Me perdoem por não ter datas, mas a história é a seguinte: Li em um jornal, em 1988/89, que a reinauguração de uma igreja de Ouro Preto teria a presença de Milton Nascimento. Mochila nas costas e no dia marcado lá estava eu em Ouro Preto. Na cidade as pessoas não tinham conhecimento do fato, me parece que não houve uma grande divulgação. Após algumas conversas descobri qual era a igreja, e rumei para o local no início da noite. Tudo vazio, só um casal de São Paulo, ansiosamente, também esperava. Ficamos amigos, Fúlvio e Ligia eram seus nomes. Vocês não imaginam a surpresa em pouco tempo, tivemos a oportunidade de assistir o Bituca cantando para poucos e bem de perto, mas muito perto mesmo, e toma emoções e outros sentimentos que não se explicam. Bem depois disso eu e Fúlvio ficamos amigos e marcamos de ir a BH conhecer o pessoal do Clube da Esquina. Uma tarde, uma incrível tarde, estávamos em Santa Tereza em BH tomando cerveja com Márcio Borges, adivinhem onde, exatamente na esquina do clube, e depois de passar pela casa deles e conhecer o Lô, pai, mãe, o Telo, fomos jogar uma bola no Mercado.
Foi demais, a partir daí tivemos algumas oportunidades de conversa, no Circo Voador, no Rio, etc. Mas a coisa não termina por aí. Um dia o Fúlvio chega na minha casa no Rio e me leva para ver um show do Bituca na Praia de Ipanema, depois do show fomos para a casa do "cara" na Barra da Tijuca; eu não podia acreditar, mas estava lá. A irmã do Bituca dizia que eu tinha cara de um velhinho bonzinho, e o Bituca começou a me chamar de Bom velhinho, não dava para acreditar, eu na casa do meu ídolo, recebendo um apelido. Não pude deixar de ser participante do Clube da Esquina, já que de coração eu sempre fiz parte deste clube. Ainda tive outros encontros com Bituca, e sempre procuro notícias dos membros deste clube, mas me mudei para MG, Graças a Deus, e não tive mais contatos. Fúlvio vê se manda notícias, e um abraço a todos.
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