Sou um paulistano, categoricamente paulistano, mesmo tendo nascido na distante cidade de clima interiorano de Ribeirão Pires, e, insisto, mesmo tendo chegado recentemente às imediações do bairro da Bela Vista (Bixiga para alguns), posso dizer essas palavras, mas, que louca cidade é essa onde vim parar?
Com seus carros andando quase uns por cima dos outros, pessoas abarrotadas dentro de casas pequeninas, bares, restaurantes, festas, opa, festas Sim, vale a pena parar aqui, já que para muitos paulistanos o dia se divide em duas partes: a do estresse de chegar ao trabalho e a festa que é sair dele ao final do expediente, desconsiderando aí o trânsito, quase sempre de ruas e avenidas intransitáveis.
Mas a cidade é feita de festas, por todos os lados, nos prédios, casas, ruas, botecos, quartos de motel, becos escuros, shoppings lotados, salas de cinema, do mais profundo inferno ao mais tranqüilo paraíso, tudo é festa.
E a cidade é sim uma divisão estratégica de paraíso e inferno, e nós, só para variar, estamos bem no meio, correndo de um lado para outro e sendo disputados aos tapas por anjos e demônios de todos os tipos.
Sou um cidadão paulistano, simplesmente paulistano, e apenas "um" paulistano, pois aqui você encontra de tudo. Japoneses, coreanos, italianos, irlandeses, chineses, portugueses, alemães, árabes, americanos, africanos, argentinos, chilenos, e também os povos aqui da terrinha mesmo como baianos, catarinenses, mineiros, cariocas, amazonenses, cearenses, e o que é mais legal nisso tudo é que SOMOS TODOS PAULISTANOS .
E por isso é que sou paulistano, porque basta pisar nessa cidade, participar dessa rotina, seja tomando um café com leite numa padaria as seis da manhã, até fugir da cidade na véspera de feriado, direto para a praia geralmente, onde todos nos encontramos de novo, porque não tem coisa mais paulista do que fugir da cidade no feriado, mas... será mesmo?



