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Personagem: Milena Klinke
Por: Museu da Pessoa, 12 de dezembro de 2025

Outra Milena com a Olga

Esta história contém:

Outra Milena com a Olga
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Milena entre o choro e o riso

Dados da imagem Milena tinha quatro ou cinco anos quando a fotografia aconteceu. Ao lado do irmão, Fábio, foi preparada pela mãe como um pequeno boneco para um evento no centro espírita que ela frequentava. Vestir a calça foi uma batalha. Antes do clique, houve choro. Houve recusa. Milena não queria ser fotografada. Entre tentativas frustradas e imagens que não sobreviveram ao tempo, o momento parecia perdido. Até que o irmão fez uma graça. Um sorriso mínimo escapou, quase por descuido, e foi ali que a câmera encontrou o que procurava. A foto que ficou não é a do choro, mas a do intervalo: esse breve acordo entre a vontade da mãe e o gesto espontâneo da filha. Um riso capturado no exato instante em que tudo quase falhou.

Período:
Ano 1994

Local:
Brasil / São Paulo / São Paulo

Imagem de:
Milena Klinke

História:
Outra Milena com a Olga

Crédito:
Acervo Pessoal

Tipo:
Fotografia

Palavras-chave:
anos 90, crianças, filha, irmão, sorriso

Milena tinha quatro ou cinco anos quando a fotografia aconteceu. Ao lado do irmão, Fábio, foi preparada pela mãe como um pequeno boneco para um evento no centro espírita que ela frequentava. Vestir a calça foi uma batalha. Antes do clique, houve choro. Houve recusa. Milena não queria ser fotografada. Entre tentativas frustradas e imagens que não sobreviveram ao tempo, o momento parecia perdido. Até que o irmão fez uma graça. Um sorriso mínimo escapou, quase por descuido, e foi ali que a câmera encontrou o que procurava. A foto que ficou não é a do choro, mas a do intervalo: esse breve acordo entre a vontade da mãe e o gesto espontâneo da filha. Um riso capturado no exato instante em que tudo quase falhou.

Ensaios de pertencer

Dados da imagem Aos cinco anos, Milena encara a câmera com uma expressão firme, quase brava, mas atravessada por um gesto que parece ensaiado. Há algo de teatral nesse rosto infantil, uma performance precoce, já anunciando uma personalidade que se constrói entre a pose e o jogo. A fotografia foi feita no Jardim Veleiros, na zona sul de São Paulo, bairro marcado pelo convívio intenso entre crianças e pela ocupação coletiva dos espaços. Nos fins de semana, a creche onde o irmão estudava se abria como território de brincadeira. Mesmo ainda pequena demais para ter vaga, Milena se sentia parte da escola: entre outras crianças, inventava pertencimentos. A imagem guarda esse limiar entre estar fora e dentro, entre brincar e representar, e revela um bairro que educa tanto quanto a instituição.

Período:
Ano 1995

Local:
Brasil / São Paulo / São Paulo

Imagem de:
Milena Klinke

História:
Outra Milena com a Olga

Crédito:
Acervo Pessoal

Tipo:
Fotografia

Palavras-chave:
anos 90, menina, criança, brincadeira, jardim veleiros, zona sul

Aos cinco anos, Milena encara a câmera com uma expressão firme, quase brava, mas atravessada por um gesto que parece ensaiado. Há algo de teatral nesse rosto infantil, uma performance precoce, já anunciando uma personalidade que se constrói entre a pose e o jogo. A fotografia foi feita no Jardim Veleiros, na zona sul de São Paulo, bairro marcado pelo convívio intenso entre crianças e pela ocupação coletiva dos espaços. Nos fins de semana, a creche onde o irmão estudava se abria como território de brincadeira. Mesmo ainda pequena demais para ter vaga, Milena se sentia parte da escola: entre outras crianças, inventava pertencimentos. A imagem guarda esse limiar entre estar fora e dentro, entre brincar e representar, e revela um bairro que educa tanto quanto a instituição.

