Maria Aparecida de Melo Santos, conhecida como Dona Cida, nasceu em família de 12 irmãos no estado de Pernambuco. Era uma menina tímida, simples, tranquila e de bom coração que gostava de tubaína, vestido e não usava maquiagem. Na verdade, ela gostava de jogar queimada e subir nas árvores de sua cidade, Belo Jardim. Ainda na sua infância, vivida nessa cidade, que parecia realmente um “grande jardim”, ela perdeu seu pai.
Quando tinha 7 anos, veio morar em uma comunidade na cidade de Diadema no estado de São Paulo. Essa cidade não se parecida com aquela de sua infância. Essa mudança foi um momento triste e doloroso da vida dela, pois veio apenas com parte da família.
Ela estudava em um barracão de madeira que ficava dentro da comunidade. Na escola, não havia quadra, por isso usava a da comunidade. Lembrou que seus professores tomavam café na casa dela.
Quando tinha 12 anos, começou a trabalhar em casa de família. Ficou ali até se casar.
Quando tinha 19 anos, aconteceu a coisa mais bonita de sua vida: a chegada do seu filho. Surgiu, então, uma família. Algum tempo depois, a família aumenta com a chegada de mais duas filhas. Família de muito diálogo, unida e transparente. Sempre reunidos, todos gostam de ir à praia.
Dona Cida disse que, quando partir para outro plano, gostaria de formar a mesma família. Disse também que seu maior aprendizado veio com os alunos e que foi nessa “escola da vida” que educou os seus filhos e também participa da educação do seu neto.
Em setembro de 2015, aconteceu o fato mais triste de sua vida: a perda da sua mãe, seu maior exemplo de vida.
“Nasci, cresci e venci” – essa é a história de vida da Dona Cida.


