E/1 – Bom dia Alexandre.
R – Bom dia.
E/1 – Obrigada por você ter vindo. Você poderia falar seu nome completo, data e local de nascimento?
R – Meu nome é Alexandre Afonso Marcos, nasci dia 18 de abril de 1972 em São Paulo, capital.
E/1 – E Alexandre, há quanto tempo você está na Companhia?
R – Cinco anos
E/1 – E você entrou como? Como foi isso?
R – Eu participei de um processo de seleção em Belo Horizonte, o gerente daqui foi fazer um recrutamento de seleção lá, o gerente de gestão, eu era estagiário da FIAT e apareceu essa oportunidade, eu participei de um processo seletivo com várias provas e passei e vim para cá pra Jaguariúna.
E/1 – E você entrou como?
R – Entrei como supervisor II.
E/1 – E hoje você é?
R – Eu sou supervisor IV, mas sou Staff de produtividade.
E/1 – E como que é isso? Você podia me contar o que você faz, o que é isso?
R – Tá, o staff é uma pessoa que normalmente. Que já foi supervisor, que tem um conhecimento técnico, vamos dizer, mais avançado, já ganhou um conhecimento dentro da Companhia e que hoje trabalha como apoio aos outros supervisores, aos supervisores de linha. Esse é meu serviço, como apoio, apoio na área de qualidade, apoio na área de produtividade e apoio na área de custo.
E/1 – E quando você estava me dizendo que você trabalhava na FIAT e foi para uma AmBev, você sentiu muita diferença? Houve...
R – É, assim, houve sim, porque, por exemplo, a FIAT é uma empresa estruturada, já tudo certinho. Quando eu vim para cá, essa aqui era uma fábrica que eles dizem ex-Antártica que estavam mudando da cultura Brahma, mais da cultura Brahma para a cultura AmBev que estava se formando e estava uma coisa muita mais desorganizada, então foi praticamente nessa fábrica, eu vim desde o início e ajudei a construir o que ela é hoje.
E/1 – Ela é uma fábrica que ela é vista como uma fábrica de ponta, uma fábrica muito moderna dentro do grupo. E...
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E/1 – Bom dia Alexandre.
R – Bom dia.
E/1 – Obrigada por você ter vindo. Você poderia falar seu nome completo, data e local de nascimento?
R – Meu nome é Alexandre Afonso Marcos, nasci dia 18 de abril de 1972 em São Paulo, capital.
E/1 – E Alexandre, há quanto tempo você está na Companhia?
R – Cinco anos
E/1 – E você entrou como? Como foi isso?
R – Eu participei de um processo de seleção em Belo Horizonte, o gerente daqui foi fazer um recrutamento de seleção lá, o gerente de gestão, eu era estagiário da FIAT e apareceu essa oportunidade, eu participei de um processo seletivo com várias provas e passei e vim para cá pra Jaguariúna.
E/1 – E você entrou como?
R – Entrei como supervisor II.
E/1 – E hoje você é?
R – Eu sou supervisor IV, mas sou Staff de produtividade.
E/1 – E como que é isso? Você podia me contar o que você faz, o que é isso?
R – Tá, o staff é uma pessoa que normalmente. Que já foi supervisor, que tem um conhecimento técnico, vamos dizer, mais avançado, já ganhou um conhecimento dentro da Companhia e que hoje trabalha como apoio aos outros supervisores, aos supervisores de linha. Esse é meu serviço, como apoio, apoio na área de qualidade, apoio na área de produtividade e apoio na área de custo.
E/1 – E quando você estava me dizendo que você trabalhava na FIAT e foi para uma AmBev, você sentiu muita diferença? Houve...
R – É, assim, houve sim, porque, por exemplo, a FIAT é uma empresa estruturada, já tudo certinho. Quando eu vim para cá, essa aqui era uma fábrica que eles dizem ex-Antártica que estavam mudando da cultura Brahma, mais da cultura Brahma para a cultura AmBev que estava se formando e estava uma coisa muita mais desorganizada, então foi praticamente nessa fábrica, eu vim desde o início e ajudei a construir o que ela é hoje.
