Nome do Projeto: Memória Petrobras
Depoimento de: Paulo Tadeu Pereira
Entrevistado por: Santos e Márcia de Paiva
Local da gravação: Betim, 26/08/2004
Realização Museu da Pessoa
Código do Depoente: PETRO_CB491
Transcrito por Flávia Penna
P/1 – Boa Tarde!
R – Boa Tarde!
P/1 – Gostaria de começar esta entrevista pedindo que o Senhor nos dissesse seu nome completo, local e data de nascimento.
R – Meu nome completo é Paulo Tadeu da Silveira Pereira, nasci em Oliveira, Minas Gerais, em 19 / 7 /1957.
P/1 – Paulo, conta para a gente como foi o seu ingresso na Petrobras, o que você estava fazendo antes e o que te motivou.
R – Eu entrei na Petrobras no dia 21 de agosto de 1978. Antes eu trabalhava numa empresa, de 75 a 78, que era uma empresa que vendia inclusive equipamentos para a Petrobras, de segurança, solda, entre outros equipamentos. E eu vim através de anúncio de jornal, para auxiliar de segurança. Isso foi em março de 78. Então vim, fiz a prova, naquela época a concorrência era bem menor. Tinha em torno de 90 pessoas para 4 vagas e eu tive a felicidade de passar em segundo lugar. Hoje, depois de 26 anos de Petrobras, é um orgulho muito grande trabalhar para essa Empresa. O que eu tenho eu devo à ela. A minha casa, o meu curso superior, eu devo a Petrobras. Tenho muita gratidão às pessoas que me receberam sem eu saber nada, e tiveram paciência de ensinar e me passar como é trabalhar na Petrobras.
P/1 – Você começou em que área?
R – Eu iniciei aqui na área de Segurança Industrial, que hoje é S.M.S. - segurança e meio ambiente. Comecei lá. Aí a gente pega um amor muito grande porque eu fui bombeiro e, eu tenho para mim hoje, que bombeiro é dom. Todo mundo teve um carrinho de bombeiro, todo mundo admira o bombeiro, pela doação desse profissional. Então, eu fiquei lá em torno de 13 anos. Com certeza, foi um marco na minha vida. Eu ainda tenho uma paixão muito grande hoje a S. M S. Cheguei até Técnico de...
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Nome do Projeto: Memória Petrobras
Depoimento de: Paulo Tadeu Pereira
Entrevistado por: Santos e Márcia de Paiva
Local da gravação: Betim, 26/08/2004
Realização Museu da Pessoa
Código do Depoente: PETRO_CB491
Transcrito por Flávia Penna
P/1 – Boa Tarde!
R – Boa Tarde!
P/1 – Gostaria de começar esta entrevista pedindo que o Senhor nos dissesse seu nome completo, local e data de nascimento.
R – Meu nome completo é Paulo Tadeu da Silveira Pereira, nasci em Oliveira, Minas Gerais, em 19 / 7 /1957.
P/1 – Paulo, conta para a gente como foi o seu ingresso na Petrobras, o que você estava fazendo antes e o que te motivou.
R – Eu entrei na Petrobras no dia 21 de agosto de 1978. Antes eu trabalhava numa empresa, de 75 a 78, que era uma empresa que vendia inclusive equipamentos para a Petrobras, de segurança, solda, entre outros equipamentos. E eu vim através de anúncio de jornal, para auxiliar de segurança. Isso foi em março de 78. Então vim, fiz a prova, naquela época a concorrência era bem menor. Tinha em torno de 90 pessoas para 4 vagas e eu tive a felicidade de passar em segundo lugar. Hoje, depois de 26 anos de Petrobras, é um orgulho muito grande trabalhar para essa Empresa. O que eu tenho eu devo à ela. A minha casa, o meu curso superior, eu devo a Petrobras. Tenho muita gratidão às pessoas que me receberam sem eu saber nada, e tiveram paciência de ensinar e me passar como é trabalhar na Petrobras.
P/1 – Você começou em que área?
