Mary Vargas Uma Vida Dedicada à Cultura e à Arte
Capítulo 1 - As raízes de uma história
Mary Vargas nasceu em 31 de agosto de 1940, em Taquari, no Rio Grande do Sul.
Sua infância foi tranquila, cercada pelo carinho da família. Era uma menina amada e mimada, como costumam ser aquelas crianças que crescem recebendo atenção, cuidado e muito afeto dentro de casa.
Mary nasceu de uma história familiar marcada pelo encontro de duas culturas.
Seu pai era inglês, um homem que deixou sua terra natal e veio para o Brasil. Sua mãe era italiana, que também atravessou o oceano em busca de uma nova vida em terras brasileiras.
Foi no Brasil que os caminhos dos dois se encontraram.
Vindos de lugares diferentes, carregando consigo suas culturas, seus costumes, suas histórias e seus sonhos, eles se conheceram, apaixonaram-se e decidiram construir juntos uma família.
Desse encontro nasceu uma família numerosa: sete filhos.
Mary cresceu nesse ambiente familiar, aprendendo desde cedo o valor dos laços, da convivência e da união. A casa era também um espaço de histórias, diferenças culturais e experiências compartilhadas.
Entre os sete irmãos, Mary viveu uma infância tranqüila e recebeu muito carinho. Esse período de sua vida deixou marcas importantes em sua personalidade e ajudou a formar a mulher que viria a ser.
Talvez tenha sido justamente nessa infância cercada de afeto que começou a nascer uma das características que acompanhariam Mary por toda a vida: a capacidade de valorizar as pessoas e acreditar na força dos encontros.
Anos mais tarde, essa menina de Taquari se tornaria mulher, mãe, líder e uma importante personagem na construção de uma trajetória dedicada à cultura e à arte.
Mas, antes disso, a vida ainda reservaria muitos caminhos, encontros, desafios e sonhos.
Capítulo 2 - O Encontro que Mudou Tudo
A juventude de Mary Vargas foi marcada por um encontro que mudaria para sempre o rumo de sua vida.
Foi através de seu...
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Capítulo 1 - As raízes de uma história
Mary Vargas nasceu em 31 de agosto de 1940, em Taquari, no Rio Grande do Sul.
Sua infância foi tranquila, cercada pelo carinho da família. Era uma menina amada e mimada, como costumam ser aquelas crianças que crescem recebendo atenção, cuidado e muito afeto dentro de casa.
Mary nasceu de uma história familiar marcada pelo encontro de duas culturas.
Seu pai era inglês, um homem que deixou sua terra natal e veio para o Brasil. Sua mãe era italiana, que também atravessou o oceano em busca de uma nova vida em terras brasileiras.
Foi no Brasil que os caminhos dos dois se encontraram.
Vindos de lugares diferentes, carregando consigo suas culturas, seus costumes, suas histórias e seus sonhos, eles se conheceram, apaixonaram-se e decidiram construir juntos uma família.
Desse encontro nasceu uma família numerosa: sete filhos.
Mary cresceu nesse ambiente familiar, aprendendo desde cedo o valor dos laços, da convivência e da união. A casa era também um espaço de histórias, diferenças culturais e experiências compartilhadas.
Entre os sete irmãos, Mary viveu uma infância tranqüila e recebeu muito carinho. Esse período de sua vida deixou marcas importantes em sua personalidade e ajudou a formar a mulher que viria a ser.
Talvez tenha sido justamente nessa infância cercada de afeto que começou a nascer uma das características que acompanhariam Mary por toda a vida: a capacidade de valorizar as pessoas e acreditar na força dos encontros.
Anos mais tarde, essa menina de Taquari se tornaria mulher, mãe, líder e uma importante personagem na construção de uma trajetória dedicada à cultura e à arte.
Mas, antes disso, a vida ainda reservaria muitos caminhos, encontros, desafios e sonhos.
Capítulo 2 - O Encontro que Mudou Tudo
A juventude de Mary Vargas foi marcada por um encontro que mudaria para sempre o rumo de sua vida.
