Nome do Projeto: Memória Petrobras
Depoimento de: Lúcio Gonzaga
Entrevistado por Dayse Arosa e Murilo Sebe
Local da gravação: Betim, MG
Data: 26/08/2004
Realização Museu da Pessoa
Código do Depoente: PETRO_CB489
Transcrito por Flávia Penna
P/1 - Boa Tarde. Gostaria que o Senhor dissesse o seu nome completo, a data de nascimento e a cidade em que o senhor nasceu.
R - Lúcio José de Moreira Gonzaga. Sou natural de Sete Lagoas, Minas Gerais, nasci em 26 de julho de 1959.
P/1 - Queria que o Senhor contasse um pouquinho como que o Senhor entrou para a Petrobras, se foi aqui na Regap, se foi em outro lugar, se foi nessa função ou em outra, enfim, sua história aqui na Petrobras.
R - Eu entrei aqui na Regap em 1986, na realidade no concurso de 85. Trabalhei cerca de nove, dez meses como estagiário, entre curso e efetivação. Fui efetivado em fevereiro de 1986. A minha função continua a mesma. Eu sou operador, só que eu passei por setores diferenciados. Eu comecei no Setor de Hidro-tratamento, antigo Sehid que era hidro-desuforização, hoje é HDS. Trabalhei seis anos lá e depois migrei para o Setor de Utilidades, que a minha formação é de área elétrica. Então eu fui para a Utilidades e desde 1991, eu trabalho no sistema elétrico, como operador.
P/1 - O que é a função do operador exatamente? Queria que o Senhor falasse um pouquinho sobre isso, explicasse um pouquinho.
R - O operador, na realidade, ele se confunde na unidade com tudo o que ela tem de produção. Sem ele não há produção. Ele é aquela interface homem-máquina na área, que é o próprio operador em si e muitas vezes é uma situação, digamos assim, não que não seja devidamente reconhecida, mas deveria ser mais valorizada, porque a gente às vezes levanta o contingente de uma empresa igual a Petrobras quantos mil funcionários que já fomos e quanto somos, e a importância da operação nesse contexto, sem menosprezar e sem tirar o valor dos demais, é muito...
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Depoimento de: Lúcio Gonzaga
Entrevistado por Dayse Arosa e Murilo Sebe
Local da gravação: Betim, MG
Data: 26/08/2004
Realização Museu da Pessoa
Código do Depoente: PETRO_CB489
Transcrito por Flávia Penna
P/1 - Boa Tarde. Gostaria que o Senhor dissesse o seu nome completo, a data de nascimento e a cidade em que o senhor nasceu.
R - Lúcio José de Moreira Gonzaga. Sou natural de Sete Lagoas, Minas Gerais, nasci em 26 de julho de 1959.
P/1 - Queria que o Senhor contasse um pouquinho como que o Senhor entrou para a Petrobras, se foi aqui na Regap, se foi em outro lugar, se foi nessa função ou em outra, enfim, sua história aqui na Petrobras.
R - Eu entrei aqui na Regap em 1986, na realidade no concurso de 85. Trabalhei cerca de nove, dez meses como estagiário, entre curso e efetivação. Fui efetivado em fevereiro de 1986. A minha função continua a mesma. Eu sou operador, só que eu passei por setores diferenciados. Eu comecei no Setor de Hidro-tratamento, antigo Sehid que era hidro-desuforização, hoje é HDS. Trabalhei seis anos lá e depois migrei para o Setor de Utilidades, que a minha formação é de área elétrica. Então eu fui para a Utilidades e desde 1991, eu trabalho no sistema elétrico, como operador.
P/1 - O que é a função do operador exatamente? Queria que o Senhor falasse um pouquinho sobre isso, explicasse um pouquinho.
