Nasci em junho de 1960. Tive uma infância feliz, assim considero. Meus pais eram separados, e na década de 60 ser filha de pais separados não era muito fácil. “Se a mãe é desquitada, a filha dela não é companhia para filhos de gente direita”. Ouvia muito isso na infância, mas tais ocorrências não me impediram de ter boas amizades.
Meus dois irmãos mais velhos são “especiais”. A palavra “inclusão” não era utilizada, como nos dias atuais. Em contrapartida, “intolerância” era aplicada com freqüência. Mas os exemplos de luta e as conquistas de minha mãe, compensaram todos os percalços enfrentados. Ela começou a fazer o magistério, a princípio para auxiliar os meninos, que não eram aceitos pelas escolas. Sua formação, no entanto, garantiu o nosso sustento, quando meu pai faleceu.
Com tão boa inspiração, incentivos não faltaram em casa para que concluíssemos os estudos, e melhor, aprendendo que uma graduação não encerra a vontade de continuar nosso aprendizado. Aprendi desde cedo a valorizar o conhecimento e buscar soluções para os problemas. Creio que isso me faz bem feliz.
Sou casada, tenho dois filhos. Vou ser avó muito em breve. Família unida é mais um fator de felicidade. O principal acredito ainda. Minha avó foi um grande alicerce, marcou sua presença em minha infância, adolescência e parte da vida adulta. Muito da força da minha mãe veio dela, e muito dela está em mim. Hoje ela não se encontra nesse plano, mas sua presença ainda é sentida. Outros membros da família se espalham pelo Brasil ou pelo mundo. Mas aprendemos que os laços que nos unem são mais fortes que a distância, força essa que nos acompanha em todos os momentos e não nos deixa esmorecer e nem sentir solidão, onde quer que estejamos.
O trabalho, esse também nos enriquece. Nos faz participantes de uma sociedade, familiarizados com outros seres humanos, servidores em suas necessidades, integrados na grande roda da...
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Nasci em junho de 1960. Tive uma infância feliz, assim considero. Meus pais eram separados, e na década de 60 ser filha de pais separados não era muito fácil. “Se a mãe é desquitada, a filha dela não é companhia para filhos de gente direita”. Ouvia muito isso na infância, mas tais ocorrências não me impediram de ter boas amizades.
Meus dois irmãos mais velhos são “especiais”. A palavra “inclusão” não era utilizada, como nos dias atuais. Em contrapartida, “intolerância” era aplicada com freqüência. Mas os exemplos de luta e as conquistas de minha mãe, compensaram todos os percalços enfrentados. Ela começou a fazer o magistério, a princípio para auxiliar os meninos, que não eram aceitos pelas escolas. Sua formação, no entanto, garantiu o nosso sustento, quando meu pai faleceu.
Com tão boa inspiração, incentivos não faltaram em casa para que concluíssemos os estudos, e melhor, aprendendo que uma graduação não encerra a vontade de continuar nosso aprendizado. Aprendi desde cedo a valorizar o conhecimento e buscar soluções para os problemas. Creio que isso me faz bem feliz.
Sou casada, tenho dois filhos. Vou ser avó muito em breve. Família unida é mais um fator de felicidade. O principal acredito ainda. Minha avó foi um grande alicerce, marcou sua presença em minha infância, adolescência e parte da vida adulta. Muito da força da minha mãe veio dela, e muito dela está em mim. Hoje ela não se encontra nesse plano, mas sua presença ainda é sentida. Outros membros da família se espalham pelo Brasil ou pelo mundo. Mas aprendemos que os laços que nos unem são mais fortes que a distância, força essa que nos acompanha em todos os momentos e não nos deixa esmorecer e nem sentir solidão, onde quer que estejamos.
O trabalho, esse também nos enriquece. Nos faz participantes de uma sociedade, familiarizados com outros seres humanos, servidores em suas necessidades, integrados na grande roda da vida através dos muitos aprendizados aos quais nos submetemos. Desafios, conquistas, soluções e situações insolúveis, movimentos e envolvimentos que nos fazem seres vivos e vibrantes.
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