Bom
Vou te contar como foi a primeira vez que comecei a fumar. Tanto cigarro, qto maconha. Os dois foram no mesmo dia.
Ainda estávamos nos anos oitenta. No final. Tinha por volta de doze, treze anos.
Um amigo meu da rua o Raspinha, vc vai ouvir falar muito nele. Foi meu parceiro preadolescente rsrs. Foi nessa época que começou a surgir meu apelido de doidinho no bairro onde morava. Não sei pq rsrs. Bom,o Raspinha me chamou em casa e falou,\\\"doidinho, hoje vai ter festival de balão lá no Alpina, vamos? Vai todo mundo!\\\"
Eu ainda era criança. Estava começando a bater punheta kkkk
Como ainda era muito franguinho, queria me exibir pra mostrar que era mais forte e ser os alfa turma.
Eu estava morrendo de medo de ir. Pq esse bairro não é lá muito amigável, se é que podemos chamar assim.
Era inverno. Um frio de congelar o xixi na cueca.
Aí, o Raspinha passa em casa como combinado. Já era de noite, pq o festival era de madrugada. E eu não tinha autorização dos meus pais pra ir. Até pq, se meu pai soubesse onde o menino dele, orgulho do papai, macho pra caralho, entrando no meio de um matagal onde hoje é o parque da baronesa.e fomos eu, Raspinha e toda a turma de moleque, facão, Marquinho, negão, os irmãos piri(lembram muito os boys da hifi) tem momentos dos anos noventa que se misturam na minha cabeça. Principalmente o fim dos oitenta com o começo dos noventa.
Bom. Chegamos no morro do alpina. Estava lotado!
O campo de futebol. Virou oficina de criar balões. E nós, como crianças, éramos sempre escalados pra amarrar as lanterninhas.
Qdo acabamos de amarrar todas, tinhamos o tempo livre pra apreciar de cima do morro os balões subindo. Era lindo.
Numa certa ocasião. Começaram a inflar um balão gigante, com o painel de jesus Cristo. estávamos todos agachados de cócoras enfileirados no topo do morro todos super agasalhados devido ao frio.
Pois o balão começou a subir. Começou a agitação no campo inteiro pq a equipe que...
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Bom
Vou te contar como foi a primeira vez que comecei a fumar. Tanto cigarro, qto maconha. Os dois foram no mesmo dia.
Ainda estávamos nos anos oitenta. No final. Tinha por volta de doze, treze anos.
Um amigo meu da rua o Raspinha, vc vai ouvir falar muito nele. Foi meu parceiro preadolescente rsrs. Foi nessa época que começou a surgir meu apelido de doidinho no bairro onde morava. Não sei pq rsrs. Bom,o Raspinha me chamou em casa e falou,\\\"doidinho, hoje vai ter festival de balão lá no Alpina, vamos? Vai todo mundo!\\\"
Eu ainda era criança. Estava começando a bater punheta kkkk
Como ainda era muito franguinho, queria me exibir pra mostrar que era mais forte e ser os alfa turma.
Eu estava morrendo de medo de ir. Pq esse bairro não é lá muito amigável, se é que podemos chamar assim.
Era inverno. Um frio de congelar o xixi na cueca.
Aí, o Raspinha passa em casa como combinado. Já era de noite, pq o festival era de madrugada. E eu não tinha autorização dos meus pais pra ir. Até pq, se meu pai soubesse onde o menino dele, orgulho do papai, macho pra caralho, entrando no meio de um matagal onde hoje é o parque da baronesa.e fomos eu, Raspinha e toda a turma de moleque, facão, Marquinho, negão, os irmãos piri(lembram muito os boys da hifi) tem momentos dos anos noventa que se misturam na minha cabeça. Principalmente o fim dos oitenta com o começo dos noventa.
Bom. Chegamos no morro do alpina. Estava lotado!
O campo de futebol. Virou oficina de criar balões. E nós, como crianças, éramos sempre escalados pra amarrar as lanterninhas.
Qdo acabamos de amarrar todas, tinhamos o tempo livre pra apreciar de cima do morro os balões subindo. Era lindo.
Numa certa ocasião. Começaram a inflar um balão gigante, com o painel de jesus Cristo. estávamos todos agachados de cócoras enfileirados no topo do morro todos super agasalhados devido ao frio.
Pois o balão começou a subir. Começou a agitação no campo inteiro pq a equipe que estava soltando era bem famosa e conhecida na época. Era um carrapeta de dez metros. Carregando um painel de lanternas de mais de doze metros com a imagem de Jesus nas lanternas.
Montaram uma cangalha de fogos de mais de dez minutos de fogos.
Eu sentado do lado do facão e do Marquinho.
O Marcos segurou meu braço e falou:\\\"mano, fodeu pq a cangalha vai começar a estourar em cima da gente aqui no morro.
E não deu outra.a gente lá em cima olhando aquele monstro lindo e gigante, subindo devagar e olhamos pra cangalha, que seria a próxima atração do Belo balão que estava subindo, pois qdo todas as lanternas saíram do chão. Não sei que confusão começou entre os baloeiros que começou a sair tiro, nisso o facão me segurou no braço e falou\\\"fodeu Fabio, se esconde embaixo do cobertor.
Era aquele cobertor cinza, daqueles que a prefeitura dá pra morador de rua. Super fino e uns cinco garotos tentando se abrigar nele pra fugir dos fogos que começaram a estourar na nossa frente. Qdo senti uma explosão nas minhas costas. O facão pulou do barranco e me puxou.
O barranco, cheio de capim gordura em sua encosta foi segurando eu e meu amigo numa queda de mais de vinte metros. Fui rolando rolando junto com o facão até pararmos numa pilha de areia que tinham colocado lá pra invadir o terreno. Eu olhei pro facão e disse.
Facão, acho que agora eu experimento aquela maconha kkkk
E ele concordou comigo dizendo que iria TB. E nisso, os fogos dinda estourando no campo de futebol.
Subimos o morro, todo cheio de barro todo arranhado do mato. Meu rosto ficou todo cortado pelo mato. Aí, um bando de moleques começaram a fumar maconha pela primeira vez na vida.
Ficamos todos loucos, claro
Até um abençoado falar, vamos embora, tá tarde e frio. Eu não pensei meia vez. Estava morrendo de frio, fome e agora, louco de maconha. Descemos o morro pra voltar pra casa. Meu rosto ardendo dos arranhões do mato. Pegamos a marginal que corta o o córrego e seguimos rumo a casa.
Até que, uma baratinha da polícia passa na marginal na nossa frente.
Éramos quatro ou cinco crianças se divertindo sem autorização dos pais.
Um policial viu que estávamos todos loucos, fez uma série de perguntas não pertinentes pra essa história, só só que ele revistou a gente e não encontrou nada. Mas olhou pros meus lindos olhos verdes com uma lanterna e perguntou se eu tinha fumado.
E eu quase cagando nas calças de medo, só sentia o negão apertar minha mão e me olhar preocupado. Afinal de contas ainda era ditadura, estávamos no meio de um centro de desova de corpos rodeado de favelas. Sim favelas, no plural pq esse campo do alpina compreendia três grandes favelas, Madureira, Olaria e Jardim lado Las Vegas
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