Foi através de seu então namorado que Mary conheceu aquele que viria a ser o grande amor de sua vida e seu futuro marido.
E o que aconteceu naquele primeiro encontro não foi apenas uma amizade ou uma aproximação casual.
Foi amor à primeira vista.
Diante daquele novo olhar, daquele encontro inesperado, Mary percebeu que algo havia mudado dentro dela. Era como se a vida tivesse colocado diante de seus olhos uma pessoa que ela ainda não conhecia, mas que, de alguma maneira, parecia destinada a fazer parte de sua história.
Mary tomou então uma decisão que mudaria seu caminho.
Deixou para trás o relacionamento que tinha naquele momento e escolheu seguir o sentimento que havia nascido naquele encontro.
Não foi simplesmente uma escolha entre dois homens.
Foi à escolha de seguir o coração.
Aquele encontro deu início a uma história de amor que atravessaria os anos e que resultaria em casamento, família, filhos, sonhos compartilhados e muitos capítulos de uma vida construída a dois.
O homem que Mary conheceu naquele momento deixaria de ser apenas um novo amor.
Seria seu único amor, seu companheiro e seu futuro marido.
E assim começava uma das partes mais importantes da história de Mary Vargas: a construção de sua própria família e de uma vida que, muitos anos depois, também estaria profundamente ligada à cultura, à arte e ao sonho de deixar um legado.
Algumas histórias começam lentamente.
A de Mary começou com um olhar.
Capítulo 3 - A Família, o Amor e os Filhos
Do amor que nasceu naquele primeiro encontro, Mary Vargas construiu uma família.
Ao lado de seu grande amor e futuro marido, viveu uma história que ganhou novos sentidos com a chegada dos filhos: Roger e Rosa.
Primeiro veio Roger, trazendo uma nova dimensão para a vida do casal. Depois nasceu Rosa, a menina que cresceria sob o olhar atento, amoroso e protetor de sua mãe.
Para Mary, ser mãe não era apenas uma responsabilidade. Era uma das maiores realizações de sua vida.
A família passou a ocupar um lugar central em sua caminhada. Entre os desafios da vida, as alegrias, as preocupações e os sonhos, Mary encontrou nos filhos uma razão ainda maior para seguir em frente.
Roger e Rosa cresceram acompanhando a trajetória de uma mulher que não se limitava ao papel de mãe. Mary era também uma mulher de personalidade forte, de sonhos e de grande capacidade de realização.
E, com o passar dos anos, a filha Rosa também construiria sua própria trajetória no universo da comunicação, da arte e da cultura, dando origem a novos projetos e sonhos.
Entre eles, surgiria o “Vem com a Roza”, nome que carregaria consigo não apenas a identidade de Rosa, mas também parte da história, dos valores e da inspiração recebida dentro de sua família.
A história de Mary, portanto, não termina nela.
Ela continua através dos filhos, dos projetos, das pessoas que conheceu e de tudo aquilo que ajudou a construir.
Porque uma mãe deixa muito mais do que lembranças.
Deixa raízes.
E as raízes plantadas por Mary Vargas ainda continuam dando frutos.
Capítulo 4 - A Artista que Escolheu a Família
Antes de ser esposa, mãe, mais tarde, presidente do Instituto Vargas Cultural e Artístico, Mary Vargas já carregava dentro de si uma artista.
Ainda jovem, descobriu na música uma forma de expressão. Tocava gaita e cantava, levando sua voz e seu talento para os espaços onde a cultura acontecia.
Sua trajetória artística também passou pelo rádio. Mary chegou a cantar na Rádio de São Leopoldo, vivendo momentos que certamente ficaram guardados para sempre em sua memória.
Mas a arte não estava presente apenas na música.
Mary também se aventurou pelo teatro, tornando-se atriz e experimentando a emoção de estar diante do público, interpretando personagens e vivendo, através da cena, outras histórias.
Era uma jovem com talento, sonhos e possibilidades.
Porém, a vida lhe apresentou outro caminho.
Quando conheceu o amor de sua vida, casou-se e construiu sua família, Mary tomou uma decisão que marcou profundamente sua trajetória: deixou a carreira artística para dedicar-se ao marido e aos filhos.