Milena e o teatro

Dados da imagem Aos doze anos, Milena está em uma chácara em Cotia, reunida com um grupo de teatro que atravessava os limites do bairro. Embora os encontros acontecessem na zona sul de São Paulo, perto de sua casa, o grupo misturava gente de dentro e de fora, ampliando amizades e horizontes. Na mão de Carina, amiga do bairro, está o gesto cúmplice de quem conhece bem a arte da molecagem, aquela malandragem leve que também atingia quem não estava jogando. Mais do que um dia de diversão, essa imagem marca um período de formação. No teatro, Milena encontrou algo que a escola não oferecia: o fortalecimento do grupo, a criação compartilhada, a ocupação da rua, as viagens, o prazer de inventar. Foi ali o primeiro contato com o mundo das artes, com figurinos, personagens e modos de existir outros. A lembrança de Teresa, assistente da professora, de cabelo rosa e estilo radicalmente distinto, permanece como sinal de ruptura e descoberta. A fotografia guarda o início desse deslocamento: entre bexigas d’água e risadas, o ensaio de uma sensibilidade que começava a se afirmar.

Período:
Ano 2003

Local:
Brasil / São Paulo / Cotia

Imagem de:
Milena Klinke

História:
Outra Milena com a Olga

Crédito:
Acervo Pessoal

Tipo:
Fotografia

Palavras-chave:
cotia, sítio, crianças, teatro, bexiga de água, brincadeira, professora

Aos doze anos, Milena está em uma chácara em Cotia, reunida com um grupo de teatro que atravessava os limites do bairro. Embora os encontros acontecessem na zona sul de São Paulo, perto de sua casa, o grupo misturava gente de dentro e de fora, ampliando amizades e horizontes. Na mão de Carina, amiga do bairro, está o gesto cúmplice de quem conhece bem a arte da molecagem, aquela malandragem leve que também atingia quem não estava jogando. Mais do que um dia de diversão, essa imagem marca um período de formação. No teatro, Milena encontrou algo que a escola não oferecia: o fortalecimento do grupo, a criação compartilhada, a ocupação da rua, as viagens, o prazer de inventar. Foi ali o primeiro contato com o mundo das artes, com figurinos, personagens e modos de existir outros. A lembrança de Teresa, assistente da professora, de cabelo rosa e estilo radicalmente distinto, permanece como sinal de ruptura e descoberta. A fotografia guarda o início desse deslocamento: entre bexigas d’água e risadas, o ensaio de uma sensibilidade que começava a se afirmar.

O equilíbrio das meninas

Dados da imagem A fotografia registra um momento de liberdade e experimentação vivido no aniversário de 14 anos de Milena, no quintal de sua casa, na zona sul. Sem a presença direta de adultos, um grupo de meninas, amigas da escola e do teatro, entre risos, música e tentativas, elas encenam movimentos inspirados na ginástica artística, aprendidos com Natália, amiga e referência naquele instante, que praticava ginástica olímpica. O corpo coletivo se organiza em camadas de apoio e confiança: Milena no chão sustenta Natália, enquanto Jéssica lhe dá base. Outras duas meninas, a outra Jéssica e a Carol, permanecem observando, sem saber exatamente como participar. O gesto é lúdico, colaborativo e inventivo, mais próximo do teatro do que do esporte formal. A imagem revela uma experiência profundamente feminina, marcada pela ausência de vigilância, pela autonomia concedida pela mãe e pela ocupação livre do quintal como espaço de criação. O ato de “apresentar”, mesmo sem público definido, transforma o cotidiano em performance. A fotografia é feita pela mãe, que, ao observar a cena, decide preservá-la, reconhecendo a potência daquele instante de amizade e descoberta do próprio corpo.

