Buraco Quente
(Mauro Leal)
Na cidade das praias encantadoras,
de senários naturais deslumbrantes,
a sétima mais antiga do Brasil,
na exuberante Costa do Sol, a Princesinha do Atlântico,
dentro do Hemisfério Ocidental, a Cabo Frio,
internacionalmente conhecida como o Caribe Brasileiro
pelas águas cristalinas e as areias brancas e finas,
há o desairoso “Buraco Quente”,
(o belo e o caótico, desigualdade socioespacial),
contraste indo além do cartão postal,
que faz esquina com a Porto Alegre e a Excelsior.
Vem se depreciando, se arrastando além da “Guerra dos Seis Dias”,
não pelo Hamas mas também por um tipo de intruso.
"Buraco" conquistado pelos "invasores piratas",
ele está numa via urbana precarizada com destroços e
rejeitos fedorentos ao longo das calçadas.
A “Faixa Tocantins”, enfrenta incessantemente crise humanitária e conflitos,
parece ser a mais densamente povoada,
há pouco de ser comparada
ao Território Palestino, a Faixa de Gaza.
O “Buraco de bichos-carpinteiros”, permanece volátil e crítico,
sem Acordos Armistícios, os ataques não são aéreos como em Gaza
mas ecoam graves investidas em insultos e injúrias.
Mesmo sem conselho de paz, estranhamente há uma iniciativa
por um Ifitar (refeição) comunitária na calçada,
não necessariamente ao pôr do sol nem num mês específico,
com bolachas, penca de bananas, fandangos, pernas de frango e refrigerantes,...,
que em algazarra são servidos para alguns nas improvisadas mesas,
pelo chão sentados, por outros acocorados, e até deitados
entre a poeirada, a matilha, a fumaceira das chupetas do cão,
e dos escapamento dos canos de descarga dos veículos sucateados.