A artista deu lugar à esposa. A atriz deu lugar à mãe.
A cantora e instrumentista passou a viver os bastidores de uma família.
E foi assim que Mary dedicou muitos anos de sua vida ao cuidado da casa, do marido e dos filhos, colocando sua família à frente de seus próprios sonhos artísticos.
Mas talvez a arte nunca tenha realmente deixado Mary. Ela apenas ficou adormecida.
Porque quem nasce com a arte dentro de si pode até mudar de palco, mas nunca deixa de ser artista.
O palco de Mary, durante muitos anos, foi sua própria casa. Sua platéia era a família. Seus maiores personagens foram os de esposa e mãe.
E, muitos anos depois, aquela mulher que havia cantado no rádio, tocado gaita e atuado no teatro encontraria novamente o caminho da cultura.
Dessa vez, não apenas como artista. Mas como uma mulher determinada a construir um legado cultural.
E é nessa nova fase que começa a nascer à história do Instituto Vargas Cultural e Artístico.
Capítulo 5 - Um Sonho que se Tornou Instituto
Depois de tantos anos dedicados ao marido e aos filhos, a artista que sempre existiu dentro de Mary Vargas voltou a encontrar seu caminho.
Há cerca de 20 anos, nasceu o Instituto Vargas Cultural e Artístico.
A idéia não surgiu simplesmente da vontade de criar mais uma instituição cultural. Nasceu de algo muito maior: o desejo de ajudar pessoas que sonham com o mundo das artes, mas que não possuem condições financeiras para realizar seus sonhos.
Mary conhecia, desde a juventude, a força transformadora da arte.
Ela havia tocado gaita, cantado em rádio e vivido o teatro. Sabia o que significava ter um sonho artístico e também conhecia as dificuldades que muitas pessoas enfrentam para conseguir uma oportunidade.
Por isso, decidiu transformar sua própria experiência em uma missão.
Se um jovem sonhava em cantar, atuar, dançar ou encontrar seu lugar no universo artístico, Mary queria que a falta de dinheiro não fosse o motivo para esse sonho morrer.
Foi assim que o Instituto começou a ganhar vida.
O sonho de Mary passou a ser também o sonho de muitas outras pessoas.
O Instituto Vargas Cultural e Artístico nasceu com uma filosofia simples, mas poderosa: a arte deve estar ao alcance de todos.
Para Mary, talento não deveria depender de condição financeira.
Uma pessoa poderia nascer em uma família humilde e ainda assim carregar dentro de si uma grande cantora, um grande ator, uma bailarina, um músico, um escritor ou um artista.
Era preciso apenas uma oportunidade. E Mary decidiu ajudar a criar essas oportunidades.
Ao longo desses anos, o Instituto tornou-se parte de sua missão de vida. Aquela jovem que um dia cantou no rádio e atuou no teatro, e que havia deixado a carreira artística para cuidar da família, agora retornava ao universo da arte de uma maneira diferente.
Não estava mais apenas no palco.
Estava ajudando a construir palcos para outras pessoas.
E talvez esse seja um dos maiores legados de Mary Vargas: transformar a própria paixão pela arte em uma porta aberta para aqueles que ainda procuram uma oportunidade para realizar seus sonhos.
Hoje, à frente do Instituto Vargas Cultural e Artístico, Mary continua carregando o mesmo sentimento que a acompanhou desde a juventude:
Acreditar que todo sonho merece uma chance.
Capítulo 6 - Caviar com Feijão e o Retorno aos Palcos
Entre os grandes momentos da trajetória do Instituto Vargas Cultural e Artístico está à realização de “Caviar com Feijão”, uma novela que marcou a história da produção audiovisual no Rio Grande do Sul.
A produção teve um significado especial: foi à primeira novela gravada no Rio Grande do Sul com atores locais formados pelo Instituto Vargas.
Mais do que uma produção artística, Caviar com Feijão representou a concretização de um dos maiores sonhos de Mary Vargas: dar oportunidade a artistas que buscavam um espaço para mostrar seu talento.