Período:
Ano 2004

Local:
Brasil / São Paulo / São Paulo

Imagem de:
Milena Klinke

História:
Outra Milena com a Olga

Crédito:
Acervo Pessoal

Tipo:
Fotografia

Palavras-chave:
adolescência, amizade, ginástica artística, liberdade, performance, quintal, meninas

A fotografia registra um momento de liberdade e experimentação vivido no aniversário de 14 anos de Milena, no quintal de sua casa, na zona sul. Sem a presença direta de adultos, um grupo de meninas, amigas da escola e do teatro, entre risos, música e tentativas, elas encenam movimentos inspirados na ginástica artística, aprendidos com Natália, amiga e referência naquele instante, que praticava ginástica olímpica. O corpo coletivo se organiza em camadas de apoio e confiança: Milena no chão sustenta Natália, enquanto Jéssica lhe dá base. Outras duas meninas, a outra Jéssica e a Carol, permanecem observando, sem saber exatamente como participar. O gesto é lúdico, colaborativo e inventivo, mais próximo do teatro do que do esporte formal. A imagem revela uma experiência profundamente feminina, marcada pela ausência de vigilância, pela autonomia concedida pela mãe e pela ocupação livre do quintal como espaço de criação. O ato de “apresentar”, mesmo sem público definido, transforma o cotidiano em performance. A fotografia é feita pela mãe, que, ao observar a cena, decide preservá-la, reconhecendo a potência daquele instante de amizade e descoberta do próprio corpo.

Milena e Fábio na escola

Dados da imagem A fotografia registra o primeiro dia de Milena na primeira série, diante da escola estadual do bairro, a “escola grande”, já conhecida por meio do irmão mais velho. A imagem guarda a tensão silenciosa de um começo: o medo do desconhecido. Naquela manhã, ela sai cedo de casa ao lado do irmão Fábio. Excepcionalmente, o pai oferece carona, quebrando a rotina das longas caminhadas de cerca de vinte minutos, comuns em um bairro sem transporte público. Mais do que marcar a entrada na vida escolar, a fotografia preserva a paisagem da rua central, ponto de passagem e de encontros. É ali que a infância se estende para além dos limites da casa. A rua funciona como eixo do bairro, lugar onde todos acabam se cruzando, e sua presença na imagem amplia o valor documental da cena. O gesto capturado é simples e cuidadosamente conduzido pela mãe, que fotografa e orienta: um “tchau” sincronizado, ensaiado, quase coreografado. A memória evoca o gosto inicial pelos estudos, o vínculo afetivo com a primeira professora, Alessandra, lembrada como a mais querida, e o percurso escolar que, mais tarde, encontraria no teatro um espaço de liberdade e invenção.

Período:
Ano 1998

Local:
Brasil / São Paulo / São Paulo

Imagem de:
Milena Klinke

História:
Outra Milena com a Olga

Crédito:
Acervo Pessoal

Tipo:
Fotografia

Palavras-chave:
infância, aula, escola pública, irmãos, uniforme escolar

A fotografia registra o primeiro dia de Milena na primeira série, diante da escola estadual do bairro, a “escola grande”, já conhecida por meio do irmão mais velho. A imagem guarda a tensão silenciosa de um começo: o medo do desconhecido. Naquela manhã, ela sai cedo de casa ao lado do irmão Fábio. Excepcionalmente, o pai oferece carona, quebrando a rotina das longas caminhadas de cerca de vinte minutos, comuns em um bairro sem transporte público. Mais do que marcar a entrada na vida escolar, a fotografia preserva a paisagem da rua central, ponto de passagem e de encontros. É ali que a infância se estende para além dos limites da casa. A rua funciona como eixo do bairro, lugar onde todos acabam se cruzando, e sua presença na imagem amplia o valor documental da cena. O gesto capturado é simples e cuidadosamente conduzido pela mãe, que fotografa e orienta: um “tchau” sincronizado, ensaiado, quase coreografado. A memória evoca o gosto inicial pelos estudos, o vínculo afetivo com a primeira professora, Alessandra, lembrada como a mais querida, e o percurso escolar que, mais tarde, encontraria no teatro um espaço de liberdade e invenção.

