“Lá onde a neve cai” (Uma lembrança de 2015)
Ao meu lado minha sobrinha Natalie, a filha da minha cunhada Mércia, que nasceu na Alemanha em 1995. Em seus braços, Luiz Sebastião, seu filho de 14 meses. Ao redor, a família residente na Alemanha. Num frio que rumava para zero grau à noite. Noite de Natal, que na Alemanha se comemora até o dia 26 de dezembro. Junto com eles, estamos nós: Graça e eu, que chegáramos no dia 25.12, depois de termos saído de Natal – nossa cidade – no dia 24, vendo todo clima natalino mundo afora.
Inúmeros motivos e sentimentos rodeavam as pessoas que vimos pelos aeroportos de São Gonçalo, Guarulhos e Frankfurt. Inclusive da aeromoça que lanchava na Pizza Hut de São Gonçalo, e durante todo o voo esboçava uma felicidade e um prazer imensos no atendimento aos passageiros e na despedida, em Cumbica. Depois, na sala de espera, vimos de tudo que lembrava o período, inclusive um passageiro que tentava passar-se por Papai Noel, ou era o próprio disfarçado somente com um gorro vermelho de borda branca.
Às 22:00 horas embarcamos para Frankfurt. No belo B777, o pensamento era na reunião de Natal que a família fazia naquele mesmo horário. Uma distância/ausência meio compensada pelo almoço de Natal antecipado do dia 20, que Firmino Neto chamou de Natal fora de época. Pelo telefone e internet chegavam fotos das confraternizações. E seguíamos nossa viagem, num trecho de onze horas de voo, para chegarmos ao destino às 13:00 horas do dia 25.12.2015.
Em meio às nuvens densas que ultrapassávamos sobre o oceano Atlântico, vinham lembranças remotas do tempo em que lá no alto sertão nem sabia o que falavam sobre Papai Noel. Do primeiro presente que ganhei no Natal, lá pelos anos 60, um pequeno e belo dominó verde, dado pela minha prima Socorro. Vem daquele mesmo tempo a recordação do gosto do incomparável chocolate Laka branco. Coisas do tempo em que o consumismo ainda não era tão...
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“Lá onde a neve cai” (Uma lembrança de 2015)
Ao meu lado minha sobrinha Natalie, a filha da minha cunhada Mércia, que nasceu na Alemanha em 1995. Em seus braços, Luiz Sebastião, seu filho de 14 meses. Ao redor, a família residente na Alemanha. Num frio que rumava para zero grau à noite. Noite de Natal, que na Alemanha se comemora até o dia 26 de dezembro. Junto com eles, estamos nós: Graça e eu, que chegáramos no dia 25.12, depois de termos saído de Natal – nossa cidade – no dia 24, vendo todo clima natalino mundo afora.
Inúmeros motivos e sentimentos rodeavam as pessoas que vimos pelos aeroportos de São Gonçalo, Guarulhos e Frankfurt. Inclusive da aeromoça que lanchava na Pizza Hut de São Gonçalo, e durante todo o voo esboçava uma felicidade e um prazer imensos no atendimento aos passageiros e na despedida, em Cumbica. Depois, na sala de espera, vimos de tudo que lembrava o período, inclusive um passageiro que tentava passar-se por Papai Noel, ou era o próprio disfarçado somente com um gorro vermelho de borda branca.
Às 22:00 horas embarcamos para Frankfurt. No belo B777, o pensamento era na reunião de Natal que a família fazia naquele mesmo horário. Uma distância/ausência meio compensada pelo almoço de Natal antecipado do dia 20, que Firmino Neto chamou de Natal fora de época. Pelo telefone e internet chegavam fotos das confraternizações. E seguíamos nossa viagem, num trecho de onze horas de voo, para chegarmos ao destino às 13:00 horas do dia 25.12.2015.
Em meio às nuvens densas que ultrapassávamos sobre o oceano Atlântico, vinham lembranças remotas do tempo em que lá no alto sertão nem sabia o que falavam sobre Papai Noel. Do primeiro presente que ganhei no Natal, lá pelos anos 60, um pequeno e belo dominó verde, dado pela minha prima Socorro. Vem daquele mesmo tempo a recordação do gosto do incomparável chocolate Laka branco. Coisas do tempo em que o consumismo ainda não era tão generalizado.
Depois vieram os natais com os meninos pequenos, tempo em que as lojas de brinquedos começavam a se especializar e intensificavam seu marketing. Em Natal, o Natal resumia-se ao Grande Ponto ou centro, Casa da Maçã e depois passou a contar com espaços como o Hyper Bom Preço, seguido de shoppings. E aquelas músicas que se tornaram contagiantes, do Menino Jesus aos presépios (minha tia Mariêta montava os mais belos e completos) e o “sapatinho na janela do quintal”.
A tecnologia foi mudando os hábitos, a ponto de recebermos naquele ano poucos cartões impressos. As mensagens passaram a chegar por e-mail, facebook e outros meios. Talvez até mais belos, e com igual significado. Restaram alguns cartões, bem vindos, de amigos que atuam na política. E um belo cartão enviado pelo amigo baiano Joeraldo Santos Fraga.
De Frankfurt a Stuttgart a paisagem de pinheiros do inverno trazia a ideia de que cada pessoa devia ter um pinheiro daqueles para contemplar. Cada pinheiro daquele convidava a uma reflexão sobre um mundo com paz, que significa o atendimento das necessidades de cada um. Para cada um, um sonho de Natal também. Mas a mensagem daquela música que fala sobre algo que acontece “lá onde a neve cai” ficou, daquela vez, somente na canção. Pois o aquecimento global fez com que até na Alemanha o Natal de 2015 ficasse sem neve.
Feliz Natal! Feliz Ano Novo!
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