Meu nome é Carlos Yutaka Shiosawa. Eu nasci no dia 28 de julho de 1952, em Miradouro.
Eu entrei na Petrobras em dezembro de 1978, porque o meu irmão já trabalhava aqui; ele entrou em 1976. Eu entrei como operador de transferência e estocagem e hoje sou técnico de operação da transferência e estocagem. Faço toda a programação do setor e deixo para ser executada pelos operadores durante o turno.
Um dos fatos mais marcantes foi em 1983, houve a greve aqui dentro. Era o tempo da ditadura militar, e eu estava aqui dentro trabalhando na CO1, onde ficam as cargas das unidades. Nós paramos essa unidade de refino, e também lá na Rlam, foi paralisado. A pressão era muito grande. Houve muitas demissões, todos os sindicalistas foram demitidos. Também houve uma intervenção no sindicato. Aqui foram demitidos em torno de 100 pessoas. Então, no retorno houve aquela seleção de quem não entrava, quem entrava, então isso me marcou bastante. Eu entrei, não fui demitido.
Eu entrei para o sindicato logo após esta greve. Eu estava muito envolvido com as pessoas que participaram da greve e fiz parte da próxima diretoria do sindicato. Fiquei lá durante três anos, depois saí da diretoria e não participei mais. Continuo sindicalizado até hoje.
Na relação do sindicato com a empresa durante todos esses anos, houve várias posturas. Tinha época que era uma postura mais de agressividade, outro período de relacionamento cordial. Atualmente nós vivemos um período mais maduro.
Depois que eu entrei aqui, durante o período que atuava no sindicato, eu fiz a faculdade. Mas mesmo formado, continuei exercendo o cargo médio. Fui subindo nessa função, em 1995 fui promovido para TO. Em 1996, fui chefe do setor da Transferência e Estocagem e depois pedi a demissão por vários motivos pessoais e voltei ao cargo de técnico de operação. Estou para aposentar daqui uns três anos.
Acho ótima idéia uma empresa do porte da Petrobras e da importância...
Continuar leitura
Meu nome é Carlos Yutaka Shiosawa. Eu nasci no dia 28 de julho de 1952, em Miradouro.
Eu entrei na Petrobras em dezembro de 1978, porque o meu irmão já trabalhava aqui; ele entrou em 1976. Eu entrei como operador de transferência e estocagem e hoje sou técnico de operação da transferência e estocagem. Faço toda a programação do setor e deixo para ser executada pelos operadores durante o turno.
Um dos fatos mais marcantes foi em 1983, houve a greve aqui dentro. Era o tempo da ditadura militar, e eu estava aqui dentro trabalhando na CO1, onde ficam as cargas das unidades. Nós paramos essa unidade de refino, e também lá na Rlam, foi paralisado. A pressão era muito grande. Houve muitas demissões, todos os sindicalistas foram demitidos. Também houve uma intervenção no sindicato. Aqui foram demitidos em torno de 100 pessoas. Então, no retorno houve aquela seleção de quem não entrava, quem entrava, então isso me marcou bastante. Eu entrei, não fui demitido.
Eu entrei para o sindicato logo após esta greve. Eu estava muito envolvido com as pessoas que participaram da greve e fiz parte da próxima diretoria do sindicato. Fiquei lá durante três anos, depois saí da diretoria e não participei mais. Continuo sindicalizado até hoje.
Na relação do sindicato com a empresa durante todos esses anos, houve várias posturas. Tinha época que era uma postura mais de agressividade, outro período de relacionamento cordial. Atualmente nós vivemos um período mais maduro.
Depois que eu entrei aqui, durante o período que atuava no sindicato, eu fiz a faculdade. Mas mesmo formado, continuei exercendo o cargo médio. Fui subindo nessa função, em 1995 fui promovido para TO. Em 1996, fui chefe do setor da Transferência e Estocagem e depois pedi a demissão por vários motivos pessoais e voltei ao cargo de técnico de operação. Estou para aposentar daqui uns três anos.
Acho ótima idéia uma empresa do porte da Petrobras e da importância que ela tem para o Brasil que nós tenhamos um histórico, não só da visão da empresa, também com a visão do trabalhador geral, do sindicato.
Recolher