Milena no Centro Espírita

Dados da imagem A fotografia registra um momento vivido no Neuchatel ou Centro Espírita Casa de Fabiano, no Jardim Veleiros, na Zona Sul, espaço que teve papel central na infância da Milena. O centro espírita funcionava como lugar de convivência, aprendizado e cuidado coletivo. Ali, as crianças permaneciam enquanto as mães participavam de palestras e sessões, ocupando um espaço destinado aos menores. Desde muito cedo, Milena passa a dividir a responsabilidade pelas crianças pequenas, inventando histórias, encenando pequenas peças de teatro e acolhendo bebês no colo. O centro também era um polo de atividades culturais, como aulas de flauta, violão, coral e teatro, além das ações sociais, com distribuição de sopa, roupas, remédios e brinquedos em datas comemorativas. A fotografia foi feita em um desses dias especiais. O contexto social do lugar atravessa a imagem de maneira silenciosa: Milena e sua família não se reconheciam plenamente nem como beneficiários, nem como doadores. Habitavam um espaço intermediário, marcado por necessidades reais, mas também por uma casa relativamente estável e bem localizada.

Período:
Década 2000

Local:
Brasil / São Paulo / São Paulo

Imagem de:
Milena Klinke

História:
Outra Milena com a Olga

Crédito:
Acervo Pessoal

Tipo:
Fotografia

Palavras-chave:
espiritismo, centro espírita, ação social, natal, zona sul, desigualdade social, centro espírita casa de fabiano

A fotografia registra um momento vivido no Neuchatel ou Centro Espírita Casa de Fabiano, no Jardim Veleiros, na Zona Sul, espaço que teve papel central na infância da Milena. O centro espírita funcionava como lugar de convivência, aprendizado e cuidado coletivo. Ali, as crianças permaneciam enquanto as mães participavam de palestras e sessões, ocupando um espaço destinado aos menores. Desde muito cedo, Milena passa a dividir a responsabilidade pelas crianças pequenas, inventando histórias, encenando pequenas peças de teatro e acolhendo bebês no colo. O centro também era um polo de atividades culturais, como aulas de flauta, violão, coral e teatro, além das ações sociais, com distribuição de sopa, roupas, remédios e brinquedos em datas comemorativas. A fotografia foi feita em um desses dias especiais. O contexto social do lugar atravessa a imagem de maneira silenciosa: Milena e sua família não se reconheciam plenamente nem como beneficiários, nem como doadores. Habitavam um espaço intermediário, marcado por necessidades reais, mas também por uma casa relativamente estável e bem localizada.

O mistério que escolhe

Dados da imagem Em junho de 2018, Olga tinha cerca de seis meses quando chegou. Vinha de uma fábrica abandonada, onde havia sido resgatada com dois irmãos. Milena foi buscá-la sem saber qual dos três gatos voltaria para casa com ela. A escolha parecia simples, dois machos e uma fêmea, mas o que aconteceu escapou à lógica. A pequena gata arranhava, mordia, resistia ao contato. Havia nela uma inquietação arisca, como se ainda carregasse o susto do lugar de onde vinha. Ainda assim, foi no colo de Milena que encontrou repouso. Sem convite, subiu sozinha, deitou-se e ficou. No silêncio daquele gesto, algo se decidiu sem palavras. Milena nunca tentou explicar: há encontros que pertencem mais ao mistério do que à razão. Depois veio a pergunta do nome. A inspiração surgiu de Macanudo, do quadrinista argentino Ricardo Liniers Siri. Nas tirinhas, Olga é a amiga imaginária de Martincito, uma figura livre, quase sem forma definida. Dar à gata esse nome era reconhecer aquela nova amizade: um pequeno ser de quatro patas que, sem pedir licença, havia encontrado lugar em seu colo e em sua vida.

