IDENTIFICAÇÃO
Meu nome é Rubens Langer de Almeida Albuquerque. Eu nasci em Niterói, em 13 de julho de 1939.
FAMÍLIA
Eu gostaria de dizer o seguinte: graças a Petrobras, eu tenho um filho que nasceu no exterior, nessas minhas andanças pelo exterior. Ele nasceu na Dinamarca, em Odense. Eu fui fazer uma fiscalização – eu e um outro colega, também engenheiro naval, e tinha um chefe do grupo que era o Comandante – quando chegamos lá, na Dinamarca, tanto a minha mulher como a dele estavam grávidas. E as duas tinham dois filhos. Então, quando nós procuramos um médico pra poder atender às duas, por acaso tinha uma brasileira que morava em Odense, era mulher do dono do Motel Brasília, ela levou uma senhora, depois levou a outra senhora e depois levou a mulher do chefe do grupo. As duas estavam grávidas e depois o médico disse: “Será que a terceira também está grávida?” Aquilo foi uma gozação geral.
INGRESSO NA PETROBRAS
Eu me formei em 1962 e nem fui à formatura. Fui fazer um curso de aperfeiçoamento na Itália, voltei em junho de 1963. Aí comecei a trabalhar no estaleiro Caneco, como engenheiro naval. Mas, já naquela ocasião, vi alguns problemas na área de construção naval e resolvi fazer o concurso para a Petrobras, ainda em outubro. Quer dizer, eu não fiz o concurso quando me formei em 1962, porque eu tinha uma bolsa de estudos e estava indo pra Itália. Então, resolvi entrar pra Petrobras. Primeiro foi difícil porque não existia ou ninguém sabia o que era engenheiro naval. Só existia engenheiro naval na Marinha. Então, foi uma dificuldade para conseguir me inscrever. Me inscrevi nesse concurso e fiz a prova no dia 27 de outubro de 1963. Me lembro disso lá no Largo de São Francisco, na Escola de Engenharia, passamos a tarde toda num domingo fazendo prova – tarde ou manhã, não lembro. E passei pra Petrobras. Nessa ocasião, estava casado e fui selecionado pra ir pra Bahia, para ser engenheiro de processamento....
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Meu nome é Rubens Langer de Almeida Albuquerque. Eu nasci em Niterói, em 13 de julho de 1939.
FAMÍLIA
Eu gostaria de dizer o seguinte: graças a Petrobras, eu tenho um filho que nasceu no exterior, nessas minhas andanças pelo exterior. Ele nasceu na Dinamarca, em Odense. Eu fui fazer uma fiscalização – eu e um outro colega, também engenheiro naval, e tinha um chefe do grupo que era o Comandante – quando chegamos lá, na Dinamarca, tanto a minha mulher como a dele estavam grávidas. E as duas tinham dois filhos. Então, quando nós procuramos um médico pra poder atender às duas, por acaso tinha uma brasileira que morava em Odense, era mulher do dono do Motel Brasília, ela levou uma senhora, depois levou a outra senhora e depois levou a mulher do chefe do grupo. As duas estavam grávidas e depois o médico disse: “Será que a terceira também está grávida?” Aquilo foi uma gozação geral.
