Me chamo Leandro Portella. Nasci em São Paulo, no dia 11 de fevereiro de 1981. Aos cinco anos, minha família se mudou para Araçoiaba da Serra, onde cresci e finquei minhas raízes. Foi aqui que descobri a beleza das coisas simples e a força dos recomeços.
Aos 17 anos, durante uma viagem em família para Ubatuba, vivi um momento que mudaria minha vida. Fui furar uma onda, quebrei o pescoço e fiquei tetraplégico. Passei seis meses internado no Hospital das Clínicas, entre dores físicas e silêncios profundos, tentando entender o que viria depois. Uma nova realidade se impôs diante de mim, exigindo reinvenção.
Foi nesse período que encontrei um novo caminho: a arte. Com o apoio da minha mãe e da artista Eliana Zagui, descobri que podia pintar com a boca. Uma tela em branco se tornou minha chance de recomeçar. A arte me salvou.
Com o tempo, desenvolvi minha técnica e estilo. Entrei para a Associação de Pintores com a Boca e os Pés (APBP), uma entidade internacional que apoia artistas com deficiência. Cada pincelada virou uma forma de liberdade. Pinto com o corpo que tenho. Voo com a alma que sou.
Minha arte começou a ganhar visibilidade, e participei de diversas exposições no Brasil e também no exterior. Levar minhas telas para outros países foi como levar meu coração em forma de cor e traço — uma maneira de contar minha história sem precisar dizer uma palavra.
Minha jornada também me levou à política e ao ativismo. Estudei Gestão Pública, fui vereador em Araçoiaba da Serra, presidi o Banco de Cadeiras de Rodas do Rotary local e atuei no Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Sempre acreditei que a transformação social começa com inclusão, escuta e presença.
Em 2020, minha história chegou às telas de cinema no documentário internacional Human Life. Foi emocionante me ver ao lado de outras pessoas incríveis, cujas trajetórias de superação inspiram o mundo.
Em 2025, dois marcos...
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Me chamo Leandro Portella. Nasci em São Paulo, no dia 11 de fevereiro de 1981. Aos cinco anos, minha família se mudou para Araçoiaba da Serra, onde cresci e finquei minhas raízes. Foi aqui que descobri a beleza das coisas simples e a força dos recomeços.
Aos 17 anos, durante uma viagem em família para Ubatuba, vivi um momento que mudaria minha vida. Fui furar uma onda, quebrei o pescoço e fiquei tetraplégico. Passei seis meses internado no Hospital das Clínicas, entre dores físicas e silêncios profundos, tentando entender o que viria depois. Uma nova realidade se impôs diante de mim, exigindo reinvenção.
Foi nesse período que encontrei um novo caminho: a arte. Com o apoio da minha mãe e da artista Eliana Zagui, descobri que podia pintar com a boca. Uma tela em branco se tornou minha chance de recomeçar. A arte me salvou.
Com o tempo, desenvolvi minha técnica e estilo. Entrei para a Associação de Pintores com a Boca e os Pés (APBP), uma entidade internacional que apoia artistas com deficiência. Cada pincelada virou uma forma de liberdade. Pinto com o corpo que tenho. Voo com a alma que sou.
Minha arte começou a ganhar visibilidade, e participei de diversas exposições no Brasil e também no exterior. Levar minhas telas para outros países foi como levar meu coração em forma de cor e traço — uma maneira de contar minha história sem precisar dizer uma palavra.
Minha jornada também me levou à política e ao ativismo. Estudei Gestão Pública, fui vereador em Araçoiaba da Serra, presidi o Banco de Cadeiras de Rodas do Rotary local e atuei no Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Sempre acreditei que a transformação social começa com inclusão, escuta e presença.
Em 2020, minha história chegou às telas de cinema no documentário internacional Human Life. Foi emocionante me ver ao lado de outras pessoas incríveis, cujas trajetórias de superação inspiram o mundo.
Em 2025, dois marcos importantes iluminaram meu caminho: o lançamento do meu livro Depois do Mergulho – Crônicas de uma Vida Reinventada e minha participação no documentário Ressignificar, produzido pela PNAB. No livro, compartilho reflexões sobre minha vida após o acidente. No documentário, mostro como a arte pode ressignificar a dor e revelar novos sentidos para a existência.
Além disso, utilizo o computador com um comando de voz, por meio do sistema Motrix, o que me permite continuar criando, escrevendo e interagindo com o mundo de uma forma mais autônoma. A tecnologia, assim como a arte, tem sido uma ferramenta fundamental para minha liberdade.
Hoje, sigo pintando, palestrando, criando e vivendo. Meu corpo é outro, mas minha essência continua intensa, curiosa e apaixonada pela beleza de existir. Eu sou Leandro Portella — artista plástico, tetraplégico, sonhador, resistente. Minha arte não é apenas o que eu faço. É quem eu sou.
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