Meu nome é Sebastião Milagres.
Nasci em São João Del Rei-MG.
Eu venho de uma família humilde, perdi o meu pai aos cinco anos de idade. Minha mãe Maria Rosa, apelidada carinhosamente de Dona Rosa, se tornou mãe solo ainda nova. Preferem casar outra vez, para cuidar dos filhos. Foi uma mulher guerreira, tornou-se para nós filhos sobrevivermos: lavadeira, cozinheira num seminário da Ordem Salesiana. Educou-me conforme os princípios morais e religiosos.
Na minha adolescência fui taxado injustamente de vagabundo, por alguns parentes do lado paterno. Pasme! Até vizinhos se intrometiam na minha vida particular. Acusação ilógica que deixava-me confuso, sem saber a alegação da mesma. Não tinha vícios, não era boêmio, tampouco bandido! Esta inveja patológica, chegou a mexer com o meu estado emocional, tornando-me uma pessoa nervosa. Talvez devido à pressão social, aliada com a pobreza - não a miséria - que pesavam sobre mim. Não trabalhava porque não havia empregos na minha cidade, mas fazia pequenos biscates vendendo em balaio, pães, tomates e entregando marmitas em fábricas de tecidos...Meus costumes eram: cinema e leitura. Lógico, o futebol! Os quais, tinha total apoio e incitação da minha inesquecível mãezinha principalmente a leitura. Quando dizia: “Meu ‘fio’ é melhor ficar lendo dentro de casa, do que seguir no mau caminho”! Além disso, eu participava do catecismo da Ordem Salesiana aos domingos no Oratório Santa Terezinha. Vivia sobre uma pressão externa maligna. Cheguei a receber um cartão provocativo de Boas Festas no final de ano, acompanhado por um pensamento do filósofo Voltaire: “ O trabalho afasta de nós três males: o tédio, a necessidade, e o vício”. “O pior dos males é não trabalhar, mas sim a língua venenosa que não só fere a sensibilidade humana, como devasta a alma”. Foi a minha resposta a tal provocação. Naquela época eu já possuía uma certa inclinação para a filosofia....
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Meu nome é Sebastião Milagres.
Nasci em São João Del Rei-MG.
Eu venho de uma família humilde, perdi o meu pai aos cinco anos de idade. Minha mãe Maria Rosa, apelidada carinhosamente de Dona Rosa, se tornou mãe solo ainda nova. Preferem casar outra vez, para cuidar dos filhos. Foi uma mulher guerreira, tornou-se para nós filhos sobrevivermos: lavadeira, cozinheira num seminário da Ordem Salesiana. Educou-me conforme os princípios morais e religiosos.
Na minha adolescência fui taxado injustamente de vagabundo, por alguns parentes do lado paterno. Pasme! Até vizinhos se intrometiam na minha vida particular. Acusação ilógica que deixava-me confuso, sem saber a alegação da mesma. Não tinha vícios, não era boêmio, tampouco bandido! Esta inveja patológica, chegou a mexer com o meu estado emocional, tornando-me uma pessoa nervosa. Talvez devido à pressão social, aliada com a pobreza - não a miséria - que pesavam sobre mim. Não trabalhava porque não havia empregos na minha cidade, mas fazia pequenos biscates vendendo em balaio, pães, tomates e entregando marmitas em fábricas de tecidos...Meus costumes eram: cinema e leitura. Lógico, o futebol! Os quais, tinha total apoio e incitação da minha inesquecível mãezinha principalmente a leitura. Quando dizia: “Meu ‘fio’ é melhor ficar lendo dentro de casa, do que seguir no mau caminho”! Além disso, eu participava do catecismo da Ordem Salesiana aos domingos no Oratório Santa Terezinha. Vivia sobre uma pressão externa maligna. Cheguei a receber um cartão provocativo de Boas Festas no final de ano, acompanhado por um pensamento do filósofo Voltaire: “ O trabalho afasta de nós três males: o tédio, a necessidade, e o vício”. “O pior dos males é não trabalhar, mas sim a língua venenosa que não só fere a sensibilidade humana, como devasta a alma”. Foi a minha resposta a tal provocação. Naquela época eu já possuía uma certa inclinação para a filosofia. Após dar baixa do exército, fui resgatado daquele ambiente externo tóxico pelo meu irmão Antônio Pedro que vivia em São Paulo. Fui em busca do meu Eldorado tão sonhado que era São Paulo. Sai tristonho do meu torrão natal, e acima de tudo mordido, jurei que venceria na vida Mágoa que exemplifico na poesia “ O Diário de Viagem de um Autoexilado”.