R - O operador, na realidade, ele se confunde na unidade com tudo o que ela tem de produção. Sem ele não há produção. Ele é aquela interface homem-máquina na área, que é o próprio operador em si e muitas vezes é uma situação, digamos assim, não que não seja devidamente reconhecida, mas deveria ser mais valorizada, porque a gente às vezes levanta o contingente de uma empresa igual a Petrobras quantos mil funcionários que já fomos e quanto somos, e a importância da operação nesse contexto, sem menosprezar e sem tirar o valor dos demais, é muito importante. Ela é muito relevante, o termo correto seria. E o operador, a rotina dele é manter os equipamentos todos em operação, condicionados, e isso variando nas diversas áreas que a operação atua, desde a geração das utilidades e transmissão dessas, ao processo para tratamento. Então o operador faz com que a refinaria opere 24 horas por dia, que ela não pare em momento algum ou quando ela tem que parar ou novamente partir, que faça isso com o máximo de segurança, dentro da preservação de meio ambiente, da preservação humana antes de tudo, e também dos equipamentos. Essa é a função do operador. Eu, às vezes, comento com o pessoal na área, que operar uma refinaria é como controlar um dispositivo complicado, como uma usina nuclear, talvez até uma bomba, brincando, amenizando, mas para as pessoas terem uma noção real da importância da função do operador. É ele que controla todos os parâmetros operacionais o tempo inteiro. Em função disso é que a refinaria se mantém. E se ela tiver que parar, é ele que tem que sabe fazer essa parada com segurança, e na partida, também é o operador que faz isso.
P/1 - E nesse anos que o Senhor vem trabalhando aqui, tem algum fato que o Senhor destacaria no seu trabalho, no dia a dia com os colegas, enfim, alguma coisa que o marcou. Pode ser uma situação engraçada, uma situação tensa, enfim aquilo que tenha marcado essa experiência.
R - Olha, isso aí existem vários momentos. Os momentos tensos são momentos corriqueiros da operação. O operador, a atividade dele é muito semelhante, por exemplo, a um piloto de avião. Ele tem o controle do equipamento. O equipamento estando em funcionamento normal, o aparelho estando, como a gente fala,________da reta, que não há nenhum desequilíbrio, é um controle mínimo de acompanhamento daquelas variáveis. Mas a todo instante o operador é surpreendido por situações difíceis de correção e, especificamente quem trabalha no sistema elétrico, como eu trabalho, a gente trabalha em momentos tensos, que é o que você está me perguntando, quais os momentos que mais gravo, são os momentos difíceis que a gente passa. Por que quando há distúrbio operacional, você está com todo o patrimônio, todo o equipamento em risco e, antes de tudo, a vida de todas as pessoas envolvidas. Então, nós temos momentos críticos, né, infelizmente os momentos mais gravados que eu tenho são os momentos relativos a acidentes. Foram os momentos mais tensos que eu já vivi. Eu já alguns distúrbios com descontrole e com incêndio. Eu não estava no dia de um grande incêndio aqui, mas eu cheguei horas depois e vi o lugar queimado. O último acidente que teve aqui recentemente, eu participei da comissão que investigou. Eu conheço muito bem a área. Isso tudo me chocou muito. E teve um outro acidente que teve aqui, a explosão do flare, que eu estava descendo a Avenida Central quando tudo explodiu e eu fui a terceira ou quarta pessoa a chegar no lugar e a ver os trabalhadores que tinham sido vitimados e as outras pessoas envolvidas. Então são momentos que marcaram muito porque nada justifica a perda das vidas humanas, né? E a gente tem que se empenhado em tentar trabalhar controlando as coisas, evitando essas situações mas, infelizmente, só de alguns anos para cá, que havido uma compreensão maior de que não há sentido em produzir sem que isso seja para o ser humano. Então, isso está começando a mudar. Nós estamos tendo uma abertura sofrida porque, especificamente nós dessa Unidade aqui, em função de tudo o que nós sofremos. Agora, os trabalhadores em si, coletivamente falando, agora é que a sociedade está começando a entender. Nós fomos trabalhadores privilegiados. Nós temos uma Empresa, nós temos recurso. Mas existem outros trabalhadores que não tem nem noção do risco que eles correm. Então, isso marca muito. Esses momentos marcam porque eu vivi esses momentos aqui. Mas eu sei que pessoas, em situações extremamente desumanas, né, envolvidos em canaviais, em produções de siderúrgicas, e tantos lugar que a gente sabe, principalmente, construção civil, as pessoas também correm esses riscos, né? Infelizmente os momentos mais marcantes que eu tenho não são alegres, mas eles servem como exemplo.
