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Meus pais têm origem humilde. Ele nasceu em Floriano/PI em 29/03/1923 e ela, em Viçosa do Ceará, em 23/01/1926. Casaram-se em Parnaíba/PI em 1946. Desse casamento nasceram sete filhos, um menino e seis meninas. A última menina fui eu, que nasci em 30/06/1966.

Nasci em Fortaleza/CE, onde até hoje moramos meus pais, meu filho, que nasceu em 06/02/1992, e eu.

Quando nasci, minha irmã mais nova ia completar nove anos.

Acredito que tive uma infância muito boa. Cercada de gente que gostava de cuidar de mim. Nossa casa era grande, tinha quintal e ficava em uma rua que era bastante tranqüila.

Na época de chuva ficava tudo cheio dágua. A casa sempre era invadida pelas águas da chuva, o que causava grandes transtornos. Durante minha infância, vi meu pai levantar o piso e o teto da casa quase que anualmente, para evitar que, na próxima temporada de chuva, a casa fosse novamente invadida. Mas o problema só teve solução quando o governo do estado, atendendo um pedido das moradoras do bairro feito em uma audiência com o governador Evandro Aires de Moura - inclusive minha mãe fez parte dessa comissão - executou o serviço de drenagem nas ruas alagadas pelas chuvas. A partir daí, raramente entra água em nossa casa.

Para nós, crianças, esse era um período recheado de coisas boas. Íamos tomar banho em um lugar que chamávamos de sobe-e-desce, que era um riacho que passava por dentro de uma horta que havia em nossa rua, e que quando saía da área da horta, parecia um tobogã, cheio de altos e baixos. Nós fazíamos uma festa, os meninos e as meninas, ou os moleques, como costumavam chamar sempre que aprontávamos algo de que um adulto não gostava.

Foi um período muito bom e gosto demais de recordá-lo.

(Texto enviado em 20 de agosto de 2007)

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