Como me tornei palmeirense
Quando criança, mais ou menos aos 6 anos, fui levado ao dentista e ele me perguntou para qual time torcia, na minha inocência respondi para seleção brasileira, ele achou graça, mas as pessoas que me levaram ficaram desapontadas, falaram que eu deveria escolher um time, mas eu não sabia, naquela época não tinhamos televisão, o acesso era difícil, só tinhamos um rádio de pilhas em 1979, então compraram chaveiro de times mas não explicaram o que significava, também me levaram ao estádio Morenão, mas ficamos do lado de fora até próximo de acabar o segundo tempo, jogo entre operário e comercial, clássico local, não entendi nada, gostei mesmo foram dos fogos de artifício no final, então a vida seguiu, mas em 1982 a seleção brasileira perdeu a copa do mundo, eu fiz o infeliz comentário de dizer que não havia problema, no próximo ganhava, só deu tempo de me abaixar rapidamente, pois senão teria levado um Tapanã cara, desde então passei a odiar o futebol, quebrei os chaveiros e qualquer referência a futebol, na escola preferia ficar lendo na biblioteca ou brincava de qualquer coisa no intervalo, menos futebol, na educação física jogava volei, handebol, basquete, então aos 11 iniciei na natação até aos 13, aos 14 trabalhava durante o dia e a noite estudava, somente aos 19 durante o serviço militar me vi diante de uma situação envolvendo o futebol, tentaram me coagir a torcer para um time e eu não queria, então me disseram que eu deveria escolher ou seria punido, a maioria do pelotão torcia para um time, outra parte para um outro e somente a minoria torcia para o Palmeiras, time que me disseram que era sempre prejudicado de alguma forma, e teve até que mudar o nome devido à guerra, isto despertou o senso de justiça e me fez interessar pela história e escolher o Palmeiras como time, dias depois comecei a namorar a moça que viria ser a minha esposa, mas quando me apresentou a família, meus...
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Como me tornei palmeirense
Quando criança, mais ou menos aos 6 anos, fui levado ao dentista e ele me perguntou para qual time torcia, na minha inocência respondi para seleção brasileira, ele achou graça, mas as pessoas que me levaram ficaram desapontadas, falaram que eu deveria escolher um time, mas eu não sabia, naquela época não tinhamos televisão, o acesso era difícil, só tinhamos um rádio de pilhas em 1979, então compraram chaveiro de times mas não explicaram o que significava, também me levaram ao estádio Morenão, mas ficamos do lado de fora até próximo de acabar o segundo tempo, jogo entre operário e comercial, clássico local, não entendi nada, gostei mesmo foram dos fogos de artifício no final, então a vida seguiu, mas em 1982 a seleção brasileira perdeu a copa do mundo, eu fiz o infeliz comentário de dizer que não havia problema, no próximo ganhava, só deu tempo de me abaixar rapidamente, pois senão teria levado um Tapanã cara, desde então passei a odiar o futebol, quebrei os chaveiros e qualquer referência a futebol, na escola preferia ficar lendo na biblioteca ou brincava de qualquer coisa no intervalo, menos futebol, na educação física jogava volei, handebol, basquete, então aos 11 iniciei na natação até aos 13, aos 14 trabalhava durante o dia e a noite estudava, somente aos 19 durante o serviço militar me vi diante de uma situação envolvendo o futebol, tentaram me coagir a torcer para um time e eu não queria, então me disseram que eu deveria escolher ou seria punido, a maioria do pelotão torcia para um time, outra parte para um outro e somente a minoria torcia para o Palmeiras, time que me disseram que era sempre prejudicado de alguma forma, e teve até que mudar o nome devido à guerra, isto despertou o senso de justiça e me fez interessar pela história e escolher o Palmeiras como time, dias depois comecei a namorar a moça que viria ser a minha esposa, mas quando me apresentou a família, meus cunhados todos de times rivais e na brincadeira não aceitavam que a irmã se envolvesse com palmeirense, mas já era tarde, ela acabou torcendo também, desde então virei um torcedor fanático, aprendi muito sobre o esporte, isto me ajudou a superar traumas de infância, passei acompanhar pela TV e pretendo um dia assistir no estádio.
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