Minha historia de vida, é uma historia que começa desde a minha infância, é muito longa por isso nao irei começar pela infância.
Nanna é meu apelido de infância somos de uma família pobre, nasci no interior do estado do Pará. Desde pequena sofri dificuldades na vida, tinha uma família pra não chamar de minha, eram ausentes em tudo, era o jeito deles.
Foi ainda na adolescência que meus pais se separaram. Primeiro meu pai foi embora de casa deixando minha mãe e eu e meus irmãos . Porem minha mãe não se conformava com a separação, queria muito ficar com meu pai, naquele ano ela trabalhou duro pra juntar dinheiro.
Foi no dia 23 de dezembro do ano 1998 quase véspera de natal que minha mãe também decidiu ir embora de casa, deixando eu e meus irmãos sozinhos. Eu tinha apenas 16 anos ate que achei bom pois era tão jovem já sentia-me livre, afinal nao curtia muito meus pais, eles eram pais muito maus e carrascos.
Mas a felicidade durou muito pouco depois de 5 meses a minha mãe escreveu me uma carta dizendo:" procurem um lugar pra morarem que estarei vendendo a casa". O meu mundo desabou, pois não tinham parentes na cidade, foi ai que eu passei a viver na casa de um de outros comia quando me convidavam, passei necessidades mas sempre fui era esperta, era comunicativa, fazia bicos pra poder ter alguma grana,e mesmo sem os pais não deixei de estudar pois era lá que eu podia comer bem, as antigas merendas escolares. Minhas irmas mais velhas moravam em uma casa alugada, mas disseram que só tinha um quarto e nao tinha lugar pra mim lá
Foi então que eu decidi que iria mudar o rumo da minha vida. Foi quando conheci um casal que parecia simpáticos e me convidaram pra morar na capital Belém, não hesitei e fui, pois no interior também nao tinha um lugar certo pra dormir e vi a capital como uma melhoria de vida
Chegando na capital foi um pesadelo, virei escrava doméstica, parei de estudar trabalhava pra eles sem salario, apenas pela cama...
Continuar leitura
Minha historia de vida, é uma historia que começa desde a minha infância, é muito longa por isso nao irei começar pela infância.
Nanna é meu apelido de infância somos de uma família pobre, nasci no interior do estado do Pará. Desde pequena sofri dificuldades na vida, tinha uma família pra não chamar de minha, eram ausentes em tudo, era o jeito deles.
Foi ainda na adolescência que meus pais se separaram. Primeiro meu pai foi embora de casa deixando minha mãe e eu e meus irmãos . Porem minha mãe não se conformava com a separação, queria muito ficar com meu pai, naquele ano ela trabalhou duro pra juntar dinheiro.
Foi no dia 23 de dezembro do ano 1998 quase véspera de natal que minha mãe também decidiu ir embora de casa, deixando eu e meus irmãos sozinhos. Eu tinha apenas 16 anos ate que achei bom pois era tão jovem já sentia-me livre, afinal nao curtia muito meus pais, eles eram pais muito maus e carrascos.
Mas a felicidade durou muito pouco depois de 5 meses a minha mãe escreveu me uma carta dizendo:" procurem um lugar pra morarem que estarei vendendo a casa". O meu mundo desabou, pois não tinham parentes na cidade, foi ai que eu passei a viver na casa de um de outros comia quando me convidavam, passei necessidades mas sempre fui era esperta, era comunicativa, fazia bicos pra poder ter alguma grana,e mesmo sem os pais não deixei de estudar pois era lá que eu podia comer bem, as antigas merendas escolares. Minhas irmas mais velhas moravam em uma casa alugada, mas disseram que só tinha um quarto e nao tinha lugar pra mim lá
Foi então que eu decidi que iria mudar o rumo da minha vida. Foi quando conheci um casal que parecia simpáticos e me convidaram pra morar na capital Belém, não hesitei e fui, pois no interior também nao tinha um lugar certo pra dormir e vi a capital como uma melhoria de vida
Chegando na capital foi um pesadelo, virei escrava doméstica, parei de estudar trabalhava pra eles sem salario, apenas pela cama que dormia e comida que comia. Foi aí que planejei fugir depois de 6 meses lá, lembrei de uma professora minha do interior, que já havia feito-me um convite de morar em seu ap na capital quando ainda morava no interior. Tratei de contata-la e logo na manha de uma quinta feira chuvosa fugi de lá.
