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Tendo nascido no interior do estado de São Paulo, na pequena cidade de São Manuel, posso dizer que cresci em meio à natureza e o bicho homem.

Bicho neste caso, denominado não pela selvageria, mas pela ingenuidade de ser um dos componentes da própria natureza, que mesmo retirando dela seu alimento, cuida para que ela seja uma fonte sagrada, espaço de crescimento e vida.

Refiro-me ao legado de minha mãe, e ao planeta de minha infância, o meu quintal.

Das correrias e brincadeiras em meio ao pequeno milharal, às horas ocupadas no topo dos galhos frutíferos, afirmo que cresci entre as árvores. Desfrutar de seus sabores lá de cima era uma grande distração. Prestar serviço à minha mãe apanhando as frutas do alto ou encapando os botões de pêssegos com sacos de papel de pão feitos na velha máquina de costura a fim de evitar as larvas, era obrigação, mas também grande curtição. Talvez da vontade de conhecer todos os segredos das árvores e derrotar os horríveis bichos das frutas tenha saído a minha opção, mais tarde, de estudar Biologia.

Um quintal feito de pés de laranja, lima, manga, mexerica, pitanga, goiaba, uvaia, jabuticaba, mamão, uva e limão...

Havia também uma horta na qual passava os dias a perambular, à cata de algo palatável. As cenouras eram meu alvo preferido, mal podiam crescer e já as arrancava, sob as broncas de minha mãe. Eu observava o seu trabalho na preparação da terra e os demais cuidados com as plantinhas. Gostava de participar da rega, momento de grande alegria. Além de ser muito agradável regar a horta com a mangueira, havia as galinhas do vizinho, cujo correr da chuvinha inesperada era a minha maior diversão.

Mas não foi só com molecagens no quintal que se passou o tempo. Certo Natal, ganhei um presente, daqueles marcantes, que me acompanharia por longo tempo em minha vida: uma lousa e uma caixa de giz

Foram anos e anos de brincadeira de escolinha, sozinha ou com minhas amigas, prenunciando a...

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