R – Eu iniciei aqui na área de Segurança Industrial, que hoje é S.M.S. - segurança e meio ambiente. Comecei lá. Aí a gente pega um amor muito grande porque eu fui bombeiro e, eu tenho para mim hoje, que bombeiro é dom. Todo mundo teve um carrinho de bombeiro, todo mundo admira o bombeiro, pela doação desse profissional. Então, eu fiquei lá em torno de 13 anos. Com certeza, foi um marco na minha vida. Eu ainda tenho uma paixão muito grande hoje a S. M S. Cheguei até Técnico de Segurança II, em 91, e foi lá que eu iniciei na Petrobras.
P/1 – E hoje, qual é a sua atividade?
R – Durante esse trabalho meu na segurança, eu tive oportunidade de estudar. Me formei em Direito. Sou advogado hoje, também. E aí fiz um concurso para advogado para a Regap. Mas, infelizmente, não obtive o mesmo sucesso que em 78. Mas mesmo assim, fui convidado para trabalhar lá. E lá eu fiquei em torno de quatro anos, trabalhando no setor jurídico, não como advogado. Depois, a Diretoria determinou a todos os órgãos que formassem uma Comissão de Cadastro Imobiliário, para atualização de documentação, regularização cartorial de toda propriedade da Petrobras. Fiquei nessa atividade quatro anos. E aí fui convidado pelo, então Gerente Geral, Dr. Elias Menezes, para ser Supervisor na área de vigilância. Isso em 1998. Então, eu estou na Supervisão de Segurança Patrimonial há seis anos. Atualmente estou terminando um curso em Gestão e Segurança Empresarial, que também eu me dei muito bem nessa área, com um pessoal espetacular que trabalha nessa área de Segurança Patrimonial da Regap.
P/1 – Gostaria que você nos contasse alguma história interessante aqui da Regap, algum fato marcante.
R – É tem muito coisa interessante, muita coisa alegre, muita coisa triste, mas o que surgiu assim forte, inclusive para diretores amigo meu da Folha de Minas, foi a Sombra Densa. A Sombra Densa começou comigo e com o Mário, por volta de 1992. Depois do almoço a gente sentava sempre num trevinho aqui, e começava a bater papo. Em 95, teve o aumento de mais duas pessoas, que é o Sérgio, Roberto, Mário e eu. E em 97 nós fundamos essa Instituição Sombra Densa. Então, a gente tinha a mesma mesa na hora de almoçar, o mesmo posicionamento de cadeira, e aí nós desenvolvemos o nosso cantinho de bate-papo, de relaxamento, pelo tanto que é você trabalhar numa Refinaria, pressão normal de trabalho em todos os lugares que buscam resultado e que buscam excelência. Então, a gente tem esse cantinho lá para gente contar piada, desabafar, rir das coisas, rir da gente mesmo, porque isso é muito importante. E a gente, no final do ano, fez umas camisas, entrega pro pessoal; tem o troféu patricinha, o troféu mauricinho, esse pessoal mais certinho na Refinaria. Então é um modo de relaxar, um modo de ter abertura pra gente poder contar uma piada e ter condição de recarregar a bateria para levar o outro dia até às 16:30 sem acidente, buscando os objetivos da Petrobras.
P/1 – A Sombra Densa funciona assim como um clube? As pessoas podem se associar?
R – Não. Essa Instituição, como eu chamo, ela é única. São quatro diretores só. Pode ter convidados, mas é os 4 diretores. Igual eu já falei: é o Sérgio, o Mário, o Roberto e eu. A gente não admite mais ninguém, entendeu? Então são só os quatro. E o pessoal pode ir lá, desabafar, se tiver algum problema financeiro a gente orienta, se tiver algum problema amoroso a gente também orienta.
P/1 – São consultores também.
R – São consultores para assuntos aleatórios, gerais. Qualquer dúvida que tiver, pode procurar a gente que a gente tá lá pra orientar da melhor forma de você sair daquela situação, ou entrar naquela situação que você queira, né?
