Olá, meu nome é José Gregorio Hernández Portillo. Tenho 40 anos, nasci na Venezuela e cheguei ao Brasil há sete anos. Vim sem saber falar português, extremamente perdido e sem saber por onde recomeçar a minha história fora do meu amado país.Hoje, tenho uma pequena empresa de refrigeração. Minha namorada é brasileira; o nome dela é Ana Paula, uma mulher maravilhosa de quem tenho muito orgulho. Ela tem sido meu porto seguro nos momentos difíceis, e sempre me lembro de uma frase que ela diz: "O Brasil é igual a coração de mãe". Eu concordo plenamente. O povo brasileiro acolheu os venezuelanos de braços abertos. Embora eu não conheça a história do Brasil tão bem quanto a da Venezuela, e apesar de já ter vivido episódios isolados de xenofobia, o saldo geral é de muito acolhimento.Minha visão sobre o preconceito começou a se moldar ainda na Venezuela. Sinto orgulho em dizer que, no meu país, as pessoas no geral não fazem diferença pela raça ou pela cor da pele. O verdadeiro preconceito que existe lá ocorre no âmbito político; há uma enorme divisão social entre o chavismo e a oposição, esquerda e direita.Essa diferença é tão profunda que levou milhões de jovens a deixarem o país, como foi o meu caso. Milhares de jovens morreram em protestos. Segundo dados da ONU, foram registradas ao menos 28 mortes em manifestações recentes, 8 milhões de pessoas deixaram o país por pensarem diferente e ainda restam mais de 800 presos políticos. Na época em que eu morava lá, só recebia assistência social quem apoiava abertamente o governo. É uma situação muito difícil e complexa.Para não estender muito a minha história, a Venezuela e o Brasil compartilham passados muito parecidos, pois ambos viveram as dores da escravidão e da colonização. Hoje, noto que no Brasil também há pouca tolerância entre pessoas com ideologias políticas diferentes. No fim das contas, a política é importante porque são os governantes que aprovam...
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Olá, meu nome é José Gregorio Hernández Portillo. Tenho 40 anos, nasci na Venezuela e cheguei ao Brasil há sete anos. Vim sem saber falar português, extremamente perdido e sem saber por onde recomeçar a minha história fora do meu amado país.Hoje, tenho uma pequena empresa de refrigeração. Minha namorada é brasileira; o nome dela é Ana Paula, uma mulher maravilhosa de quem tenho muito orgulho. Ela tem sido meu porto seguro nos momentos difíceis, e sempre me lembro de uma frase que ela diz: "O Brasil é igual a coração de mãe". Eu concordo plenamente. O povo brasileiro acolheu os venezuelanos de braços abertos. Embora eu não conheça a história do Brasil tão bem quanto a da Venezuela, e apesar de já ter vivido episódios isolados de xenofobia, o saldo geral é de muito acolhimento.Minha visão sobre o preconceito começou a se moldar ainda na Venezuela. Sinto orgulho em dizer que, no meu país, as pessoas no geral não fazem diferença pela raça ou pela cor da pele. O verdadeiro preconceito que existe lá ocorre no âmbito político; há uma enorme divisão social entre o chavismo e a oposição, esquerda e direita.Essa diferença é tão profunda que levou milhões de jovens a deixarem o país, como foi o meu caso. Milhares de jovens morreram em protestos. Segundo dados da ONU, foram registradas ao menos 28 mortes em manifestações recentes, 8 milhões de pessoas deixaram o país por pensarem diferente e ainda restam mais de 800 presos políticos. Na época em que eu morava lá, só recebia assistência social quem apoiava abertamente o governo. É uma situação muito difícil e complexa.Para não estender muito a minha história, a Venezuela e o Brasil compartilham passados muito parecidos, pois ambos viveram as dores da escravidão e da colonização. Hoje, noto que no Brasil também há pouca tolerância entre pessoas com ideologias políticas diferentes. No fim das contas, a política é importante porque são os governantes que aprovam leis, cobram impostos, controlam o orçamento nacional e ditam as normas de conduta que guiam o nosso dia a dia. Na prática, o povo só tem o controle do país no dia da eleição. Por isso, é fundamental termos uma boa educação política.Sem mais a dizer, me despeço de vocês. Que Deus abençoe a América Latina, e que nossos países passem por uma mudança cultural e ideológica, onde aprendamos a ter maior tolerância e amor ao próximo vou a deixar dois videos so para que entendan um pouco minha idea.
https://www.youtube.com/watch?v=5cbD_USLYVE
https://www.youtube.com/watch?v=c34QdfzhCaQ
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