Igual a qualquer pessoa, eu tinha um sonho. Sendo um rapaz interiorano e de hábitos simples, meu maior desejo era ajudar as pessoas, ser útil de alguma forma em minha comunidade.
Nesta busca acabei por identificar-me com a carreira policial, pelo envolvimento direto que teria com minha comunidade. Poderia efetivar então meu desejo de proteger e servir. No ano de 1993 prestei concurso para a policia militar do RS, e passei em uma das melhores colocações no estado. Passei por um rigoroso treinamento, e passei para o quadro efetivo em minha cidade natal, Uruguaiana (RS) fronteira com a Argentina.
Amava meu trabalho, pois meu sonho havia se realizado. No ano de 1995, aconteceu um crime em minha cidade. Um policial militar foi morto por um bandido local, em um dia que tinha tudo para ser mais um dia normal, mas infelizmente não foi bem assim.
Apos a morte do policial, o bandido foi preso no presidio da cidade. Nesta data eu estava de folga, porem fui escalado de última hora para reforçar a guarda do presidio. O detalhe é que alem de eu estar de folga, também estava de licença medica, devido a uma infecção em um dos dedos do pé direito. Fui obrigado a ir ao presidio pelo meu comandante, apesar de meu problema.
Nesta noite, uma turba invadiu o presidio, e arrebataram o criminoso que havia assassinado o policial, e o alvejaram com muitos tiros de arma de fogo. Na manha seguinte fui preso, juntamente com outros colegas. Fiquei preso por trinta dias, logo apos fui solto e transferido para outra cidade. Para coroar toda essa loucura, fui demitido a bem da disciplina. Mas eu ainda não tinha sido julgado pela justiça comum.
No ano de 2005, fui finalmente julgado inocente em juri popular. Desde então, após entrar com processo contra o estado, aguardo que o erro que foi cometido comigo, seja finalmente reparado, pois não fui somente eu que sofri, minha família sofreu muito, e perdi minha mãe sem que ela pudesse ver a justiça ser feita.
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Igual a qualquer pessoa, eu tinha um sonho. Sendo um rapaz interiorano e de hábitos simples, meu maior desejo era ajudar as pessoas, ser útil de alguma forma em minha comunidade.
Nesta busca acabei por identificar-me com a carreira policial, pelo envolvimento direto que teria com minha comunidade. Poderia efetivar então meu desejo de proteger e servir. No ano de 1993 prestei concurso para a policia militar do RS, e passei em uma das melhores colocações no estado. Passei por um rigoroso treinamento, e passei para o quadro efetivo em minha cidade natal, Uruguaiana (RS) fronteira com a Argentina.
Amava meu trabalho, pois meu sonho havia se realizado. No ano de 1995, aconteceu um crime em minha cidade. Um policial militar foi morto por um bandido local, em um dia que tinha tudo para ser mais um dia normal, mas infelizmente não foi bem assim.
Apos a morte do policial, o bandido foi preso no presidio da cidade. Nesta data eu estava de folga, porem fui escalado de última hora para reforçar a guarda do presidio. O detalhe é que alem de eu estar de folga, também estava de licença medica, devido a uma infecção em um dos dedos do pé direito. Fui obrigado a ir ao presidio pelo meu comandante, apesar de meu problema.
Nesta noite, uma turba invadiu o presidio, e arrebataram o criminoso que havia assassinado o policial, e o alvejaram com muitos tiros de arma de fogo. Na manha seguinte fui preso, juntamente com outros colegas. Fiquei preso por trinta dias, logo apos fui solto e transferido para outra cidade. Para coroar toda essa loucura, fui demitido a bem da disciplina. Mas eu ainda não tinha sido julgado pela justiça comum.
No ano de 2005, fui finalmente julgado inocente em juri popular. Desde então, após entrar com processo contra o estado, aguardo que o erro que foi cometido comigo, seja finalmente reparado, pois não fui somente eu que sofri, minha família sofreu muito, e perdi minha mãe sem que ela pudesse ver a justiça ser feita.
Por tudo isso eu peço: justiça, não seja cega!
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