E Mary não ficou apenas nos bastidores. Ela também entrou em cena.
Na novela, interpretou Marines, uma viúva e mãe de sete filhos, uma personagem divertida, carismática e cheia de personalidade.
Marines conquistou o público e também aqueles que estavam envolvidos na produção. Com seu jeito espontâneo e divertido, Mary deu vida à personagem com uma interpretação que deixou sua marca.
Era como se aquela jovem que um dia havia cantado no rádio e atuado no teatro estivesse reencontrando, muitos anos depois, uma parte de si mesma.
Mas agora havia algo diferente. Mary não estava apenas realizando um antigo sonho artístico.
Ela estava dividindo o palco com artistas que ajudou a formar.
Como professora de teatro, Mary passou a exercer uma função ainda mais importante: ensinar, orientar, incentivar e preparar novos talentos.
Sua experiência diante das câmeras e nos palcos somou-se à sua capacidade de ensinar.
Mary atua com maestria, mas sua maior qualidade talvez esteja na capacidade de fazer com que seus alunos acreditem em si mesmos.
Para ela, ensinar teatro nunca foi apenas ensinar a decorar falas ou interpretar personagens. Foi ensinar coragem. Ensinar expressão. Ensinar disciplina.
Ensinar que uma pessoa pode transformar sua própria história quando encontra uma oportunidade.
E foi assim que a trajetória de Mary completou um círculo. A menina que cresceu em Taquari. A jovem que tocou gaita e cantou na Rádio de São Leopoldo.
A atriz de teatro que deixou os palcos para ser esposa e mãe. A mulher que criou uma família.
E, mais tarde, a presidente do Instituto Vargas Cultural e Artístico que abriu as portas da arte para aqueles que não podiam pagar.
Mary voltou ao palco. Mas dessa vez ela não estava sozinha.
Ao seu lado estavam os artistas que ajudou a formar.
E talvez seja justamente aí que esteja a verdadeira grandeza de sua história: Mary não quis apenas ser artista. Ela quis formar artistas.
Capítulo 7 - Do Palco para o Cinema
O trabalho de Mary Vargas e do Instituto Vargas Cultural e Artístico não ficou restrito aos palcos.
Com o passar dos anos, o Instituto ampliou sua atuação e passou a investir também na produção audiovisual, criando novas oportunidades para atores, técnicos e artistas que buscavam espaço para desenvolver seus talentos.
Entre essas produções está o média-metragem “Os Vampiros Também Amam”, uma obra que representa esse momento de expansão do Instituto para o universo cinematográfico.
Mas a produção audiovisual foi muito além de um único filme.
O Instituto Vargas realizou também diversos curtas-metragens, entre eles:
• Gotas de Sangue
• Como Eliminar Seu Marido
• Os 7 Pecados Capitais
• Corações Apaixonados
• Crime no Elevador
• Como No Cinema Talvez
• Sangue Italiano
• Não Mais Que Uma História de Amor
• Funcionários
• Prestação de Contas
• A Vila dos Negros
• Wood Allen Revisitado
• Notícias Tristes
• A Vida Indoo
• Mrs. Sakustska
Cada produção representou uma nova experiência e, principalmente, uma nova oportunidade para aqueles que encontravam no Instituto um caminho para entrar no mundo das artes. Assim, o sonho de Mary foi ganhando novas formas.
Primeiro veio à experiência que ela própria viveu como artista: a música, o rádio e o teatro. Depois, veio o trabalho como professora, formando novos atores. E então surgiu o cinema. A câmera passou a registrar não apenas histórias, mas também sonhos.
Para muitos dos participantes, estar em uma produção audiovisual significava muito mais do que aparecer diante de uma câmera. Era a possibilidade de aprender, experimentar, criar e descobrir que também poderiam fazer parte do universo artístico.
E essa talvez seja uma das maiores características do trabalho de Mary Vargas: ela transforma a cultura em oportunidade.
O Instituto Vargas Cultural e Artístico tornou-se um espaço onde pessoas comuns poderiam descobrir talentos que talvez permanecessem escondidos se não encontrassem alguém disposto a acreditar nelas.
