Lamento de limoeiro
(Mauro Leal)
Nos canteiros que aromatizam e aformoseiam as ciclovias e as avenidas, desopilando mentes, insensíveis impiedosamente desfolham, desfloram, interrompem a vida dos frutinhos verdoengos e mutilam os frágeis galhos que pendurados desvanecem. Ah! se nociceptores e voz tivesse, denunciaria e aos quatro vento, alto e bom som, exclamaria: - Desalmados!
