O aumento dos juros e as incertezas econômicas têm limitado o acesso das incorporadoras ao crédito bancário. Para Luciano Mestrich Motta, CEO da Monitori, o funding tradicional se tornou caro e restritivo, exigindo das empresas maior planejamento financeiro e transparência na gestão. “As incorporadoras precisam apresentar planos de recuperação realistas e comprovar governança para conquistar a confiança dos investidores”, observa.
Com o crédito bancário mais seletivo, o mercado de capitais vem ganhando espaço. Emissões de CRIs e outras operações estruturadas cresceram, impulsionadas pela busca por alternativas de financiamento. Mestrich destaca que essa transição exige um novo padrão de governança, com foco em controle, gestão de riscos e clareza nas informações prestadas ao investidor.
A governança, segundo ele, deixou de ser diferencial e tornou-se condição essencial para captar recursos. “A pressão sobre o funding tradicional está acelerando a profissionalização do setor e fortalecendo empresas mais estruturadas e preparadas para o futuro”, conclui o executivo.