Mary acreditou. Acreditou nos artistas. Acreditou nos alunos.
Acreditou na força do teatro. Acreditou no cinema.
E, acima de tudo, acreditou que a arte pode mudar a vida de uma pessoa.
Por isso, cada peça, cada novela, cada filme e cada curta-metragem produzido pelo Instituto faz parte de uma história maior.
A história de uma mulher que começou sua própria trajetória artística ainda jovem e que, décadas depois, transformou sua paixão pela arte em uma missão:
Abrir caminhos para que outras pessoas também pudessem realizar seus sonhos.
Capítulo 8 - Quando a Vida Colocou Mary à Prova
Ao longo de sua trajetória, Mary Vargas enfrentou muitos desafios. Mas houve momentos em que as dificuldades pareceram maiores do que qualquer sonho.
Ela enfrentou a pandemia, período que trouxe medo, isolamento e incertezas para milhões de pessoas e atingiu profundamente o mundo da cultura e das artes. Teatros fecharam. Projetos foram interrompidos. Artistas ficaram sem espaço para trabalhar.
O mundo cultural, que depende tanto da presença, do encontro e da convivência, precisou parar. Mas Mary não parou de acreditar.
Mesmo diante das dificuldades, ela manteve viva a esperança de que a arte voltaria a ocupar os palcos, as telas e os corações. E quando parecia que os desafios já haviam sido grandes demais, veio outro golpe.
Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou uma das maiores enchentes de sua história.
Mais uma vez, Mary precisou enfrentar um momento extremamente difícil.
Mas havia algo que ela nunca perdeu: À vontade de continuar.
Mary nunca pensou em desistir. Nem quando as circunstâncias pareciam dizer que era impossível. Nem quando a cultura enfrentava dificuldades. Nem quando as águas trouxeram destruição e incerteza.
Sua história havia ensinado a ela que sonhos verdadeiros não desaparecem diante das dificuldades.Eles se fortalecem.
A mulher que um dia deixou sua carreira artística para cuidar da família encontrou, décadas depois, uma nova missão: lutar para que outras pessoas pudessem viver aquilo que ela própria havia experimentado - a emoção de estar diante de uma platéia, de interpretar, cantar, criar e fazer arte.
A pandemia tentou silenciar os palcos. A enchente de 2024 tentou apagar caminhos. Mas Mary continuou.
Porque desistir nunca fez parte de sua história. A cada dificuldade, ela encontrou uma razão para seguir.
E talvez seja justamente essa capacidade de permanecer de pé que melhor define Mary Vargas.
Ela não construiu sua história porque teve uma vida sem dificuldades. Construiu porque, diante de cada dificuldade, escolheu continuar.
Hoje, sua trajetória carrega não apenas as lembranças de uma artista, de uma mãe, de uma professora e de uma presidente de instituto cultural.
Carrega a marca de uma mulher que aprendeu que, quando existe um sonho pelo qual lutar, sempre existe uma razão para recomeçar.
Capítulo 9 - Pessoas que Caminharam ao Lado de Mary
Nenhuma grande história é construída completamente sozinha. Ao longo de sua caminhada no mundo da cultura e da arte, Mary Vargas encontrou pessoas que acreditaram em seus projetos, compartilharam sonhos e ajudaram a transformar idéias em realidade.
Entre essas pessoas, existe alguém que ocupa um lugar absolutamente especial: Rosa Vargas, sua filha.
Rosa esteve presente em momentos importantes dessa trajetória, tornando-se uma parceira fundamental na caminhada de Mary. Filha e mãe passaram a compartilhar não apenas os laços familiares, mas também o amor pela comunicação, pela arte e pela cultura.
A história de Mary e Rosa é, portanto, também uma história de continuidade. A mãe abriu caminhos. A filha caminhou ao seu lado.
E juntas ajudaram a manter vivo um projeto que nasceu do desejo de oferecer oportunidades a quem sonhava com a arte. Mas outras pessoas também tiveram papel importante nessa trajetória.