P/1 – E você é associado ao Sindicato?
R – Não. Eu fui filiado ao Sindicato até 1990, depois eu saí.
P/1 - Tem alguma razão específica?
R – Na aquela época, isso é coisa política e a política, como a vida, é bastante dinâmica. Naquela época, não que eu quisesse participar do Sindicato, mas tinha idéias e eu não conseguia levar isso para a diretoria. Fechou naquela época, 80, 90 – nós estamos falando de 14 anos atrás – então outros procedimentos, outras cabeças, então você não tinha acesso pra que você opinar. Eu achei por bem afastar, não que eu queria um cargo, não tinha esse interesse. Mas queria palpitar, chegar perto do Presidente que vinha aqui e falar: “não concordo com isso”. E a gente não tinha esse acesso. Por causa disso eu afastei.
P/1 – Paulo, tem alguma história que você gostaria de contar? Deixar registrada?
R – Tem várias! Mas não sei se eu vou poder contar aqui, sabe? Mas tem várias histórias engraçadas.
P/1 – Conta uma mais então pra gente.
R - Quando eu entrei aqui, eu tinha uma condição física melhor para jogar bola e, o então chefe do setor de segurança industrial, Doutor Brandão, era o técnico do nosso time. Então, a gente tinha um cara que jogava no meio de campo que era o Edir - é um aposentado, o Edir Mendes de Oliveira. Na beirada do campo, ele comentava assim: “oh gente, o Edir realmente faz falta nesse time; acabou de fazer uma agora e, olha, é muito perigosa, viu?” (risos). Então, esses detalhes, essas sutilezas que a gente leva com muito carinho, as pessoas que me receberam na Petrobras, e essas passagens, que eu não sei se é por causa da câmera, mas a gente não lembra. Mas tem muita coisa pra contar. E essa me veio na cabeça; ela é bem interessante: “O Edir faz falta realmente nesse time; fez uma agora e é perigosa” (risos).
P/1 – Paulo, eu queria perguntar o que você acha desse Projeto Memória e se você gostou de ter contribuído para o Projeto.
R – Com certeza, é muito interessante. O brasileiro não tem essa cultura de aprender com erros das pessoas, ter uma tradição, ter respeito às coisas que foram feitas quando ninguém sabia fazer, que o japonês faz isso com muita propriedade; respeita os cabelos brancos, respeita a quem passou pelo meu lugar e fez alguma coisa pela Petrobras na própria vida. Então isso é muito importante. Essa memória, buscar as pessoas que realmente construíram, fizeram dessa Empresa esse gigante que é hoje, essa competência que é hoje a Petrobras e de fundamental importância. A gente perde muita na história por não lembrar como que a gente começou a caminhar. Isso é muito interessante para a gente e busca muita satisfação, muita saudade, muito tempo bom, não é? Embora eu acredite que a minha melhor época é hoje, o que passou eu tinha que ter feito bem feito. Eu acredito que eu fiz isso tudo na minha vida, mas, com certeza, a memória das pessoas, essas lembranças dos detalhes que vão passando, no ramo empresarial, isso não é lembrado. Mas quem faz essa Petrobras grande somos nós, né? Então, eu acho importante. Uma iniciativa legal pra caramba. Espero que a Petrobras e vocês continuem com esse Projeto, porque vem gente nova agora, com outras visões, trabalhando com outras tecnologias, para levar essa Petrobras e o Brasil para frente, e a gente gostar da Petrobras e do Brasil. E, com certeza, a memória e a tradição, tem que ser respeitada e revivida sempre para a gente crescer.
P/1 – Paulo, obrigada pelo seu depoimento.
R – Eu fico muito satisfeito de participar desse trabalho de vocês, junto com a Petrobras e o Sindicato, e por meu nome na história da Petrobras. Isso é muito gratificante para mim. É motivo de muito orgulho. Muito obrigado.
P/1 – Obrigada a você.
(FIM DO CD 6 /7)
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