Resumindo
Depois de 3 anos em Belém consegui concluir o ensino médio, depois que fugi da casa dos falsos "bonzinhos casal" e fui embora pra São Paulo ser babá de uma família rica, o salario era realmente bom, eu aceitei porque tinha em mente comprar uma casa pra minha mãe no interior, pois meu pai havia enganado-a, gastando todo o dinheiro do imóvel a deixando assim como eu sem teto.
Trabalhei pra essa família por 5 anos, juntei cada centavo que ganhava. Ate que consegui comprar a casa, era pequena e humilde mas poderia dizer que era minha e, tinha a certeza que mesmo sem "merecer" não poderia deixar minha mãe passar o que passei depois de velha, morar com estranhos é difícil, mas aprendi muito a controlar me, também a mobiliei, viajei 3 dias de Sao Paulo para o Pará de ônibus, com tv, microondas, roupas, panelas, forno elétrico etc.... Hoje minha Mae vivi tranquila nessa casa que dei pra elae sempre que posso a ajudo com alguma quantia.
Hoje sou casada com um empresário e moro no Rio Grande do sul, estou no último ano da faculdades de adm ênfase em Rh.
Vivi bons longos anos sozinha, passei vários natais e aniversario sem ninguém,sem comida sem ter uma cama para dormir, porém nunca deixei transparecer minha dor, nunca deixei de sonhar, nao usei de argumentos a falta da família pra entrar nas drogas, na prostituição como muitos me diziam, que iria ganhar dinheiro, era muito fácil viver assim, para preencher o vazio e solidão que levava no peito, eu sempre acreditei que iria vencer, que iria pagar o grande mal com grande bem que iria me tornar uma pessoa de sucesso, que seria referencia de minha família.
Meus irmãos nao conseguiram superar tão bem, ainda tem mágoas desse passado. Sempre que posso eu os aconselho, ajudo minha mãe. Pago passagem para ela vir me visitar aqui no sul. Meu pai nunca gostou de mim, antes de ir embora de casa ele disse bem claro pra mim. Fazia uns 7 anos que ninguém sabia dele, certo dia alguém me falou que o viu em uma cidade, entrei na comunidade dessa cidade na época ero o orkut, e perguntei para todos os membros se o conhecia, ate que alguém me disse que ele era seu vizinho. Entrei em contato ele também me escreveu cartas que guardo ate hoje, mas desapareceu novamente, meu pais nunca gostou de família e a felicidade dele era está longe de nós. Depois de quase dois anos, que ele havia desaparecido novamente, ele me escreveu dizendo que estava em um abrigo da prefeitura de Altamira, doente e que precisava de dinheiro para fazer uns exames, eu mandei a quantia que ele precisava e, reuni meus irmãos para arrecadarmos mais cerca de mil reais, e meu irmão foi lá leva-lo, hesitou, disse que nao queria nada que viesse de nós, meu irmão jogou o dinheiro no chão e saiu, depois disse o contato que tenho com ele é artificial, ele nao consegue emprego por está doente, ofereci ajuda de vir pro sul tentar uma cirurgia, mas não quis, nao quer viver na casa de filho, disse ele.
Hoje eu tenho agora alavancar a vida profissional, já que por longos anos vivi pra ajudar minha mãe, e quero dizer que, perdoar as pessoas que nos fez algum mal, nao quer dizer que devemos concordar com o ato errado. Perdoar significa ser livre de um peso que você não fez nada pra merecer.
Recolher