Embora não sendo muito devoto do Padre, faz anos que vinha dizendo que gostaria de conhecer o Juazeiro do Norte e as terras do Meu Padim, Pade Ciço, pois desde criança escutava as histórias dos romeiros sobre o local, sua fé e devoção ao Santo Nordestino. O momento chegou. Depois de um dia inteiro percorrendo cidades do Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará, por fim chegamos à terra prometida. A imagem, o horto, o túmulo, a igreja, a casa, os locais onde o padre passou, era motivo de curiosidade. De pronto, fomos aos pés da imagem rezar e agradecer não sei o que, mas agradecemos. Fitas, rodear o cajado do padre, foi nosso ritual, logo em seguida, a casa onde ele morou, fazia parte das nossas curiosidades. Na sala de entrada um ambiente acolhedor, um mezanino em estilo colonial, imagens sagras e dois ambientes repletos de ex-votos. Na quarta sala, uma representação de Padre Cicero, na mesa com a beata Maria Araújo. O local, ufa! esse de uma energia incrível, afinal, ali o povo deposita toda sua fé. Nas salas seguintes, exposições do cotidiano do religioso, inclusive seu quarto de dormir, com objetos pertencentes a ele e imagens representando seu dia a dia. Na cozinha, grandes potes com água, talvez benta, onde nos deram copos descartáveis para poder degustar o líquido milagroso. Homens, mulheres velhos e crianças, seguem o mesmo ritual, afinal, ir ao Juazeiro e não beber da água do Padre, é mesmo que ir a Roma e não ver o Papa. Na outra casa onde ele morou, a tão falada mesa. “Quem não conseguir levantar é por que tem pouca fé”, era assim que falavam os romeiros em Taipu. Pobre de mim, além da mesa ser enorme e pesada, estava presa ao chão. Impossível de se levantar, não sei se pela minha pouca fé, ou pelas amaras da velha e pesada mesa, eu nem tentei. Bom! sai de lá, satisfeito. Dali, fomos a Capela de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, uma construção de 1908, onde descansa o Santo Padre. Orações, gente pagando...
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Embora não sendo muito devoto do Padre, faz anos que vinha dizendo que gostaria de conhecer o Juazeiro do Norte e as terras do Meu Padim, Pade Ciço, pois desde criança escutava as histórias dos romeiros sobre o local, sua fé e devoção ao Santo Nordestino. O momento chegou. Depois de um dia inteiro percorrendo cidades do Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará, por fim chegamos à terra prometida. A imagem, o horto, o túmulo, a igreja, a casa, os locais onde o padre passou, era motivo de curiosidade. De pronto, fomos aos pés da imagem rezar e agradecer não sei o que, mas agradecemos. Fitas, rodear o cajado do padre, foi nosso ritual, logo em seguida, a casa onde ele morou, fazia parte das nossas curiosidades. Na sala de entrada um ambiente acolhedor, um mezanino em estilo colonial, imagens sagras e dois ambientes repletos de ex-votos. Na quarta sala, uma representação de Padre Cicero, na mesa com a beata Maria Araújo. O local, ufa! esse de uma energia incrível, afinal, ali o povo deposita toda sua fé. Nas salas seguintes, exposições do cotidiano do religioso, inclusive seu quarto de dormir, com objetos pertencentes a ele e imagens representando seu dia a dia. Na cozinha, grandes potes com água, talvez benta, onde nos deram copos descartáveis para poder degustar o líquido milagroso. Homens, mulheres velhos e crianças, seguem o mesmo ritual, afinal, ir ao Juazeiro e não beber da água do Padre, é mesmo que ir a Roma e não ver o Papa. Na outra casa onde ele morou, a tão falada mesa. “Quem não conseguir levantar é por que tem pouca fé”, era assim que falavam os romeiros em Taipu. Pobre de mim, além da mesa ser enorme e pesada, estava presa ao chão. Impossível de se levantar, não sei se pela minha pouca fé, ou pelas amaras da velha e pesada mesa, eu nem tentei. Bom! sai de lá, satisfeito. Dali, fomos a Capela de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, uma construção de 1908, onde descansa o Santo Padre. Orações, gente pagando promessas, missas, ex-votos é o cotidiano do local, nela, a fé bate mais forte, afinal, é lá que descansa meu “Padim”. Depois de um dia no Juazeiro, rumamos ao Crato e Barbalha, locais também de muita devoção. Em Barbalha, a cidade estava toda enfeitada, afinal no domingo dia 02 de junho, o pau de Santo Antônio sairia pelas ruas da cidade. Para tudo isso, haja fé, pois o tradicional evento marca o início dos festejos em homenagem ao padroeiro da cidade. A árvore escolhida é uma Copaíba de aproximadamente 24 metros e 3 toneladas. O pau do Santo é grande, mas cheio de alegria, o povo aguenta. Assim foi nossa passagem por Juazeiro do Norte, local de fé, devoção e amor ao homem que há muito tempo é o Santo do povo Nordestino. Tenho dito, ele é forte. Taipu-RN, madrugada de 10 de junho de 2024
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