P/1 - Mas o Senhor tem uma história assim de convivência com os colegas, alguma coisa engraçada, alguma brincadeira do dia a dia?
R - Também tem essa parte. A gente tem um relacionamento muito bom. Tem uma liberdade muito grande com os colegas. Eu não saberia precisar nada aqui agora para você exatamente, mas tem muita coisa positiva de liberdade dentro do respeito do relacionamento, sabe? E, apesar de ter citado momentos críticos e graves, eu me sinto orgulho, satisfeito de trabalhar numa empresa como a Petrobras. Eu só queria que o Brasil todo tivesse várias, inúmeras, Petrobras. Não só a Petrobras dos empregados da Petrobras, mas a Petrobras dos empreiteiros, a Petrobras de todos os brasileiros. E que a gente sabe que, de certa maneira, está ameaçada.
P/1 - Já que o Senhor colocou essa questão da Petrobras, de ser uma Empresa importante, queria que o Senhor falasse um pouquinho do que o Senhor destacaria nesses 50 anos, da importância da Petrobras, enfim, na relação, ou com seus funcionários ou com a sociedade, o que o Senhor achou importante falar sobre isso.
R - A Petrobras é uma empresa diferenciada: em tudo desde o ramo de atividade até a própria história dela. O sentimento de criação da Petrobras era Brasil. E é essa a importância da Petrobras. E é isso que é preciso que se coloque para fora dos muros da Empresa para que a sociedade entenda. Muitas vezes as pessoas tem a impressão que os empregados da Petrobras defendem o interesse próprio deles. E não é. O petróleo é uma fonte energética escassa, a tendência dele e as previsões são de escassez maior a cada dia, e o Brasil é rico nisso. Nós estamos sendo desrespeitados nesse ponto. Os nossos políticos, a estrutura existente governamental está cedendo as nossas reservas. Exemplo: o leilão recente, da semana passada, que a Petrobras investe milhões e milhões de dólares em exploração, depois a A.N.P. coloca isso em leilão, a Petrobras tem que ir lá comprar de novo o que já era dela. E grandes parcelas e campos riquíssimos saem da mão dos brasileiros. E qual a importância da Petrobras? É que ela é o Brasil. Ela é uma fonte de energia. Infelizmente petróleo é vida, querendo ou não querendo. Por mais que produzir petróleo cause poluição, crie o impacto ambiental, nós, seres humanos, ainda não descobrimos um meio, uma maneira de viver num equilíbrio perfeito com o meio ambiente. Gostaria que isso já existisse. Ainda não existe. Mas é importante que se entenda que a Petrobras, ela é Brasil. Um país não invade o outro, como o exemplo que nós vimos aí, porque existe alguma coisa escondido, não. É porque quer o petróleo. É o que aconteceu: o Iraque está sendo roubado. E alguns países, exemplo: a Venezuela, esse embate todo sobre o tipo de governo, sobre o plebiscito na Venezuela, essa coisa toda, é por causa do petróleo que eles tem. Tudo que é fomentado, a importância da Petrobras é que ela fomenta o país, ela sustenta. O capital da Petrobras, o que ela gera de recurso, é utilizado, não só para ela, mas em função da sociedade, em função de pesquisa. Os políticos também usam por interesse próprio deles; não usam tanto quanto deveriam usar em função do país. Então, é importante mostrar que a Petrobras é importante em todo sentido porque ela é o país. E ela deveria ser mais abrangente.
P/2 - Senhor Lúcio, vamos falar mais um pouquinho da trajetória do Senhor. O Senhor é filiado ao Sindicato?
R - Sim.
P/2 - Desde a sua entrada? Como foi essa filiação?
R - Desde a minha entrada. Eu me filiei ao Sindicato assim que eu entrei para a REGAP. Entrei em 86, quando foi em 1990, eu já participei da eleição e fui eleito a diretor do Sindicato por três anos.
