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Por: Museu da Pessoa, 6 de junho de 2012

Regando as sementinhas

Esta história contém:

Regando as sementinhas

Meu nome é Gilney. Eu sou 100% nordestino. Moro no mesmo local, onde passei a infância, até hoje, e costumo dizer que é devido à classe social não muito favorecida. Cresci em meios a dificuldades e com problemas sociais pelo local onde moro, mas minha família é tranquila. Meu avô faleceu devido ao álcool, e existe um problema de alcoolismo da parte de minha mãe. Essa localização complica a inserção no mercado de trabalho, você acaba tendo outros meios mais fáceis de ganhar dinheiro, caminhos mais rápidos. A oportunidade de se envolver com drogas, tráfico, prostituição e roubo torna o caminho mais fácil.

Eu passei por essas situações. O uso de drogas na adolescência, tráfico moderado e prostituição. Eu era um pouco mais jovem, adolescente, com dezessete anos, e comecei pelo desejo de conseguir as coisas, acreditava que era mais fácil. Maconha, depois cocaína. Na verdade, experimentei diversas. Eu lembro muito bem, acreditava que na criminalidade existia um respeito, um respeito perante a sociedade, de ser poderoso. Você acha que as pessoas querem seu respeito pois estão com medo, já que você está envolvido com drogas. Era ter o poder do tráfico, o respeito da sociedade e o poder aquisitivo. Então era no que eu acreditava mais novo.

Meu pai, por viajar muito, ficava um pouco à parte, então não sabia. Já minha mãe, sabia melhor do que acontecia, mas ela não perguntava porque era uma fase de transição, eu já trabalhava. Sempre trabalhei. Desde quando comecei a usar, sempre tinha na cabeça que eu tinha que comprar com o meu dinheiro, então trabalhava em diversos lugares, lavava carro, grampeava jornal... Eu tive uma evolução no trabalho. Quando eu tinha mais de quinze anos, tive a oportunidade de ser jovem aprendiz. Tornei-me auxiliar administrativo e eles pagaram o curso.

Fui trabalhar numa empresa como técnico de informática há muito tempo também, antes dessa experiência. Logo depois fui estagiário do...

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Dados de acervo

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Projeto ViraVida Depoimento de “Gilney” Entrevistada por Fernanda Prado e Karen Worcman Salvador, 06 de julho de 2012 Realização Museu da Pessoa Entrevista VV_TM009 Transcrito por Marcia Fernandes / MW Transcrições (Mariana Wolff) Depoimento com vinculação restrita A entrevista na íntegra bem como a identidade dos entrevistados tem veiculação restrita e qualquer uso deve respeitar a confidencialidade destas informações. Para ter acesso à entrevista na íntegra, entre em contato com museologia@museudapessoa.net

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