O dilema do Cabo Escrevente com a esposa grávida
(Mauro Leal)
Em agosto de mil novecentos e oitenta e dois numa Unidade Militar
com visão holística e estratégica: Construir, às vezes Destruir, mas sempre Apoiar,
havia um profissional da Escrita e Fazenda, que necessitou ausentar-se às pressas
da sua Companhia, pois logo assim que chegou a bordo, aproximadamente às 07:00h,
recebeu um comunicado que a sua esposa que estava para dar a luz à sua primeira filha,
havia sido conduzida para o Nossa Senhora da Glória, por ter sido rompida a bolsa das águas.
E por não conseguir dar ciência da urgência ao sargenteante, pediu a um integrante do
Posto de Comando, que o fizesse, retirando-se aos passos largos com destino
à maternidade do Glória, para poder estar junto a sua amada neste momento
único e tão sublime. No dia seguinte surpreendentemente o decrépito “teante”,
com uma cara de poucos amigos o enquadrou: - quem é que está grávida?
(fazendo gracejo, se era o militar ou a sua mulher), por ter ficado insatisfeito com a
escapulida momentânea. Daí por diante o clima de camaradagem que existia
no ambiente de trabalho, ficou estremecido. Como o escriba era perspicaz e
dominava o seu ofício, doravante “pé atrás”, e por também presenciar que
o “primeirão GEGE", que só ficava contando nos dedos o tempo para vestir
o tão esperado pijama e que era um tremendo dum embusteiro, matando
o tempo com assuntos de somenos importância, juntamente com o seu auxiliar,
o igualmente desocupado, o renomado “terceirinho”, “feição de órgão sexual feminino”
e ainda por ter no comando da Cia, um “terere” que parecia sofrer com
degeneração cerebral e sialorreia, porque de tudo esquecia e que ainda
cochilava e melava a mesa. Então estrategicamente o Cabo da “pena”
se antecipava em prontificar os expedientes, inclusive os que tinham períodos
a serem cumpridos e que eram de competência...
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O dilema do Cabo Escrevente com a esposa grávida
(Mauro Leal)
Em agosto de mil novecentos e oitenta e dois numa Unidade Militar
com visão holística e estratégica: Construir, às vezes Destruir, mas sempre Apoiar,
havia um profissional da Escrita e Fazenda, que necessitou ausentar-se às pressas
da sua Companhia, pois logo assim que chegou a bordo, aproximadamente às 07:00h,
recebeu um comunicado que a sua esposa que estava para dar a luz à sua primeira filha,
havia sido conduzida para o Nossa Senhora da Glória, por ter sido rompida a bolsa das águas.
E por não conseguir dar ciência da urgência ao sargenteante, pediu a um integrante do
Posto de Comando, que o fizesse, retirando-se aos passos largos com destino
à maternidade do Glória, para poder estar junto a sua amada neste momento
único e tão sublime. No dia seguinte surpreendentemente o decrépito “teante”,
com uma cara de poucos amigos o enquadrou: - quem é que está grávida?
(fazendo gracejo, se era o militar ou a sua mulher), por ter ficado insatisfeito com a
escapulida momentânea. Daí por diante o clima de camaradagem que existia
no ambiente de trabalho, ficou estremecido. Como o escriba era perspicaz e
dominava o seu ofício, doravante “pé atrás”, e por também presenciar que
o “primeirão GEGE", que só ficava contando nos dedos o tempo para vestir
o tão esperado pijama e que era um tremendo dum embusteiro, matando
o tempo com assuntos de somenos importância, juntamente com o seu auxiliar,
o igualmente desocupado, o renomado “terceirinho”, “feição de órgão sexual feminino”
e ainda por ter no comando da Cia, um “terere” que parecia sofrer com
degeneração cerebral e sialorreia, porque de tudo esquecia e que ainda
cochilava e melava a mesa. Então estrategicamente o Cabo da “pena”
se antecipava em prontificar os expedientes, inclusive os que tinham períodos
a serem cumpridos e que eram de competência daquele que ficava no
segundo tempo de expediente a toscanejar, “tirar um bode”.
Aproveitando o momento em que o sargentão “cabide de divisas”
estava perambulando pelo pátio e cassino, fazendo hora de voo,
tomando um cafezinho aqui outro ali, gesticulando a sua
cultura inútil, o esquadra burocrático, taticamente entregava as
documentações prontinhas e impecáveis ao Chefe da Cia, que satisfeito
o agradecia com sorrisos e queixo babado.
E quando à época da avaliação de desempenho,
o vencido “teante, o cara de chuchu”, ficava inconformado,
e pelo saguão tentava manchar a reputação do Cabo papai de primeira viagem:
- Como é que pode isso, o pessoal que pega no pesado, todo
encharcado, enlameado, cheirando a mato, carregando esteira “Ao braço, firme!”,
montando pontes nas ANFIBIEX, PEDRAENG, CASTOR, MARAMBEX, DRAGÃO etc...,
alguns serem avaliados com quatro, outros somente com bom,
enquanto o Escrita arguto, limpinho e sequinho,
era excelentemente conceituado pelo Capitão babão.
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