INGRESSO NA PETROBRAS
Eu me formei em 1962 e nem fui à formatura. Fui fazer um curso de aperfeiçoamento na Itália, voltei em junho de 1963. Aí comecei a trabalhar no estaleiro Caneco, como engenheiro naval. Mas, já naquela ocasião, vi alguns problemas na área de construção naval e resolvi fazer o concurso para a Petrobras, ainda em outubro. Quer dizer, eu não fiz o concurso quando me formei em 1962, porque eu tinha uma bolsa de estudos e estava indo pra Itália. Então, resolvi entrar pra Petrobras. Primeiro foi difícil porque não existia ou ninguém sabia o que era engenheiro naval. Só existia engenheiro naval na Marinha. Então, foi uma dificuldade para conseguir me inscrever. Me inscrevi nesse concurso e fiz a prova no dia 27 de outubro de 1963. Me lembro disso lá no Largo de São Francisco, na Escola de Engenharia, passamos a tarde toda num domingo fazendo prova – tarde ou manhã, não lembro. E passei pra Petrobras. Nessa ocasião, estava casado e fui selecionado pra ir pra Bahia, para ser engenheiro de processamento. Mas estava com dificuldade, minha mulher trabalhava em Niterói, ela estava grávida, e disse: “Bom, não vou pra Bahia.” Mais ou menos no final do ano, surgiu a oportunidade de vir para a Fronape, por ser engenheiro naval. Fui chamado mais ou menos em fevereiro, mas sobreveio a Revolução (Golpe Militar ocorrido em primeiro de abril de 1964). Teve aquele processo todo de verificação da sua vida particular e eu só fui admitido em agosto de 1964 – dia 20 de agosto de 1964. Isso aí foi o meu ingresso na Petrobras.
TRAJETÓRIA PROFISSIONAL
Inicialmente, eu tinha sido classificado como engenheiro de processamento pra ir pra Salvador, na Bahia. Eu não quis ir. Aí, depois, por ser engenheiro naval, me chamaram pra Fronape. Estávamos, inclusive, verificando outras possibilidades. Em fevereiro, quando surgiu definitivamente o convite pra vir pra Fronape, para ser engenheiro naval, sobreveio a Revolução. Aí foram verificar a ficha das pessoas. Alguns dos meus colegas que tinham passado no concurso comigo tinham sido até cassados. Quando eu era estudante, fiz parte do diretório acadêmico, mas viram a minha ficha e, inclusive, quando fiz engenharia, fiz também o serviço militar, o NPOR, em Niterói. Sou oficial da reserva também. Então, verificaram que não tinha nenhum problema com a ficha de ingresso e eu fui admitido nesse dia 20 de agosto de 1964, como engenheiro-estagiário.
Eram momentos bastante turbulentos. Na década de 50, teve aquele problema da morte do Getúlio e ainda existia muito do efeito do pós-guerra no mundo todo. E, em 1962, tinha tido uma greve dos marítimos, que deixou muita marca. A Marinha de Guerra tinha assumido o comando dos navios, então eram momentos bastante turbulentos. A gente saindo da Escola e encontrando aqueles momentos turbulentos, ficava meio assustado. Mas disse: “Bom, vim aqui pra trabalhar, vamos ver o que vai acontecer.”
E comecei a trabalhar, atender aos navios. Foi interessante porque sou o primeiro engenheiro naval da Fronape. Naquela ocasião, a Fronape não tinha engenheiro naval, só tinha um engenheiro eletricista. Então, entramos eu e mais um outro colega. Depois, esse outro colega acabou saindo, por outros motivos – não foram motivos políticos – e eu fiquei praticamente sozinho, como o único engenheiro naval. Naquela ocasião, a tecnologia era muito incipiente ainda. Aproveitei que estava recém-saído da Escola, embora no estaleiro eu já tivesse uma função de chefia, mas como entrei como engenheiro-estagiário, disse: “bom, vou entrar por baixo”, e aproveitei para aprender bastante.
Então, fui trabalhar com os navios, fazer manutenção e procurei aprender bastante e me integrar com o trabalho feito pelos marítimos; reconheci o mérito do trabalho deles, que é um trabalho muito difícil. Naquela época, viajava, às vezes, um ou dois anos, ficava meses sem vir ao Brasil – foi quando comecei a entender o trabalho deles. E, pra mim, foi muito importante essa integração do trabalho do pessoal de terra com os marítimos. E vi também que ali tinha muita coisa pra aprender, pra aplicar tudo aquilo que eu tinha aprendido na Escola. Procurei me integrar bastante, conhecer todos os sistemas, todos os detalhes das embarcações. Isso aí foi muito bom. Peguei o lado prático, a aplicação da engenharia. Eu me realizei ali, achei que foi muito bom. E isso pra mim foi importante e me deu um embasamento muito bom. Eu peguei muita prática nesse período. Naquela ocasião, eu usava anel e era chamado de doutor, a minha empregada dizia assim: “Puxa, o seu marido estudou tanto e anda com o macacão sempre sujo, bota e macacão sempre sujos.” Mas é aquele negócio: a gente tem que aprender vendo toda parte prática mesmo. Fazia sempre manutenção com os navios, aqui e em outros portos também. Viajava só esporadicamente. Fazia uma prova de mar, mas não tinha funções a bordo do navio. Quer dizer, a minha função era administrativa, dando suporte ao comandante, chefe de máquinas e demais tripulantes.
