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No tempo do carteiro

Esta história contém:

No tempo do carteiro

Quando eu era criança, no final da década de 1960, chamava-me atenção a forma como aquele rapaz, vestido com a farda dos Correios, guiava a sua bicicleta pelas ruas, ou entre os bancos de feira da cidade de Pombal com a desenvoltura de um profissional do ciclismo. Era uma bicicleta Caloi de varão curvo na cor cinza ou verde, não recordo-me bem.

Lá ia “Seu” Ribinha, com uma mão no guidão e outra segurando um amarado de cartas, como se as ruas da cidade fossem as linhas da palma das suas mãos. A cidade não era tão grande e ele conhecia cada morador daquela urbe e de forma que não se dava ao trabalho de se dirigir ao endereço indicado na missiva, pois já sabia aonde encontrar o destinatário, seja em uma loja, em um bar, no seu local de trabalho ou proseando nas esquinas da cidade calorenta de Pombal. A minha admiração pelo trabalho de “Seu” Ribinha era tanta que certa vez eu, ao fazer uma poesia em homenagem a cidade de Pombal, citei em uma estrofe aquele que, no meu pequeno mundo de menino do interior, era um verdadeiro herói.

Na poesia eu descrevia o seu malabarismo com a sua velha Caloi: “Ribinha na bicicleta por entre as panelas de Jubinha, malabarismos sem igual, bola de meia, sirene anunciando onze e meia. Bronze da Matriz, Riacho do Bode, Pedra do Sino”. É interessante como a vida aproxima a história de pessoas que, morando na mesma cidade nunca trocaram sequer uma palavra e que estavam tão distantes e ao mesmo tempo tão ligados nos destinos. Pois bem: anos depois, eu já morando em João Pessoa, ouvi da minha então esposa que na sua adolescência ela encontrou nas páginas da revista “Grande Hotel”, na coluna onde a revista patrocinava a comunicação entre jovens, o endereço de um adolescente Angolano que buscava se comunicar com brasileiros, por conta da facilidade da língua comum aos dois...

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