Entre elas estão Davi Camargo e Eloisa Porazza, nomes que fazem parte da história construída ao redor do Instituto Vargas Cultural e Artístico. Cada pessoa que passou por essa caminhada deixou uma contribuição. Alguns emprestaram seu talento. Outros ofereceram conhecimento. Alguns ajudaram na realização dos projetos. E muitos simplesmente acreditaram.
É assim que uma instituição cultural cresce: através de pessoas que entendem que a arte não pertence a um único indivíduo. Ela é construída coletivamente.
Mary sempre teve a capacidade de reunir pessoas em torno de seus sonhos. E talvez essa seja uma das razões pelas quais, depois de tantos anos, sua história continua viva. Porque quando uma pessoa acredita em um sonho, ela pode realizá-lo.
Mas quando consegue fazer outras pessoas acreditarem junto, esse sonho deixa de ser apenas pessoal. Ele se transforma em legado.
E é esse legado que Mary Vargas continua construindo através do Instituto Vargas Cultural e Artístico. Uma história de família. Uma história de amizade. Uma história de arte. E, acima de tudo, uma história de pessoas que escolheram acreditar.
Capítulo 10 - O Sonho que Ainda Continua
A história de Mary Vargas não termina com aquilo que já foi realizado.
Depois de décadas dedicadas à família, ao teatro, ao cinema, à formação de artistas e à construção do Instituto Vargas Cultural e Artístico, Mary ainda sonha. E talvez esse seja um dos maiores sinais de sua força.
Hoje, um de seus grandes desejos é construir uma cultura mais voltada para a terceira idade, um público que, para ela, muitas vezes é esquecido.
Mary acredita que envelhecer não significa deixar de sonhar. Não significa abandonar a arte. Não significa deixar de criar, aprender, atuar, cantar ou participar. Pelo contrário. A terceira idade carrega histórias, experiências, memórias e conhecimentos que precisam ser valorizados.
São pessoas que viveram muitas décadas, atravessaram mudanças, construíram famílias, enfrentaram dificuldades e têm muito a ensinar às novas gerações. Para Mary, essas pessoas não devem ser colocadas à margem da cultura. Devem estar no centro dela.
Seu sonho é criar espaços onde a terceira idade possa reencontrar a arte, a convivência e a alegria. Um lugar onde alguém possa descobrir, aos 60, 70, 80 anos ou mais, que ainda é possível subir ao palco.
Ainda é possível cantar. Ainda é possível atuar. Ainda é possível aprender. Ainda é possível fazer novos amigos.
Ainda é possível realizar um sonho que talvez tenha sido adiado durante toda uma vida. Esse pensamento tem uma profunda ligação com a própria história de Mary.
Ela sabe que os sonhos podem esperar. Mas também sabe que eles não precisam morrer. A menina que um dia tocou gaita e cantou no rádio. A jovem atriz de teatro. A esposa. A mãe de Roger e Rosa. A professora.
A atriz que interpretou Marines em Caviar com Feijão. A presidente do Instituto Vargas Cultural e Artístico. A mulher que enfrentou a pandemia e a enchente de 2024 sem pensar em desistir.
Todas essas mulheres vivem dentro de Mary. E agora existe uma nova missão: Dar voz e espaço àqueles que o tempo muitas vezes faz parecer invisíveis.
Mary quer mostrar que a terceira idade também pode ser protagonista. Porque cultura não tem idade. Arte não tem idade. Sonhos não têm idade.
E enquanto Mary continuar sonhando, sua história continuará sendo escrita. Mary Vargas não quer apenas deixar um legado. Ela quer continuar construindo um futuro. Um futuro onde ninguém seja velho demais para sonhar.
Capítulo 11 - A Mulher por Trás da Artista
Para o público, Mary Vargas é presidente do Instituto Vargas Cultural e Artístico. Para seus alunos, é professora, incentivadora e referência.
Para os artistas que passaram por sua trajetória, é alguém que abriu portas e acreditou em seus talentos. Mas, para quem teve o privilégio de conviver com ela dentro de casa, Mary é muito mais.
É mãe. E, para Rosa, sua filha, Mary sempre foi uma mãe maravilhosa.