De 1964 a 1979, trabalhei na Fronape. Em 1979, fui trabalhar na divisão naval do Detran – Departamento de Transportes –, fui fiscalizar a construção de navios novos. Então eu, que estava na manutenção, fui fiscalizar navios novos. E, antes disso, em 1968, tive uma oportunidade muito interessante que foi fiscalizar uma construção de navios na Dinamarca. Isso também me deu uma visão muito grande do trabalho no exterior. Depois, em 1973, também tive outra oportunidade muito boa: fui chefe de um grupo que foi fiscalizar a construção dos navios – esses velhos C6, do José Bonifácio, dessa classe do Vidal Negreiros e do Cairu – que estavam sendo construídos no Japão. Navios a vapor. Antes, era navio a motor. Então, tive essa visão também. Voltei em 1979, fui trabalhar no Edise, na Divisão Naval do Detran. E acompanhei a fiscalização dos navios. Depois, fui também fiscalizar a construção de navios no Brasil, no estaleiro Caneco, onde tinha começado o meu trabalho, e depois no estaleiro Ishibras.
Em 1991, fui transferido pro Serviço de Engenharia, o Segen, que hoje se chama Engenharia. Aí eu comecei a trabalhar também na parte de navios, depois me desloquei pra parte de offshore. E, em 1999 – já estava pensando até em me aposentar –, fui chamado pra voltar pra Fronape nesse projeto Transpetro. Eu me sinto privilegiado porque vi a parte de manutenção de navios, vi a parte de construção de navios no Brasil e no exterior, vi a parte de offshore. E agora voltei, estou trabalhando como gerente de transportes marítimos, na parte operacional do navio, na parte comercial, na parte produtiva. Então, acho que fechei o ciclo. Poucas pessoas tiveram essa oportunidade, que só a Petrobras pode dar, da gente poder trabalhar em várias áreas dentro da mesma especialidade de engenharia naval. Trabalhei em grande número das áreas possíveis da engenharia. Me sinto realmente realizado e muito feliz por estar ainda atualizado, com toda essa evolução.
AVALIAÇÃO
A Petrobras fazia uma divulgação muito grande na Escola de Engenharia pra tentar atrair pessoal. Quer dizer, tinha que vender a imagem da Petrobras. Quando eu me formei, em 1962, não fiz porque estava com esse curso na Itália e só em 1963 eu fui fazer, quer dizer, a minha turma praticamente tinha feito em 1962. Inclusive tinha umas pessoas que já estavam dentro – porque entrei logo depois da Revolução, em 1965 – e disseram que eles foram cassados etc. Alguns deles tinham feito parte do diretório. E, depois, na Fronape, o trabalho era tão grande que não deu direito pra perceber, a comunicação era muito difícil. Hoje, a gente sabe tudo o que acontece com todo mundo. Antigamente não, a gente não sabia nada que acontecia. É uma diferença muito grande. Sinto muito orgulho de participar desse progresso. Quando a gente vê o passado, houve uma evolução muito grande. Graças a Petrobras que a gente consegue acompanhar esse progresso. Até a década de 70, nossos navios estavam de acordo com o estado da arte. Isso foi muito interessante, a gente acompanhar essa evolução toda. Eu me considero um privilegiado porque comecei a trabalhar em manutenção de navios.
SINDICATO
Como falei, quando eu comecei a trabalhar na Fronape, eu estava casado. Fronape era dedicação integral, não tinha sábado e domingo. Então, nunca teve nenhuma razão, nem pelo sim, nem pelo não. Nunca me filiei não. Sou só sócio da AEPET – Associação dos Engenheiros da Petrobras.