P/2 - Esse teria sido o único cargo que o Senhor teria exercido ou ao longo desses anos.
R - Do Sindicato?
P/2 - É do Sindicato.
R - Eu sempre me considero uma pessoa interagindo com o Sindicato em tempo integral. Porque, estando ou não ocupando algum cargo eletivo do Sindicato, a minha intenção no dia a dia é contribuir para a relação Empresa e empregados. É contribuir no sentido da clareza, no sentido da responsabilidade de saber que nós precisamos da Empresa produzindo. Nós temos que produzir. A nossa função é essa. Os investimentos são para isso. O país precisa, nós precisamos. Mas que também temos uma responsabilidade social, temos respeito humano, temos leis trabalhistas, temos a própria situação de relacionamento, de respeito com as pessoas, isso tudo tem que ser mantido. Então, eu me considero, estando ou não ocupando cargo sindical, em tempo integral eu me considero uma pessoa que é um canal entre os colegas de trabalho da Empresa e é um canal entre os colegas de trabalho do Sindicato. Se eu estiver no Sindicato, eu estou à disposição para ser cobrado. Se eu não estiver no Sindicato, eu sou um dos cobradores do Sindicato.
P/2 - Então, aproveitando esta forte participação na causa sindical, o Senhor lembra de algum momento de participação, de luta do Sindicato que o sr esteve envolvido com alguma questão?
R – Sim, vários momentos porque, dentro desse quadro que nós temos, que Refinaria é um local diferente, ela também é um local diferente. Uma greve de professores, um movimento de reivindicação em outra atividade não cria o impacto que numa refinaria cria. Então, há uma pressão muito grande e direta. E aí entra a figura do operador. Porque o pessoal que trabalha na área administrativa, o pessoal de laboratório, o pessoal de engenharia, de apoio _ todas essas pessoas_ não é que as atividades delas não sejam tão importantes como a do operador, mas naquele momento crítico, em que se decide por uma paralisação ou não, essas atividades não influenciam na continuidade operacional. O operador influencia. E aí, são momentos, que eu tenho que te dizer com sinceridade, críticos. Porque você tem a responsabilidade de operar uma Unidade, você tem uma responsabilidade social, você tem o respeito com os seus colegas de categoria, com a direção do Sindicato, e com tudo que está sendo reivindicado, e também tem a responsabilidade de trabalhador. E é nessas horas que eu acho falta muito bom senso. E isso é um dos pontos que eu gostaria de frisar que eu vi ao longo dos anos, onde as pessoas deixam interpor o pensamento individual, o que ela acha, o que ela acredita, e esquece o lado da negociação de empregados e de empresas. Então, muitas vezes há, tanto por parte de dirigentes sindicais, quanto por parte da Empresa, uma falta de flexibilidade para chegar a um acordo. É nesse momento que operadores e as pessoas que simulam unidades operando e que correm risco de vida, manter a Unidade operando, o risco operacional é muito grande. Essas pessoas às vezes trabalham longas jornadas, são obrigadas a trabalhar dois, três, quatro turnos direto e, em função disso, se cria um ambiente hostil, desgastante, desrespeitoso, onde muitas vezes essas coisas poderiam ser contornadas. E momentos assim que são inesquecíveis, é quando lá de Brasília os políticos resolvem interferir nesse processo, aí nós temos que agradecer figuras que já foram Presidente da República, Ministros que por muitas vezes prometem, não cumprem, desarticulam um movimento sindical inteiro em função de interesse próprio, massacram a luta de trabalhadores de anos, em função de negociatas, em função de acordos estrangeiros, em função de capital. Aí, não cabe citar nomes, mas são Presidente da República, Ministros, FMI, banqueiros, são as pessoas que sugam a sociedade. Ao passo que nós somos as pessoas que são diariamente sugadas por eles, ne? É dentro desse quadro que nós temos dessas coisas.
P/2 - Mesmo ainda dentro desse quadro, o Senhor se recorda de uma manifestação específica, que tenha marcado ao longo dessa trajetória sindical?