Período:
Ano 2018

Local:
Brasil / São Paulo / São Paulo

Imagem de:
Milena Klinke

História:
Outra Milena com a Olga

Crédito:
Acervo Pessoal

Tipo:
Fotografia

Palavras-chave:
gata, adoção, colo, escolha, tutora, felino, mistério, macanudo, olga, amizade interespécies, ricardo liniers siri, quadrinhos, personagem, nome, filhote, resgate, encontro

Em junho de 2018, Olga tinha cerca de seis meses quando chegou. Vinha de uma fábrica abandonada, onde havia sido resgatada com dois irmãos. Milena foi buscá-la sem saber qual dos três gatos voltaria para casa com ela. A escolha parecia simples, dois machos e uma fêmea, mas o que aconteceu escapou à lógica. A pequena gata arranhava, mordia, resistia ao contato. Havia nela uma inquietação arisca, como se ainda carregasse o susto do lugar de onde vinha. Ainda assim, foi no colo de Milena que encontrou repouso. Sem convite, subiu sozinha, deitou-se e ficou. No silêncio daquele gesto, algo se decidiu sem palavras. Milena nunca tentou explicar: há encontros que pertencem mais ao mistério do que à razão. Depois veio a pergunta do nome. A inspiração surgiu de Macanudo, do quadrinista argentino Ricardo Liniers Siri. Nas tirinhas, Olga é a amiga imaginária de Martincito, uma figura livre, quase sem forma definida. Dar à gata esse nome era reconhecer aquela nova amizade: um pequeno ser de quatro patas que, sem pedir licença, havia encontrado lugar em seu colo e em sua vida.

Quando a vida volta pelo olhar

Dados da imagem Com cerca de um ano de idade, Olga enfrentou um episódio que quase a levou embora. Um fio elástico, engolido sem que ninguém visse, causou vômitos, desmaios e uma cirurgia de emergência no Dia dos Pais. Milena acreditou que aquela poderia ser a despedida. A imagem registra o instante exato em que a roupa cirúrgica é retirada: o corpo ainda raspado, frágil, mas os olhos atentos e vivos, encarando quem nunca deixou de esperar. A cirurgia foi um sucesso improvável, o veterinário retirou tudo pelo esôfago. Mais um mistério. Mais uma permanência.

Período:
Ano 2021

Local:
Brasil / São Paulo / São Paulo

Imagem de:
Milena Klinke

História:
Outra Milena com a Olga

Crédito:
Acervo Pessoal

Tipo:
Fotografia

Palavras-chave:
gata, alta, medo, internação, veterinário, fio

Com cerca de um ano de idade, Olga enfrentou um episódio que quase a levou embora. Um fio elástico, engolido sem que ninguém visse, causou vômitos, desmaios e uma cirurgia de emergência no Dia dos Pais. Milena acreditou que aquela poderia ser a despedida. A imagem registra o instante exato em que a roupa cirúrgica é retirada: o corpo ainda raspado, frágil, mas os olhos atentos e vivos, encarando quem nunca deixou de esperar. A cirurgia foi um sucesso improvável, o veterinário retirou tudo pelo esôfago. Mais um mistério. Mais uma permanência.

Depois do glitter, um acordo

Dados da imagem No pós-carnaval, a casa ainda carregava rastros de festa: brilho, excesso e cansaço. Milena, carnavalesca assumida, volta cheia de histórias, às vezes bêbada, às vezes expansiva demais. Olga observa. A foto, feita por Maurício, seu namorado, revela esse pacto silencioso entre as duas: o limite do afeto depois da euforia. A gata oferece apenas a ponta da pata, como quem diz que o amor continua, mas agora em outro volume. O cenário é o apartamento perto do metrô Vila Madalena, palco de noites intensas e retornos cheios de negociação.

Período:
Ano 2022

Local:
Brasil / São Paulo / São Paulo

Imagem de:
Milena Klinke

História:
Outra Milena com a Olga

Crédito:
Acervo Pessoal

Tipo:
Fotografia

Palavras-chave:
gata, acordo, pata, carnaval, glitter

No pós-carnaval, a casa ainda carregava rastros de festa: brilho, excesso e cansaço. Milena, carnavalesca assumida, volta cheia de histórias, às vezes bêbada, às vezes expansiva demais. Olga observa. A foto, feita por Maurício, seu namorado, revela esse pacto silencioso entre as duas: o limite do afeto depois da euforia. A gata oferece apenas a ponta da pata, como quem diz que o amor continua, mas agora em outro volume. O cenário é o apartamento perto do metrô Vila Madalena, palco de noites intensas e retornos cheios de negociação.