RELAÇÃO SINDICATO-PETROBRAS
Eu acho uma relação muito importante. O Sindicato, inclusive, tem defendido muitos interesses da própria Petrobras. Nós vemos, hoje, quantas privatizações que ocorreram, houve uma porção de tiro n’água e, graças à luta do Sindicato, a Petrobras conseguiu ainda se manter. Houve a quebra do monopólio, mas se verifica que o Sindicato teve uma atuação muito forte nisso.
HISTÓRIAS / CAUSOS / LEMBRANÇAS
Nós batizamos um navio de Milton Lopes em homenagem a um engenheiro da Petrobras, da Bahia, que tinha sido assassinado. Naquela época, havia o interesse em divulgar produtos brasileiros. Esse navio, inclusive, tinha sido negociado por café. Na ocasião, foi solicitado se poderia, em vez de batizar o navio com champagne, batizá-lo com cachaça. E assim foi. Foi o único navio da Fronape batizado com cachaça.
Em 1977, quando fui atender um navio lá em Porto Alegre, que estava com um problema, não conseguia falar porque não tinha comunicação. Quando ia ligar pra Fronape, esperava horas na fila lá na companhia telefônica, quando conseguia linha já tinha fechado o expediente. Então, quando eu conto isso hoje, ninguém acredita. Isso é uma evolução muito grande. Nós só falávamos com o navio via telegrafia. Hoje, já se fala com celular. Houve uma evolução muito grande. Nós acompanhamos navios de casco duplo e a Petrobras foi pioneira nisso. Então, nossos navios evoluíram demais e todo esse sistema de automação, por exemplo, naquela época não tinha nada disso. Você fazia um documento, a secretária batia, o chefe corrigia, tirava uma vírgula, emitia-se outro documento, então esse documento ia e voltava várias vezes. Hoje, o próprio chefe tem que fazer o documento no e-mail e mandar assim mesmo. Os métodos de trabalho mudaram inteiramente. Não tenho dúvida de que houve uma evolução grande. E é o que digo: fico satisfeito de poder ter acompanhado. A gente começa a lembrar o passado, a gente vê como era atrasado, mas era o sistema de trabalho que se tinha. E a Petrobras acompanhou toda essa evolução e deu oportunidade pra todos nós. Nós íamos treinando pra poder fazer esse trabalho, pra mudar toda a gestão. Isso pra mim é muito importante. E, por isso que estou falando, tenho 40 anos de Petrobras. Eu me sinto gratificado, porque vejo alguns colegas que se aposentaram mais cedo, pelo menos eu estou com a cabeça funcionando e a cada dia aprendendo mais. Inclusive nesses cursos a gente vê que tem o velho e o idoso: o velho é aquele que não quer mais saber de nada e o idoso é aquele que está sempre aprendendo. Então, aprendi até que sou idoso em vez de ser velho.
