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Por: Museu da Pessoa, 31 de outubro de 2013

Meu último dia no prédio dos Correios

Esta história contém:

Meu último dia no prédio dos Correios

Meu nome, Filemon Alves de Almeida, nasci em Aracoiaba, no distritozinho e Rucinho, no dia 7 de dezembro de 1944, no final da Guerra Mundial, por ali. Meu pai é da cidade de Pereira, nasceu no dia 17 de agosto de 1903, minha mãe no dia 6 de setembro de 1919, papai de Pereira, mamãe de Quixeramobim, eles casaram, essas coisas de Deus é assim, semelhante atrai semelhante. Houve uma seca muito grande no Ceará naquela época, anterior ao meu nascimento e dos meus irmãos, papai veio de Pereira pra Aracoiaba na construção de um açude público lá, chamado Açude Alegre, e a família de minha mãe veio também trabalhar nesse açude e lá meus pais se conheceram e casaram. E depois as famílias voltaram pra seus devidos lugares, ficou só papai e mamãe, e ali papai ficou trabalhando. Mas a família começou a nascer, foi nascendo um atrás do outro e fomos dez filhos. Meu pai trabalhando na agricultura, dando dia de serviço a um, a outro, minhas irmãs foram crescendo e foram levadas também pra lá pra agricultura, pra algodão, plantar, essas coisas. Aí meu pai soube da visita de Nossa Senhora de Fátima, que vinha pra Baturité, andava visitando o mundo todo, e estava previsto pra sair em Baturité, então o meu pai se preocupava muito com a situação da gente e estava ficando impossível a gente morar. Aí ele teve um sonho, tipo uma visão que Nossa Senhora de Fátima mandava que ele fosse pra Baturité com a gente, que era a salvação, tudo o que papai queria era criar a gente com dignidade, com realmente nós estamos hoje, todos os irmãos. Então o que aconteceu? Papai foi pra Baturité, já tinha uma irmã de minha mãe lá e inicialmente a gente ficou lá esperando melhorar, arrumar uma casa, e até que arrumamos uma casa e esperamos a visita de Nossa Senhora, o papai cheio de ânimo. /Aí aconteceu que meu pai fez logo amizade, meu pai era muito comunicativo. Pois bem, aí comecei a estudar, mamãe alfabetizava primeiro dez filhos pra poder mandar...

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P/1 – Bom, Seu Filemon, eu gostaria de agradecer muito em nome do Museu da Pessoa e dos Correios pela sua presença, obrigado. Antes da qualquer coisa, pra identificação eu queria que o senhor falasse o seu nome completo, o local e a data do seu nascimento.

R – Tá, meu nome, Filemon Alves de Almeida, nasci em Aracoiaba, no distritozinho e Rucinho, no dia 7 de dezembro de 1944, no final da Guerra Mundial, por ali.

P/1 – Perfeito.

R – Segunda Guerra, foi em 45, eu nasci em 44.

P/1 – Seu Filemon, antes de ir pra sua história mesmo eu queria entender um pouco sobre a origem da sua família, eu queria que você falasse um pouco dos seus pais, de onde eles vieram, os nomes, o que eles faziam.

R – É uma honra pra mim falar da origem da minha família, dos meus pais especificamente, porque tudo o que eu sou e que meus irmãos são a gente deve à fidelidade dos meus pais para com a família, meus pais seriam aqueles, comparado às onças que defendem seus filhos a troco de dar sua própria vida, meus pais foram assim. Então meu pai é da cidade de Pereira, nasceu no dia 17 de agosto de 1903, minha mãe no dia 6 de setembro de 1919, papai de Pereira, mamãe de Quixeramobim, eles casaram, essas coisas de Deus é assim, semelhante atrai semelhante. Houve uma seca muito grande no Ceará naquela época, né, anterior, ao meu, naquela época do meu nascimento e dos meus irmãos, papai veio de Pereira pra Aracoiaba na construção de um açude público lá, chamado Açude Alegre, e a família de minha mãe veio também trabalhar nesse açude e lá meus pais se conheceram e casaram. E depois as famílias voltaram pra seus devidos lugares, ficou só papai e mamãe, e ali papai ficou trabalhando, tinha os familiares, alguns familiares dele que eram gente de condições, mas meu pai ficou sempre ralando, depois foi trabalhar na agricultura, sem ter terra própria e tal, aquelas coisas, ainda foi um comerciante lá e tal. Mas a família começou a nascer, foi...

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