Ramon e Olga e um colo em disputa

Dados da imagem Ramon chega à vida de Milena como tentativa de companhia para Olga após uma separação em um período de instabilidade. Parecidos na aparência, opostos no jeito. Ramon queria luta; Olga, corrida. Ele ocupava espaços, invadia colos, redefinia territórios. Ela se recolhia. A fotografia captura essa convivência difícil, mas real, uma família que se constrói também em atritos. Ramon ficaria quatro anos. Partiria por problemas renais, deixando mais um buraco silencioso na rotina.

Local:
Brasil / São Paulo / São Paulo

Imagem de:
Milena Klinke

História:
Outra Milena com a Olga

Crédito:
Acervo Pessoal

Tipo:
Fotografia

Palavras-chave:
gatos, gata, disputa, colo, tutora, felino

Ramon chega à vida de Milena como tentativa de companhia para Olga após uma separação em um período de instabilidade. Parecidos na aparência, opostos no jeito. Ramon queria luta; Olga, corrida. Ele ocupava espaços, invadia colos, redefinia territórios. Ela se recolhia. A fotografia captura essa convivência difícil, mas real, uma família que se constrói também em atritos. Ramon ficaria quatro anos. Partiria por problemas renais, deixando mais um buraco silencioso na rotina.

A aproximação do Ramon intruso

Dados da imagem Já fora da pandemia, em um novo apartamento, a dinâmica se repete. Olga encontra abrigo no colo de Milena; Ramon se aproxima devagar, quase educado, até expulsá-la com lambidas insistentes e presença dominante. Milena protesta, mas sabe: ali está uma coreografia já conhecida. A imagem revela esse instante delicado em que o afeto é interrompido, e o colo, território tão disputado, muda de dono. Olga não volta. Ramon vence, mas sem celebrar.

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Brasil / São Paulo / São Paulo

Imagem de:
Milena Klinke

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Outra Milena com a Olga

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Acervo Pessoal

Tipo:
Fotografia

Palavras-chave:
gatos, gata, disputa, colo, tutora

Já fora da pandemia, em um novo apartamento, a dinâmica se repete. Olga encontra abrigo no colo de Milena; Ramon se aproxima devagar, quase educado, até expulsá-la com lambidas insistentes e presença dominante. Milena protesta, mas sabe: ali está uma coreografia já conhecida. A imagem revela esse instante delicado em que o afeto é interrompido, e o colo, território tão disputado, muda de dono. Olga não volta. Ramon vence, mas sem celebrar.

A alta de Olga em branco e rosa

Dados da imagem Em fevereiro de 2025, na última internação de Olga. Já diagnosticada com doença renal crônica, ela sofreu um agravamento grave após receber um medicamento ao qual era completamente intolerante. Sangue, dor, medo. Milena revive o trauma da perda de Ramon e acredita que chegou o fim. Quatro dias depois, Olga retorna. A foto mostra a gata ainda marcada pelos procedimentos, com resíduos brancos do tratamento e envolta em um cobertor rosa. Está alegre. Viva. O lugar que a acolheu soube esperar o tempo dela. O Tylenol nunca mais voltou. Olga também não foi embora.

Em fevereiro de 2025, na última internação de Olga. Já diagnosticada com doença renal crônica, ela sofreu um agravamento grave após receber um medicamento ao qual era completamente intolerante. Sangue, dor, medo. Milena revive o trauma da perda de Ramon e acredita que chegou o fim. Quatro dias depois, Olga retorna. A foto mostra a gata ainda marcada pelos procedimentos, com resíduos brancos do tratamento e envolta em um cobertor rosa. Está alegre. Viva. O lugar que a acolheu soube esperar o tempo dela. O Tylenol nunca mais voltou. Olga também não foi embora.

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