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Personagem: Charles Kramer
Por: Noam Kramer, 20 de maio de 2025

Charles Kramer

Esta história contém:

Charles Kramer

Sou neto de um sobrevivente do Holocausto. Meu avô, Charles Kramer (z’l), foi um homem com uma história repleta de lacunas. Diferente de outros sobreviventes que decidiram divulgar os horrores de um genocidio, o Sr. Charles contou pouco sobre sua vivência. Eu comparo meu avô ao campo de extermínio de Treblinka que foi deliberadamente destruído, como um apagamento de evidências. Atualmente no local do campo, há um monumento com rochas que simbolizam as comunidades perseguidas e exterminadas no local. Outros sobreviventes como Primo Levi ou Elie Wiesel que comparo com Auschwitz-Birkenau e Majdanek estão impecavelmente conservados, necessitam pouco esforço da memória para perceber o que acontecia lá. Em Treblinka, é necessário investigar o passado, buscar fontes que contam indiretamente os fatos, olhar a floresta em volta e não se render à beleza bucólica da natureza polonesa. É preciso imaginar o que acontecia lá. É preciso erguer um monumento para não se esquecer, preencher o vazio do Indizível com algo. As memórias do meu avô acabam se parecendo com isso, pela forma de lidar que ele escolheu, ou que foi capaz. Silenciando aspectos de sua história, talvez tentando esquecer, talvez tentando guardar, tentando conter algo dentro de si, ou tentando perder esse mesmo algo em si mesmo.

O Trauma

O evento traumático que meu avô viveu durou alguns anos, e começou aproximadamente quando tinha 9 anos de idade. Seu nome de nascença é Szyja, que por sua vez remete ao seu nome em hebraico: Yehoshua. Filho caçula de Yisrael Yitzchak e Tzippa, Nasceu em 30/10/1930 no Shtetl chamado Ostrowiec. Esse Shtetl era de tamanho mediano (16 mil judeus). Em 1940, O Shtetl se tornou gueto de Ostrowiec, e nessa época a irmã mais velha comprou documentos adulterados para Szyja, forjando uma idade maior do que a realidade. Em 1942 foi deportado para o campo de Bergen-Belsen, e lá trabalhou como escravo nas minas de carvão. De Bergen-Belsen, foi...

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Palavras-chave: arte, joalheria, judeu, silêncio, herança

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