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Desde bem pequena eu tinha “verdadeira loucura” para ir para a escola. Meus pais me estimulavam muito porque era uma forma para eu trocar o “meu soninho” (meu xalezinho de dormir), e a minha chupeta pela idéia de poder ir para a escola. Minha mãe falava assim: __Se você não largar a chupeta, a professora não deixa você entrar na escola. Eu respondi, admirada: __É mamãe Mas, eu guardo na minha pasta. Mamãe respondeu: __Se a professora pegar ela não devolve mais, aqui em casa eu guardo para você. Como não havia acordo, ela respondeu: __E pelo que eu sei, só vai para a escola quem não chupa mais chupeta. Após este forte argumento, com cinco anos de idade fui plenamente convencida a largar o “soninho” e a chupeta porque eu tinha verdadeira paixão pela idéia de poder ir para a escola. Sempre falava que queria ser professora Mesmo meu discordando muito, pois dizia que era uma profissão muito árdua, e que ganhava muito pouco; apesar de ter verdadeira admiração por esta profissão.

Por fim chegou o magnífico dia O meu primeiro dia de aula Após uma grande mobilização da comunidade pela conquista desta escola para o bairro.

Houve uma pequena confusão por parte da minha mãe. As aulas começavam às 11:00 horas. Percebi que minhas vizinhas estavam todas uniformizadas e indo para a escola. Mamãe perdeu o horário porque estava lavando roupas, e distraída não percebeu que já estava na hora de levar-me para a escola. Tentou convencer-me para que fossemos para a escola no dia seguinte. Comecei a chorar muito. Então, ela apressadamente colocou meu uniforme: sainha azul marinho de pregas, camisa branca, meias ¾ branca, além do conga azul marinho, é claro

Preparou rapidamente meu lanchinho, e levou-me para a escola. No meio do caminho, comecei a chorar novamente porque imaginei que se eu estava atrasada, a professora não iria deixar que eu entrasse na escola. Mamãe, novamente conversou comigo explicando que falaria com a professora...

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