Uma história que achei muito importante – até me arrependo de não ter escrito um livro – foi quando um navio nosso, que fui construir na Dinamarca, o Horta Barbosa, bateu no Golfo Pérsico, em 19 de dezembro de 1972. Foi uma colisão com outro navio, o navio coreano Sea Star. O navio coreano estava carregado e, felizmente, o nosso não. Do navio coreano morreram quatro tripulantes, foi um caos total. Foi no dia 19 de dezembro. Dia 20, viajei pra lá. Só cheguei no dia 22. Tinha que fazer um verdadeiro périplo pra chegar no Golfo Pérsico. Quando chego lá, os nossos tripulantes, todos eles, tinham sido salvos: 22 numa prancha de pintar o navio e 11 numa balsa em que só cabiam quatro ou seis. E o comandante, o chefe de máquinas, o imediato e um praticante ficaram num rebocador pra dar o navio como salvo. Na verdade, o navio foi todo queimado. Quando o navio veio, no dia 25 de dezembro, nós tentamos subir a bordo – o navio estava chegando rebocado – mas devido às condições, ninguém conseguiu subir. O navio tem uma altura de nove metros, era uma verdadeira epopéia. Passamos o Natal – católicos e muçulmanos –, sem comunicação com o Brasil. Aquelas comunicações difíceis. Realmente, foi um trabalho que marcou. Inclusive, eu disse: “Bom, depois desse acidente, nunca mais serei o mesmo.” Foi difícil. Eu, jovem ainda, com o técnico de seguro, tinha que definir se o navio ia ser salvo ou não. Tinha problema de poluição, o navio estava todo queimado, a proa queimada, sem condições de habitabilidade. E o navio estava a oito milhas da costa, para ir a bordo era a maior odisséia. Tivemos que contratar estaleiros, fazer licitação, mas o que me gratificou foi que o navio enguiçou no dia 19 de dezembro; no dia 26 de janeiro, o navio já estava sendo rebocado pela popa, com tudo resolvido. Nós trabalhávamos intensamente lá em Dubai. Hoje, a gente vê fotografias de Dubai, antigamente era tudo rua de terra e com dificuldade de comunicação. Foi um fato que marcou a minha vida. Eu só tenho um arrependimento: não ter escrito um livro. Guardei as documentações todas, mas não tive tempo de escrever o livro. Depois, o navio foi rebocado pela popa, perdeu a proa lá na África do Sul, chegou em Hamburgo todo queimado, em junho. Eu fui pra lá novamente, assistir a reconstrução do navio. E ele saiu em novembro. Naquela ocasião, foram gastos cerca de 12 milhões de dólares. Isso em 1973. Vamos dizer, me gratificou depois que vi aquele navio pronto, já refeito.
PROJETO MEMÓRIA PETROBRAS
Eu gostei. Até me arrependo de não ter trazido mais coisas. Por exemplo, nós temos aqui na Transpetro uma loja e acho que nós devíamos ter uma espécie de museu da Petrobras. Hoje, qualquer país que você vai, qualquer cidade que você visita tem sempre as maquetes dos navios. Então, meu sonho era fazer isso, fazer todas as maquetes dos navios da Fronape, contando a história, quer dizer, contando as diversas pinturas que foram feitas no navio, os diversos cascos, mostrar a evolução para os estudantes. Sugiro que isso seja aproveitado, criado uma espécie de espaço cultural da Petrobras. E esse espaço cultural, no mundo todo, é uma atração turística. Acho que isso tem que ser feito. Tem que se criar um espaço cultural pra colocar a história da Petrobras pros estudantes e até para os estrangeiros. Seria uma atração turística. O estrangeiro vai pagar, satisfeito. A Petrobras devia trabalhar isso. Essa é uma sugestão que eu tinha que dar, porque guardei ao longo da minha vida – minha mulher até reclamou – muitas coisas da história da Petrobras. Então acho que esse momento é muito importante, o Sindicato está fazendo isso em parceria com a Petrobras. E vou mais além, acho que tinha que ter um espaço cultural da Petrobras, onde contasse toda essa história da Petrobras, pra mostrar ao povo brasileiro o esforço que foi feito. Eu vejo que meus filhos, por exemplo, falam: “Pai, não sei como você conseguiu morar em Niterói não tendo ponte.” Quer dizer, as pessoas não imaginam o sacrifício que foi no passado. Acho que era importante isso ficar registrado, divulgando até para motivo de estudo. Nós temos um acervo muito bom. Os estudantes poderiam vir aqui, as pessoas mesmo, não só estudantes, pra conhecer e divulgar uma atração turística onde ficasse colocado o museu. Em qualquer país do mundo é feito isso. Nós temos um acervo muito rico e nós não damos valor a isso. Fica a minha sugestão. Eu sempre dizia: “Puxa, vamos fazer o Museu da Fronape aqui em baixo.” Eu tenho certeza que esse museu seria auto-suficiente. Você podia até cobrar ingresso para as pessoas, para turistas etc. Eles pagariam aquilo tranqüilamente e nós usaríamos pro nosso estudante, pro nosso povo pra poder divulgar o trabalho da Petrobras.
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