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Personagem: Adri Silva
Por: Adri Silva, 31 de outubro de 2022

Não deixe pra depois

Esta história contém:

Em 1987, quando tínhamos 14 anos, ELE começou a me “cercar” e dizer para um monte de amigos nosso que gostava de mim. Frequentávamos a mesma igreja e nos conhecíamos desde sempre, mas só em 1984 nossas famílias se aproximaram. E esta amizade com toda a família persiste até hoje.

Eu era muito tímida, tinha vergonha da própria sombra. Quando qualquer menino se aproximava de mim eu fugia como se foge do diabo e não foi diferente com ele, mas em uma tarde, em uma programação da igreja, nossos olhares se encontraram... não sei explicar..., mas Eu me apaixonei. Ele? ... eu não sei... Talvez... Éramos tão crianças... o que eu poderia esperar dele?

No dia 10/10/1987, em uma comemoração do Dia das Crianças na casa de uma tia dele, ele tentou se aproximar, nossos amigos nos deixaram sozinhos..., mas eu não conseguia mover um músculo ou falar qualquer coisa. Ele acreditava que naquele dia sairia pelo menos um beijo, mas eu não consegui... Eu nunca tinha estado tão perto de um menino até então... não sabia o que fazer... não disse sim nem não... enfim... estraguei tudo...

Desde aquele dia ELE nunca mais saiu dos meus pensamentos.

O meu medo era que eu nunca tinha beijado ninguém e me recusava a ficar com ele, porque se ele percebesse ele zombaria de mim. (Pelo menos era isso que eu acreditava)

Uma vez ele me levou até o portão de casa e eu tentei deixar o beijo sair... ele encostou os lábios nos meus... e quando tentou usar a língua, eu virei o rosto e não permiti... eu queria tanto, mas não consegui agir... ter uma atitude. E depois ficava aquela sensação de vazio quando ele ia embora.

Em 1988, eu com 15 anos, já morreria por ele se fosse preciso. Mas ficamos naquele jogo. Ele vinha atrás, eu fugia porque tinha vergonha de não saber beijar. E então descobri que ele tinha muitas “namoradas”, que assim como dava em cima de mim, fazia o mesmo com outras... uma lista imensa. Aquilo acabou comigo. Ver ele com outras me...

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Palavras-chave: amor

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