E/1 – Ela é uma fábrica que ela é vista como uma fábrica de ponta, uma fábrica muito moderna dentro do grupo. E também tem uma preocupação muito grande por questão ambiental. Como que é isso? Como que é visto isso pelas pessoas que trabalham aqui?
R – As pessoas levam essa parte ambiental aqui muito a serio. Não sei se está no seu histórico, mas aqui nós temos o segundo, se eu não me engano, o segundo maior reator da América Latina, nessa fábrica. Então, trabalha com um micro-organismo que é caro. E realmente requer cuidados assim, extremos. Então o pessoal vê o meio ambiente aqui como uma das coisas principais, com certeza, fazendo a sua coleta seletiva certinho, fazendo os escapes para os efluente da fábrica certinho, então tenho certeza que é tratado muito seriamente o meio ambiente nessa fábrica.
E/1 – E fora isso, Jaguariúna também ela é uma fábrica que ela produz produtos específicos aqui e que se distribuem para o Brasil todo. Assim, é uma responsabilidade muito grande.
R – Muito grande, muito grande. Aqui nós fabricamos a Bohemia, a Kronembier, a Líber, a Stella Artois... Stella Artois só aqui mesmo, a Líber também só aqui, a Kronem também. Beats, só aqui. Big Neck, também só aqui. Então a responsabilidade e a complexidade de fabricar tudo isso requer da gente realmente uma atenção especial dos produtos.
E/1 – Você está a cinco anos na Companhia, mas assim, você deve ter coisas que te marcaram aqui já. Que você fala: “Ai, aconteceu isso”. Você tem alguma coisa que você possa contar para a gente?
R – Essa fábrica, ela está dentro de uma reserva protegida. Eu já vi aqui dentro gambá, eu já vi uma capivara passeando ali, que normalmente se você for numa fábrica você não vai ver isso. O que eu acho que é uma das coisas assim mais marcantes foi quando um tempo depois que eu fui contratado, não sei quanto tempo depois, o pessoal que me contratou, o gerente em uma mesa, assim em um ambiente descontraído tomando uma cerveja, ele contou como é que ele me escolheu nessa seleção. Então, eu me lembro muito bem, tinha gente que não sei o que, que tinha curso na NASA, tinha gente que falava alemão, tinha gente que não sei o que, ele contando. Porque ele sabia, ele tinha a ficha de todo mundo. E ele falou assim: “Eu te contratei porque você era DJ, eu fui discotecário uns seis, sete anos, então eu falei assim: Esse cara é “p. louca”. Não quero ninguém que fale alemão, ninguém aqui vai agüentar o tranco porque nós vamos ter muita massa para bater aqui na fábrica” e acho que ia ser uma coisa que... porque é assim, qual que era o meu curriculum depois que eu fiz a faculdade. Então eu só fui discotecário, fiz a faculdade, fiz estágio na FIAT, depois eu trabalhei uns três, quatro meses contratado, depois vim para a AmBev. Qual que era o meu histórico? DJ. Às vezes não é o que as pessoas pensam, que o cara tem que ter um curso na NASA, falar alemão, adivinhar as coisas, sei lá. Então eu acho que isso é uma coisa interessante, uma coisa marcante e que eu vou sempre carregar dentro de mim.
E/1 – Você acha que isso é um diferencial que a AmBev tem?
R – Eu acho que é, porque assim, falando assim em uma linguagem mais aberta. As pessoas que trabalham aqui dentro não são normais, tá? Ela não são normais, elas tem que ter alguma coisa diferente das outras, elas não podem ser uma pessoa muito - vamos dizer assim - do padrão normal, de uma pessoa que trabalha atrás de uma mesa, muito quietinho, muito sossegado, tipo igreja, monge, essas coisas não dá. Aqui tem que ser uma pessoa sempre muito ativa, muito enérgica, muito criativa, porque às vezes você arruma solução para as coisas que “deu certo, deu certo!”. Então, assim, é, eu por exemplo, não me viria trabalhando atrás de uma mesa, despachando, assinando, essas coisas assim desse tipo.