Eu tinha dois caminhos pela frente: tornar-me um Lampião da vida ou vencer pela persistência! Optei pela segunda alternativa.
Superei esta adversidade com resiliência e força interior.
E com as rezas da minha mãe, e a confiança da Nair - restituída ao céu- na época minha namorada, as quais foram as âncoras na minha vida. Com o apoio de ambas, que nunca desistiram de mim, sai vencedor nas conquistas materiais e vitórias imateriais. Dentre elas, leia este testemunho imaterial, dado pelo ex-presidente José Cláudio Henriques, do Instituto Histórico e Geográfico de São João Del Rei.MG.
“Grande abraço meus conterrâneos, como pode um garoto simples e humilde, ter uma inteligência e memória como o Tião Milagres. Suas crônicas são fantásticas e nos levam à tão proveitosa infância que tivemos em São João Del Rei”.
Espero que a mesma, confirme seja eu merecedor do elogio acima transcrito!
No meu imaginário ouço alguém do céu dizer: “Vá meu filho vença! Cale a boca dos que duvidaram de você! Com a sua própria voz, ecoando nas páginas dos seus poemas e crônicas”.
Diário de Viagem de um Auto Exilado
O h, lembro-me bem ainda daquela noite fria, onde pairava no ar uma tristeza infinita
Jovem inexperiente com sentidos tragados pelos sonhos efêmeros e cheio de ilusões
Iria migrar em busca do Eldorado tão sonhado, São Paulo uma incógnita
Abraçado a mim, banhada em pranto angelical, mamãe falava com reflexão
II
Vá, eu ficarei rezando para que você seja feliz, Deus ouvirá minha oração
Se vencer foi você, se fracassar fui eu que fraquejei na fé Divina
Entregou-me um escapulário de Nossa Senhora do Carmo, falou-me com emoção
Recorra-o quanto a tibieza viera lhe assaltar:” peguei-o e sumir na neblina
III
Já na estrada sentia, a dor da saudade fria
Ansioso queria gritar para as pessoas, que amava mamãe o meu encanto
Tentava unir minha prece plangente, a dela e da Maria Santíssima
Somente fluem sons guturais débeis do fundo da alma, enclausurada pelo pranto
IV
O condutor do veículo apático a dor filial, que eu sentia corria pela
Penetrava na nebulosa noite, igual uma jiboia que ia me engolindo-me afora
Eu apertava de encontro ao peito o meu amuleto, pedindo proteção contra sofreguidão
Distanciando-me cada vez mais do esplendor da minha aurora
VI
Oh! Não escarneça da dolência que sinto, suplicava eu à nostalgia en entre lamentos
É angustiante deixar para trás: mãe, amor, amigos razões da minha vida
Como uma alma errante aventurar por plagas desconhecidas ao sabor do vento
Bordando os caminhos sombrios, com pegadas de sangue para marcar a vinda
VII
Por detrás do vidro translúcido, molhado pelo orvalho noturno dizia adeus
A imagem do Cristo Redentor que ia sumindo no horizonte já em estado de turbação
Na Via-Láctea miríades de estrelas igualavam a um balé de pirilampos em escarcéus
Os quais numa metagoge, apiedaram do meu sofrer e piscavam com fascinação
VIII
Eu quimerizava caça-los e fazer uma diadema para cingir-lhe sua fonte
Considerava-a dádiva singela do meu coração, uma deusa inextinguível .
