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O destino é ser da farmácia

Esta história contém:

Projeto: Aché

Realização Instituto Museu da Pessoa

Entrevista de José Vanderlei Uchoa Cardoso

Entrevistado por: Imaculada Lopes

Fortaleza, 02 de julho de 2002

Código: ACHE_CB062

Transcrito por: Maria da Conceição Amaral da Silva

Revisado por: Thayane Laranja dos Anjos

P/1 – Para começar eu gostaria que você dissesse seu nome completo, data e local de nascimento.

R – Meu nome José Vanderlei Uchoa Cardoso. Nasci no dia 8 de abril de 1958. E nasci na cidade de São Luís do Curu, aqui mesmo no Ceará.

P/1 – Onde fica essa cidade?

R – É próxima à capital. 50 minutos de carro.

P/1 - A tua família toda, por parte de mãe e por parte de pai, é dessa mesma cidade?

R – Não, são de um local, um município da cidade de Caucaia, que é Sítios Novos. Depois mamãe e papai resolveram ir para São Luís do Curu, que na verdade essa cidade onde eles nasceram era uma espécie de um povoado, um vilarejo, uma coisa assim. Coisa mais rústica, cidadezinha mais pacata. E eles resolveram ir para São Luís do Curu e de lá vieram para a capital. Eles quiseram que a gente fosse evoluindo para um centro melhor. Eles não quiseram ficar com a gente lá.

P/1 – Como era a vida deles lá, a vida deles, a dos teus avós, a dos teus pais?

R – Era vida na roça mesmo, né? Moravam em fazenda. Tinham criações de tudo, de animais e tinham leite na hora. Faziam farinhada. Tudo isso que o interior proporciona.

P/1 – Tinha plantação também?

R – Tinha plantações.

P/1 – Do quê?

R – De milho, feijão, algodão. Mamãe falou que desde os 8 anos de idade colhia feijão. O feijão e o algodão. O algodão também era muito falado entre eles.

P/1 – E quando eles se mudaram eles foram trabalhar com o quê?

R – Bom, a mamãe sempre bordou, né? Ela bordava. E isso ajudou muito papai. Porque o papai trabalhou sempre como mestre de obras, porque ele era o mestre de tudo quanto ele se propunha a fazer, tá entendendo? Em termos de construções. E ali...

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