E/1 – E a Companhia, ela incentiva os funcionários?
R – Incentiva! Desde a base da operação para cima. Logicamente tem época para tudo. Então tem uma época que, por exemplo, a meritocracia atinge mais a operação, outras épocas mais a supervisão, os staffs também já vão tendo a oportunidade de virar gerente. Tem época para tudo, eu acho assim, é uma coisa que às vezes agente nem dá tempo nem de parar para pensar de tanta loucura que agente trabalha aqui dentro, agente vai construindo as coisas aqui dentro e as coisas vão vindo naturalmente, eu tenho certeza, você faz o meu trabalho, eu vejo meu caso assim. Nem sei se é pauta, mas por exemplo, em quatro anos eu tive quatro promoções. Ah, o que eu vou falar. O que eu vou falar? [Risos]
E/1 – E você tem um produto da sua preferência?
R – Olha, eu gosto muito de... Preferência, assim mesmo... Não, Antártica hoje em dia está muito boa, hoje se eu falar assim: Vou em um barzinho, tal, com os colegas, com a esposa mesmo, em família, eu preferiria beber Antártica hoje. A cerveja está muito gostosa, você pega uma cerveja Antártica hoje, está muito gostosa.
E/1 – E propaganda, tem alguma que te marcou?
R – Ah, assim, eu lembro daquela da Beats o DJ fazendo scratch com uma enchedora, uma regravadora, sei lá o que era, mas eu lembro dessa, que ela virava assim e a enchedora ia para frente e para trás. É, porque tinha a ver comigo então eu lembro mais.
E/1 – E como que você vê, assim, a Companhia hoje resgatando um pouco essa história, essa memória dos funcionários?
R – Olha, eu acho que é legal, eu acho que toda instituição, seja ela um país, um estado, uma empresa tem que criar uma memória, tem que ter um acervo. Eu acho que é importante. É bom você contar a história para as pessoas novas que estão chegando, acho que isso que é mais o importante. Acho que o principal do acervo, não só para uma consulta, alguma coisa, alguma coisa técnica, “ah, o que você fez no passado que deu certo”, mas assim, a memória de uma forma geral, uma forma de cultura. Como é que era antes, como é que é agora. O que era antes, que nem aparece no folder, antes se fazia cerveja com 11 litros d´água, hoje se faz com três e alguma coisa. Então, são marcas, são recordes, são conquistas, acho que isso tem que ser guardado e mostrar para o pessoal: “Olha, isso aqui é o que agente era”. E hoje... acho que por esse motivo é que é importante.
E/1 – E Alexandre, você gostaria de deixar um recado para os colegas ou para a Companhia?
R – Acho que para os meus colegas, mais assim para a Companhia, acho que o único recado que eu tenho que dar é: Estou aqui, estou esperando a minha hora chegar, a fila andar. Mas assim para os colegas, que para eles não desistirem, porque agente não vive só de momentos bons dentro da AmBev, por isso que a AmBev é do jeito que é, toda vez que você precisa sair de um patamar para outro, tem um pouco de sacrifício, de sofrimento, mas é uma coisa que vai ser recompensadora no futuro, você vai poder se orgulhar daquilo que você fez. Então não desista, tem que ter perseverança, tem que agüentar o tranco.
E/1 – E você gostaria de falar mais alguma coisa que eu não te perguntei, que nós não falamos até agora?
R – Não, eu acho que falamos bastante coisa, a entrevista foi bem conduzida, está bem completa.
E/1 – Obrigada por você ter vindo
R – [Risos] Tá bom.
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