Jurava que um eu retornaria ao meu perdido horizonte
Diria: “mãe você não afrouxou na sua crença, vencemos sou um homem de bem\\\'\\\'
Cisne Negro
O inimigo é útil, ele te obriga a evoluir
( Sêneca)
Dedico este trecho aos descendentes daqueles que me perseguiram com injúrias e críticas, aos quais quero deixar um recado. “Perdoar, eu perdoo. Esquecer o que fizeram comigo jamais!
Graças ao apoio incondicional da minha mãe, irmão e da Minha Estrela Cintilante - Nair - restituída ao céu - não me tornei um Luz Vermelha. Essas pessoas foram meus pilares, meus faróis na escuridão.
Não me tornei rico em bens materiais, mas acumulei riquezas em experiências, conhecimentos e amor.
Estudei Filosofia na UNINTER (Centro Universitário Internacional) Como dizia Kant :” Nunca é demasiadamente tarde para se tornar um racional e sábio.”
Diplomei-me em desenho mecânico pelo Senai da Barra Funda - SP e cheguei a trabalhar como desenhista na estatal Terra Foto e várias outras firmas.
Fiz diversos minicursos: literatura, filosofia na internet.
Tenho dois diplomas de datilografia, e um de Taquigrafia …
Estou orgulhoso de ter compartilhado minhas ideias entrevistas na TV como na Record e na Gazeta, artigos de revistas e vários jornais locais.
Candidato a vereador pelo PMDB em 2002, na cidade onde resido, Santana de Parnaíba, mas não fui eleito.
Fui funcionário aprovado em concurso nos Correios. No qual trabalhei um ano e pedi demissão.
Fui assessor do Dep. Negro do PMDB na gestão Orestes Quercia.
Homenageado pelo Conselho da Comunidade Negra do Estado de São Paulo, também pelo Movimento Negro de Santana de Parnaíba - SP.
Tenho fotos com vários políticos renomados: Ex-Ministro da Justiça - Íris Resende-, Prefeitos, vereadores …
Sou Conselheiro do Fórum Cultural - segmento literatura de Santana de Parnaíba
Sempre gostei de correr, fui o responsável por duas corridas no meu bairro e participei de 20 São Silvestre.
“Quem tem um porquê na vida pode suportar quase qualquer como”.
(Nietzsche)
Sou um poeta e um escritor de ficção que cria histórias de um mundo imaginário/
Escrevi três livros, um dos quais :” Xeque-Mate no Inferno foi contemplado na Lei Paulo Gustavo.
Fui colunista em diversos jornais da Região Metropolitana do Estado de São Paulo,atualmente sou colunista no Jornal “Evidencia” da cidade de Cajamar-SP.
Fui o fundador do Movimento Poético de Santana de Parnaíba ( extinto)
“ O último prego no caixão\\\" um aluno meu Daniel Santana do xadrez tornou-se campeão paulista, brasileiro fará parte da delegação enxadrista no campeonato mundial de xadrez na Sérvia .
No ano de 2024 ocorreu dois acontecimentos na minha vida; a restituição da minha Estrela Cintilante ao céu. outro a comemoração das Bodas de Ouro com ela.Deixou até hoje um grande vazio na minha vida
Aquele patinho feio que vocês viram, metamorfoseou em um “ Cisne Negro” forte e orgulhoso. Estudei filosofia e aprendi que o tempo é um grande mestre. Lembre-se que as injúrias podem deixar marcas profundas. Mas lembre-se também que a resiliência e a determinação, podem transformar até mesmo as feridas mais profundas em fonte de forças e inspiração.
Os deuses conspiraram em meu favor, sou honesto e respeitado
Depois de 55 anos de silêncio finalmente me desabafei!
Auto estima e Dignidade..
Para alguns pode parecer arrogância, mas para mim é apenas um auto de confiança: acreditar em mim e nos meus sonhos é o que me move.
“Humildade sim Submissão jamais”!
UP! HIP! HURRA!
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