Em dezembro de 1988, eu estava com 22 anos, me formei em Ciências Contábeis e fui aprovada no concurso para trabalhar na Caixa Econômica Federal. Assumi em março de 1990, ano em que o Collor de Melo assumiu a Presidência da República e, na sua caça aos marajás, mandou demitir todos que haviam assumido no mesmo período que eu. Aí começa uma batalha judicial. Foram meses de angústia e aflição, muitos de nós tinhamos deixado nossos empregos para assumirmos na Caixa, aí o presidente decide que nós, recém-empossados, éramos marajás.
Após alguns meses de briga na justiça conseguimos ser reintegrados e tivemos que suportar a cara daquele malandro na televisão, com seu cinismo estampado no rosto, debochando do povo brasileiro que dorme em berço esplêndido. Poupanças confiscadas e pessoas cometendo suicídio. Durante o tempo em que ele esteve na presidência de nosso País, assistimos aos maiores desmandos já cometidos depois da saída dos militares do poder.
(Texto de 20 de agosto de 2007)



