Lamento de limoeiro
(Mauro Leal)
Nos canteiros que aromatizam e aformoseiam
as ciclovias e as avenidas, desopilando mentes,
insensíveis impiedosamente desfolham, desfloram,
interrompem a vida dos frutinhos verdoengos
e mutilam os frágeis galhos que pendurados desvanecem.
Ah! se nociceptores e voz tivesse,
denunciaria e aos quatro vento,
alto e bom som, exclamaria:
- Desalmados!!!
