Entrevistamos o senhor José Rodrigues que nasceu em 04/101932, na cidade de Itapeva, São Paulo. Morador há quatorze anos na Rua Rosalvo Matias dos Santos, no conjunto habitacional São Camilo. Mas nem sempre ele morou em Itapeva, ele morou muitos anos em São Paulo, trabalhando como alfaiate e de vigia noturno na USP. É aposentado há 12 anos.
Passou sua infância em Itapeva que na época era tranqüila, não tinha quase carros, os moradores andavam a pé ou a cavalo.
Morava com a mãe no bairro de Cima, no sítio, estudou somente o antigo curso primário no grupo escolar Cel. Acácio Piedade.
Brincava com os amigos de bolinha de gude, pipa, carrinho de rolemã, estilingue para caçar passarinhos e coelhos no mato, hoje ele sabe que isso é errado, mas na época não tinha essa consciência, seus brinquedos eram feitos por ele e seus amigos.
Ele era muito bagunceiro, arteiro e o que mais marcou sua infância foi brincar com os amigos na rua.
Trabalhou de engraxate, vendia verdura de casa em casa e aos nove anos começou a aprender o oficio de alfaiate.
Aos doze anos costumava pegar, junto com os amigos, cabeça – de – nego, uma fruta nativa da região, no campo onde hoje esta construído o conjunto habitacional São Camilo. O dono das terras atirava nos meninos que estavam nas árvores.
Sr. José queria ser mecânico, mas sua mãe não deixou então aos dezoitos anos serviu o Tiro de Guerra, mas por ser desobediente acabou sendo expulso e obrigado a servir o exército em Santos, no Guarujá.
Vindo passear em férias pela cidade de Itapeva, conheceu D. Maria do Carmo. Ele tinha 26 anos e ela 16, casaram na cidade de Ribeirão Branco e foram morar em São Paulo.
Teve uma filha, a nossa professora Suely. Criou a primeira filha dela, Andréa, como sendo dele, que é auxiliar de biblioteca da escola Luiz Gonzaga Dias Monteiro de (5ª a 8ª series), aqui do bairro. Tem três netos e dois bisnetos.
Conhecia o lugar onde o conjunto foi construído desde...
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Entrevistamos o senhor José Rodrigues que nasceu em 04/101932, na cidade de Itapeva, São Paulo. Morador há quatorze anos na Rua Rosalvo Matias dos Santos, no conjunto habitacional São Camilo. Mas nem sempre ele morou em Itapeva, ele morou muitos anos em São Paulo, trabalhando como alfaiate e de vigia noturno na USP. É aposentado há 12 anos.
Passou sua infância em Itapeva que na época era tranqüila, não tinha quase carros, os moradores andavam a pé ou a cavalo.
Morava com a mãe no bairro de Cima, no sítio, estudou somente o antigo curso primário no grupo escolar Cel. Acácio Piedade.
Brincava com os amigos de bolinha de gude, pipa, carrinho de rolemã, estilingue para caçar passarinhos e coelhos no mato, hoje ele sabe que isso é errado, mas na época não tinha essa consciência, seus brinquedos eram feitos por ele e seus amigos.
Ele era muito bagunceiro, arteiro e o que mais marcou sua infância foi brincar com os amigos na rua.
Trabalhou de engraxate, vendia verdura de casa em casa e aos nove anos começou a aprender o oficio de alfaiate.
Aos doze anos costumava pegar, junto com os amigos, cabeça – de – nego, uma fruta nativa da região, no campo onde hoje esta construído o conjunto habitacional São Camilo. O dono das terras atirava nos meninos que estavam nas árvores.
Sr. José queria ser mecânico, mas sua mãe não deixou então aos dezoitos anos serviu o Tiro de Guerra, mas por ser desobediente acabou sendo expulso e obrigado a servir o exército em Santos, no Guarujá.
Vindo passear em férias pela cidade de Itapeva, conheceu D. Maria do Carmo. Ele tinha 26 anos e ela 16, casaram na cidade de Ribeirão Branco e foram morar em São Paulo.
Teve uma filha, a nossa professora Suely. Criou a primeira filha dela, Andréa, como sendo dele, que é auxiliar de biblioteca da escola Luiz Gonzaga Dias Monteiro de (5ª a 8ª series), aqui do bairro. Tem três netos e dois bisnetos.
Conhecia o lugar onde o conjunto foi construído desde pequeno, quando colhia fruta no pasto da família Pixote criadores de gado. Que mais tarde, soube ele, arrendaram as terras para um japonês que plantava feijão.
A prefeitura adquiriu as terras e junto com o CDHU construíram o conjunto habitacional.
Por motivos políticos, as casas só foram entregues dois meses depois de ficarem prontas, no dia 12 de fevereiro de 1993.
No dia da entrega, fazia muito calor, a fila era grande, todas as famílias estavam com sede e não tinham onde beber água.
As casas eram sorteadas, as famílias assinavam o contrato e iam procurar suas casas. As portas e janelas eram pintadas de azul, vermelho verde e amarelo.
As famílias tinham 15 dias para ocuparem as casas, mas começou a chover, caminhões, carros e ônibus não entravam na vila.
Junto com as casas a CDHU entregou dois prédios públicos, o centro comunitário e o posto de saúde, ambos sem funcionamento por falta de profissionais.
Outras construções e benefícios foram adquiridos com a participação dos moradores que se organizaram formando a associação de moradores, conquistaram: EMEI, escolas de 1ª a 4ª series e de 5ª a 8ª series, asfalto, médicos, dentista, linha de ônibus.
Na opinião do Sr. José só esta faltando uma escola de 2ª grau um posto policial
O sonho dele é ver os netos formados.
O Sr. José foi entrevistado pelos alunos da 4ª serie A, da professora Suely de Almeida Rodrigues, da escola municipal profª. Nair Rodrigues Queiroz.
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