Uma mulher amiga, companheira, dedicada e incentivadora, que esteve presente não apenas nos momentos de alegria, mas também quando a vida exigia força.
Mary sempre teve uma maneira especial de encorajar as pessoas. Quando alguém dizia que não conseguiria, ela procurava mostrar que era possível.
Quando surgia uma dificuldade, ela encontrava uma maneira de seguir. E quando a vida ficava pesada demais, Mary tinha uma arma que nunca abandonou: O bom humor.
Divertida, espontânea e sempre disposta a arrancar um sorriso de quem estava ao seu lado, Mary transformava muitos momentos difíceis em histórias para contar.
Talvez essa seja uma das características mais bonitas de sua personalidade. Ela não permitia que os problemas tirassem completamente a alegria de viver.
Mary sabe rir. Sabe brincar. Sabe conversar. Sabe acolher. E sabe, principalmente, estar ao lado das pessoas.
Como mãe, ensinou muito mais através de suas atitudes do que através de palavras. Ensinou que é preciso acreditar. Que é preciso trabalhar.
Que é preciso lutar pelos sonhos. E que nunca devemos desistir de quem somos.
Rosa cresceu vendo sua mãe enfrentar desafios, construir projetos, ajudar artistas e continuar acreditando na cultura mesmo quando tudo parecia difícil.
Por isso, quando olha para a trajetória de Mary, não enxerga apenas uma mulher que construiu uma instituição. Enxerga a mãe que esteve ao seu lado. A amiga que sempre incentivou. A companheira de tantas histórias. A mulher dedicada à família. A artista que nunca deixou de sonhar.
E a pessoa divertida que, mesmo diante das dificuldades, sempre encontrou um motivo para sorrir. É impossível contar a história de Mary Vargas sem falar de suas conquistas. Mas também é impossível contar sua história sem falar de seu coração.
Porque antes de ser presidente, professora, atriz ou produtora cultural, Mary é - e sempre será - uma mãe que deixou marcas profundas na vida de seus filhos e de todos aqueles que tiveram a felicidade de cruzar seu caminho. E talvez seja esse o maior de todos os seus papéis.
Ser Mary.
Epílogo - Nunca Deixe de Sonhar
Ao olhar para a trajetória de Mary Vargas, é impossível separar sua vida da palavra sonho. Ela sonhou quando era jovem. Sonhou quando cantou e tocou gaita.
Sonhou quando subiu aos palcos do teatro. Sonhou quando construiu sua família. Sonhou quando decidiu dedicar sua vida aos filhos. Sonhou novamente quando voltou para a arte.
Sonhou quando criou o Instituto Vargas Cultural e Artístico. Sonhou com artistas que ainda não tinham oportunidade. Sonhou com o cinema. Sonhou com o teatro. Sonhou com uma cultura mais inclusiva.
E hoje continua sonhando com um espaço onde a terceira idade possa encontrar novamente seu lugar na arte e na cultura.
Mary enfrentou dificuldades, atravessou momentos de incerteza, viveu a pandemia e a grande enchente de 2024.
Mas nunca desistiu. Porque, para ela, desistir de sonhar seria desistir de uma parte essencial da própria vida.
Sua mensagem é simples, mas poderosa: “NUNCA DEIXE DE SONHAR.
QUEM DEIXA DE SONHAR, DEIXA DE VIVER.” Talvez essa frase seja o melhor retrato de Mary Vargas.
Uma mulher que nunca permitiu que a idade, as dificuldades ou as circunstâncias determinassem o tamanho de seus sonhos.
Uma mãe maravilhosa. Uma amiga. Uma companheira. Uma incentivadora. Uma professora. Uma atriz. Uma mulher de cultura.
Uma presidente. Mas, acima de tudo, uma mulher que continua acreditando que sempre existe um novo sonho para realizar.
E enquanto houver um sonho, haverá um caminho. Enquanto houver arte, haverá esperança. Enquanto houver pessoas dispostas a acreditar, haverá futuro.
Mary Vargas continua sonhando. E sua história continua sendo escrita. Porque ela sabe, talvez melhor do que ninguém: Quem deixa de sonhar, deixa de viver.
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