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Por: Ianarema Coutinho Oliveira, 5 de julho de 2021

As Cobras Invadiam a Casa

Esta história contém:

A casa da Laranjeira velha era tão velha, que podia assustar os que não a conheciam.

Era uma casa pelada, pelada de móveis e utensílios domésticos.

Na sala, uma estante improvisada, composta por prateleiras de tábuas velhas e sustentadas por grandes blocos de barro. Em cima, alguns vasos e plantas para não passar a impressão de feia e vazia.

Nos quartos, camas com colchões de palha sobre o estrado de mola e armários simples, onde guardavam-se cobertores, travesseiros, roupas e lençóis de cama, feitos com tecido de algodão.

O banheiro, era um quartinho com uma cortina estampada fazendo o papel de porta, os banhos eram de bacia e as necessidades fisiológicas eram todas depositadas no penico, que à noite, moravam embaixo das camas.

Na cozinha, um fogão de lenha que nunca adormecia, de tanto fumaçar noite e dia, pintava as paredes e o telhado sem precisar das mãos de um pintor, no lugar deste, se valia da lenha queimando em brasa dentro de si.

Havia também, uma mesa, a madeira extremamente velha e macia!

Possuía muitos sulcos e era também muito robusta, acompanhava-lhe dois ou três tamboretes que de tanto lhes sentarem, afrouxaram-se das pernas e toda vez que me acomodava, beliscava-me as coxas.

Um pendurador de panelas erguia-se sobre a parede e nele minha mãe pendurava as panelas tão ariadas que mais pareciam espelhos! Também um pote enorme, encostado num canto com água coada e fervida e coberto com um pano de prato branquinho feito algodão para matar a nossa sede.

A porta da cozinha raramente era aberta, pois o capim que crescia nos fundos do quintal era imenso e alcançava mais de um metro.

Alguns bois pastavam sobre o mesmo, ajudando assim, a fazer o trabalho que o meu pai não fazia.

O maior medo de todos era quando as cobras resolviam passear no telhado da cozinha e mansamente vinham descendo parede abaixo, já bem à tardezinha.

A vigília era...

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