R - Sim. Nós tivemos aqui na REGAP, eu não lembraria com exatidão as datas, mas nós tivemos momentos críticos de paralisações, de greves, dentro mais ou menos do que eu citei. Teve um momento que nós dependiam de uma solução governamental e o Presidente na época era o Itamar Franco. Ele prometeu mundos e fundos; foi o famoso acordo de Juiz de Fora. Desarticulou o nosso movimento todo. Fez com que o que nós tínhamos ganhado em dias, sobre pressão aqui dentro para poder conseguir uma negociação razoável, aqui e nas outras unidades, ele prometeu cumprir determinadas coisas se parássemos o movimento e não cumpriu nada. Não me lembro os dados, as coisas exatas, mas as pessoas mais relacionadas com os detalhes políticos das reivindicações, com certeza saberão colocar isso.
P/2 - E a relação entre o Sindicato e a Petrobras? Ao longo desses anos, como o Senhor vê essa relação?
R - Ela evoluiu e melhorou muito nos últimos anos, principalmente agora, sob a orientação de um governo “trabalhista”, que não passa de um governo que a sociedade viu que não havia como impedir a eleição do Lula e houve uma composição onde o Lula ocupa o cargo de Presidente, mas não governa aquilo que ele deveria governar. Tanto é que ele está longe do discurso dele de trabalhador. Mas evoluiu, melhorou. Nós temos um respeito maior e também procuramos nos dar ao respeito e dar respeito às outras pessoas, aos dirigentes e às pessoas que representam as outras parcelas da sociedade. Eu acredito que melhorou porque, por mais que o ser humano não queira, ele consegue, ao longo dos anos, melhorar as coisas um pouco. Por mais negativo que a gente queira ser, há evolução. Melhorou, mas ainda está muito longe daquilo que nós necessitamos. Há uma abertura, há situações como essa aqui; não que eu não dissesse ao longo dos anos o que eu estou dizendo aqui, agora; eu sempre disse, nunca me escondi atrás de nada para manifestar o que eu penso. Eu sempre coloquei, desde que eu entrei aqui na REGAP e em outros lugares que eu já trabalhei, as minhas idéias dessa forma, que eu vivo em função delas, não em função do que querem enxergar da minha pessoa. Então, eu vejo que há um tempo atrás não era possível um espaço desse. E esse espaço tem que ser bem usado. Lamento que o tempo e o espaço também seja curto, mas sei que são muitas unidades e muitos trabalhadores a serem consultados. E espero que das próximas oportunidades isso seja mais divulgado para outras as pessoas venham. Mas acho que é positivo. Nós estamos melhorando nesse assunto. E, volto a frisar - nós dependemos de ambos os lados. Trabalhadores mais instruídos, educados e capazes de negociar, e também de administradores, que também não deixam de ser trabalhadores. A diferença é só o uniforme, um paletó e uma gravata. A única diferença é essa. Só que essas pessoas precisam dos dois lados e uma capacidade maior de negociação para respeitar o ser humano.
P/2 - Bom, Senhor Lúcio, a gente queria saber o que o Senhor achou de ter participado dessa entrevista e contribuído com o Projeto em homenagem a Petrobras
R - Eu acho uma excelente oportunidade. Lamento que as pessoas não tenham a consciência de cidadania, de trabalhador, de vir em massa. Gostaria que ali fora tivesse uma fila de pessoas para participar disso. Acho que é uma oportunidade única. Me sinto satisfeito e, também, como eu disse, orgulhoso de ser funcionário da Petrobras e orgulhoso de participar disso também. Vim por iniciativa minha. Deixei para vir mais no final, porque eu gostaria que não partisse tanto de dirigentes sindicais a atitude de vir. Eu acho que nós somos muito cobrados em termos de sindicato, mas que as pessoas estão aí e que todo mundo tem uma contribuição a dar. Mesmo aqueles, que nós temos muitos, que não são sindicalizados, mas que a simples atitude de vir, participar e tudo, já contribui. Então, eu me sinto orgulhoso e satisfeito de participar. Eu agradeço a oportunidade.
P/2 - Nós que agradecemos.
P/1 - Obrigada.
(FIM DO CD 5 / 7)
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