos e internações, e reduzindo a produtividade da população economicamente ativa.
Dohmann aponta que fatores comportamentais, como dietas inadequadas, sedentarismo e tabagismo, intensificam esse impacto, gerando uma demanda constante por serviços de saúde que muitas vezes poderia ser evitada com medidas preventivas mais eficazes. Segundo ele, a abordagem reativa, centrada no tratamento tardio, não é sustentável do ponto de vista econômico nem sanitário.
Por isso, o especialista defende a priorização de estratégias de atenção primária, prevenção e promoção de hábitos saudáveis como ferramentas essenciais não apenas para melhorar a saúde da população, mas também para aliviar a carga financeira sobre o sistema de saúde brasileiro. Para Dohmann, investir em monitoramento, educação em saúde e ações preventivas é uma necessidade urgente que pode trazer benefícios econômicos e sociais de longo prazo.