Eu quero dinheiro
(Mauro Leal)
Quase todas as madrugadas sempre muito desesperadoras
mas no dia que se comemorava o Dia Nacional do Amigo da
Marinha do ano de dois mil e quatro, na rua Araquém, foi aterrorizador,
o Almirante das Praças Maximiano, estava atormentado a gritar,
que da Associação, na rua do Bosque, da entrada do Palazzo Motel,
até a Cancela Preta, se ouvia:
para, para, para assim você vai me matar
para, para, para, o Parque Residencial vai acordar
chega, chega, chega já estou todo amarrotado e fraturado a sangrar
por favor amor: para, para, para sinto-me entrando em convulsão
vendo um montão de estrelinhas a rodar, acho que vou apagar,
não aguento suas mãos pesadas e calejadas
na minha cara inchada estralar
para, para para, já disse "paaaaa raaaaaaaaa"
a polícia vão chamar e na caçapa do "caveirão"
nos conduzirão para o xilindró do delegado
e de lá veremos como é nascer o sol quadrado.
Já estou até sem ar e vendo tudo a girar
acho que estou delirando e começando a entrar em coma,
e com estes "galos" e hematomas pelo corpo a "enfeitar",
o que vou no quartel contar:
- Sei lá eu, da seu jeito pra lá,
não pensaste quando estavas o rabo do galo,
o fogo paulista e o tatuzinho goela a dentro entornar,
agora levanta seu Suboficial cachaceiro onceiro,
eu quero o dinheiro.
- Joga uma água na carranca, arruma esta farda e vai marchar,
e quando te perguntares, digas que o sinal fechou
e o trem bala brecou e pela escotilha voou
ou que o Maguila pelo Parque Seis de Novembro, passou.
- Quem manda na gandaia investir?
vai treinando uma boa desculpa pra tentar engrupir,
e não volte pro "Mundo Encantado"
com as mãos abanando e mandando a chave jogar,
e ainda querer se deitar sobre minha barriga e muxibas
com a boca babada e pelo cachorro, lambida,
balançando a roseira no "aroma" da truaca maldita,
e com o "saco mucho" e o ganso morto",
querendo afogar.
- Aí então que a jiripoca no lombo...
Continuar leitura
Eu quero dinheiro
(Mauro Leal)
Quase todas as madrugadas sempre muito desesperadoras
mas no dia que se comemorava o Dia Nacional do Amigo da
Marinha do ano de dois mil e quatro, na rua Araquém, foi aterrorizador,
o Almirante das Praças Maximiano, estava atormentado a gritar,
que da Associação, na rua do Bosque, da entrada do Palazzo Motel,
até a Cancela Preta, se ouvia:
para, para, para assim você vai me matar
para, para, para, o Parque Residencial vai acordar
chega, chega, chega já estou todo amarrotado e fraturado a sangrar
por favor amor: para, para, para sinto-me entrando em convulsão
vendo um montão de estrelinhas a rodar, acho que vou apagar,
não aguento suas mãos pesadas e calejadas
na minha cara inchada estralar
para, para para, já disse "paaaaa raaaaaaaaa"
a polícia vão chamar e na caçapa do "caveirão"
nos conduzirão para o xilindró do delegado
e de lá veremos como é nascer o sol quadrado.
Já estou até sem ar e vendo tudo a girar
acho que estou delirando e começando a entrar em coma,
e com estes "galos" e hematomas pelo corpo a "enfeitar",
o que vou no quartel contar:
- Sei lá eu, da seu jeito pra lá,
não pensaste quando estavas o rabo do galo,
o fogo paulista e o tatuzinho goela a dentro entornar,
agora levanta seu Suboficial cachaceiro onceiro,
eu quero o dinheiro.
- Joga uma água na carranca, arruma esta farda e vai marchar,
e quando te perguntares, digas que o sinal fechou
e o trem bala brecou e pela escotilha voou
ou que o Maguila pelo Parque Seis de Novembro, passou.
- Quem manda na gandaia investir?
vai treinando uma boa desculpa pra tentar engrupir,
e não volte pro "Mundo Encantado"
com as mãos abanando e mandando a chave jogar,
e ainda querer se deitar sobre minha barriga e muxibas
com a boca babada e pelo cachorro, lambida,
balançando a roseira no "aroma" da truaca maldita,
e com o "saco mucho" e o ganso morto",
querendo afogar.
- Aí então que a jiripoca no lombo vai piar.
pois terás que convencer que foi obrigado do avião se jogar.
Recolher