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Por: Museu da Pessoa, 31 de outubro de 2013

Solidão no interior

Esta história contém:

Solidão no interior

Meu nome é Regina Célia Farias Castro, nasci aqui em Fortaleza no dia 26 de maio de 1955, meu pai é de Cascavel interior do Ceará e a minha mãe de Cariré, interior do Ceará também, eles se conheceram porque meus avós moravam em Cascavel, os pais da minha mãe, moravam em Cascavel. Ele era dentista. Tipo, naquele tempo era dentista prático que chamava, né? Então ele viajava pelo interior do Ceará atrás dos clientes, dos pacientes. Daí ele gostou de Cascavel, uma cidade assim mais ou menos perto da praia, e resolveu fazer a casa dele e o túmulo dele, meu avô de Cascavel. Aí meu pai e minha mãe se conheceram lá. Meu pai também de lá, né? Filho de farmacêutico. E se conheceram lá. Eu nasci aqui em Fortaleza, mas até os 15 anos a gente ficou entre Fortaleza e Cascavel, com 15 a gente veio pra cá mesmo pra estudar, porque lá não tinha o ensino médio.

Com 15 anos eu vim embora pra cá, né? Aí fiquei pra estudar. Com 20 anos eu conheci a pessoa que é o pai dos meus filhos. E ele é um médico, como ele mesmo se caracteriza, de interiologista, né? Que é o médico do interior assim, que foi pro interior e fez essa opção e nunca quis morar na cidade, aí foi que entrou a história dos Correios e telégrafos, essa relação. Porque aí a gente foi morar, eu com 20 anos fui morar com ele, aí moramos em Jaguaruana, que é sertão aqui do Ceará. Moramos em Guaramiranga, que é serra aqui no Ceará e em Baturité. E foi durante esse período, esse longo período que entraram os Correios, né? A gente quando mora no interior acaba ficando muito isolado assim do mundo, de certa forma, aí era quando eu escrevia muitas cartas e recebia muitas cartas. Cartas maravilhosas. E meu coração ficava aquecido de tantas coisas que eu recebia pelos Correios.

Dados de acervo

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P/1 – Regina, você pode falar o seu nome completo, o local e data de nascimento?

R – Ah, tá. Meu nome é Regina Célia Farias Castro, nasci aqui em Fortaleza no dia 26 de maio de 1955. Já sou uma pessoa antiga, né?

P/1 – Seus pais são de Fortaleza?

R – Cascavel, interior aqui. Meu pai de Cascavel interior do Ceará e a minha mãe de Cariré, né?

P/1 – Cariré...

R – Interior do Ceará também.

P/1 – E você sabe como o seu pai de Cascavel e sua mãe de Cariré se conheceram?

R – Em Cascavel.

P/1 – Por quê?

R – Porque meus avós moravam em Cascavel, os pais da minha mãe, moravam em Cascavel. Ele era dentista. Tipo, naquele tempo era dentista prático que chamava, né? Então ele viajava pelo interior do Ceará atrás dos clientes, dos pacientes. Daí ele gostou de Cascavel, uma cidade assim mais ou menos perto da praia, e resolveu fazer a casa dele e o túmulo dele, meu avô de Cascavel. Aí meu pai e minha mãe se conheceram lá. Meu pai também de lá, né? Filho de farmacêutico. E se conheceram lá.

P/1 – E quando é que eles decidiram mudar pra Fortaleza.

R – Não, aí teve aquela história. Minha vida inteira assim, quer dizer, eu nasci aqui em Fortaleza, mas até os 15 anos a gente ficou entre Fortaleza e Cascavel.

P/1 – Mas você estudava, morava aqui?

R – Não. Eu estudava lá em Cascavel, isso até os 15 anos, né?

P/1 – Então você morava em Cascavel?

R – É. Em Cascavel.

P/1 – Você só nasceu aqui, mas morava lá?

R – É. A gente foi pra lá. Depois viemos várias vezes, fomos e tudo, até que com 15 a gente veio pra cá mesmo pra estudar, porque lá não tinha o ensino médio, né?

P/1 – Como é que era a sua casa de Cascavel?

R – Era uma casa maravilhosa, grande, meu pai... Era uma casa que era emendada com a farmácia, né? Por dentro dava... Quer dizer, dava exatamente um quarteirão. Correspondia a um quarteirão, a farmácia de uma rua e a casa do outro lado, né? Por dentro... Os...

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