O crescimento sem controle passou a representar um risco estrutural no mercado imobiliário brasileiro, especialmente em um ambiente de juros elevados, crédito mais restrito e maior complexidade regulatória. Nesse contexto, Luciano Mestrich avalia que a expansão acelerada sem governança adequada pode comprometer a sustentabilidade das incorporadoras, exigindo mais disciplina na tomada de decisão e maior rigor na avaliação de riscos desde a estruturação dos projetos.
Segundo Luciano Mestrich, há uma confusão recorrente entre crescimento e solidez. O aumento do volume de lançamentos sem base técnica e financeira consistente tende a gerar desequilíbrios importantes, ampliando a exposição a problemas de caixa, atrasos em obras e dificuldades de financiamento ao longo de todo o ciclo imobiliário, sobretudo em um mercado mais seletivo na concessão de funding.
Nesse cenário, Luciano Mestrich reforça que governança, análise de dados e gestão estruturada de risco deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos básicos de sobrevivência. Incorporadoras que não adotarem processos mais rigorosos de controle e planejamento tendem a perder competitividade, enquanto aquelas que avançarem na profissionalização da gestão terão maior capacidade de acessar capital e sustentar um crescimento mais consistente.