Meu nome é Sandra, mas meus filhos me chamam de "sargento".
Sou uma mulher hetero, madura e cansada de tantas lutas.
Não vou contar uma história prolixa, será mais um desabafo e estímulo para outras mulheres como eu.
Sabe, cansei de ser forte!
Casei, tive três filhos que criei sozinha, pois o pai sempre foi ausente até ser ausente fisicamente quando eles eram pré-adolescentes.
Tudo bem!! Eu fui suficientemente forte para conduzi-los até o ensino superior. Abri mão de muita coisa, para que nada faltasse para eles. Principalmente educação e disciplina, daí o apelido de "sargento". Mas não me arrependo. Missão dada, é Missão cumprida.
Então tomei mais uma rasteira da vida. Descobri ser portadora de um retrovirus (HTLV), logo quando estava retomando minha vida profissional, realizando meu sonho, concluindo meu ensino superior. Eu ia muito bem na Empresa onde trabalhava, estava decolando profissionalmente e amando o que fazia. Tive que parar de trabalhar no meu melhor momento. Voltei a ser dona de casa, só que agora lidando com preconceitos, julgamentos e rejeição dentro da minha própria casa.
O vírus ataca o sistema neurológico e faz sérias alterações de humor, depressão e dor.
É muito difícil uma pessoa entender o que se passa com a gente. Hora a gente está rindo e brincando, hora a gente está com raiva do mundo e chorando. Creio que foi isso que fez com que meus filhos me abandonassem.
Sei que tenho netos, mas não os conheço. Poucos parentes manteem contato comigo, pois sou totalmente sem filtro. É como diz o populacho: "animal muito ferido, está sempre em guarda para atacar", eu sou assim.
Hoje, vivo isolada com meus 5 gatos e dois cachorros, em uma Cidadezinha do interior do Estado, procuro ter uma vida saudável, me sustento com minha aposentadoria e minha culinária, sim, eu amo confeitaria e faz bem para minha saúde mental.
Dívidas, que não as tem? Então é um dia de cada vez e "dois leões por dia para...
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Meu nome é Sandra, mas meus filhos me chamam de "sargento".
Sou uma mulher hetero, madura e cansada de tantas lutas.
Não vou contar uma história prolixa, será mais um desabafo e estímulo para outras mulheres como eu.
Sabe, cansei de ser forte!
Casei, tive três filhos que criei sozinha, pois o pai sempre foi ausente até ser ausente fisicamente quando eles eram pré-adolescentes.
Tudo bem!! Eu fui suficientemente forte para conduzi-los até o ensino superior. Abri mão de muita coisa, para que nada faltasse para eles. Principalmente educação e disciplina, daí o apelido de "sargento". Mas não me arrependo. Missão dada, é Missão cumprida.
Então tomei mais uma rasteira da vida. Descobri ser portadora de um retrovirus (HTLV), logo quando estava retomando minha vida profissional, realizando meu sonho, concluindo meu ensino superior. Eu ia muito bem na Empresa onde trabalhava, estava decolando profissionalmente e amando o que fazia. Tive que parar de trabalhar no meu melhor momento. Voltei a ser dona de casa, só que agora lidando com preconceitos, julgamentos e rejeição dentro da minha própria casa.
O vírus ataca o sistema neurológico e faz sérias alterações de humor, depressão e dor.
É muito difícil uma pessoa entender o que se passa com a gente. Hora a gente está rindo e brincando, hora a gente está com raiva do mundo e chorando. Creio que foi isso que fez com que meus filhos me abandonassem.
Sei que tenho netos, mas não os conheço. Poucos parentes manteem contato comigo, pois sou totalmente sem filtro. É como diz o populacho: "animal muito ferido, está sempre em guarda para atacar", eu sou assim.
Hoje, vivo isolada com meus 5 gatos e dois cachorros, em uma Cidadezinha do interior do Estado, procuro ter uma vida saudável, me sustento com minha aposentadoria e minha culinária, sim, eu amo confeitaria e faz bem para minha saúde mental.
Dívidas, que não as tem? Então é um dia de cada vez e "dois leões por dia para matar".
Os poucos e seletos amigos que tenho, me chamam de guerreira, corajosa, mulher forte, etc., mas na verdade mesmo, eu queria ser a Jane totalmente dependente do Tarzam.
A sociedade não suporta mulheres fortes. Os filhos não gostam de mães fortes e independentes. Eles as abandonam!
Para eles, não importa o que as mães fizeram por eles, as noites que elas passaram acordadas, as vezes que elas sorriram sem que eles soubessem que elas queriam era chorar muito. Não estou generalizando. Sei que muitas mães são felizes com seus filhos. Aqui é minha experiência de vida de mãe, e sei que tem muitas por aí como eu.
Mas querem saber, eu não esqueço a data do aniversário deles e ainda crio a ilusão de que algum deles vai me ligar no meu aniversário ou no dia das mães.
É isso!! Agora sou mãe de pets!
Não murmuro, só agradeço a Deus e meus Orixas o força que eles me dão todos os dias.
Axé
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